Blog do Juca Kfouri

Vitória com V maíusculo

Juca Kfouri

O primeiro tempo entre Brasil e México pode ser resumido assim:

1. Juan Carlos Osório cumpriu o que dissera e seu time agrediu o brasileiro;

2. A primeira metade do 45 minutos foi mexicana, embora Alisson não tenha trabalhado, ao contrário de Ochoa. Mas Miranda e Casemiro salvaram dois gols;

3. Até os 23 minutos o Brasil havia chutado uma vez com perigo, quando Ochoa defendeu o chute de Neymar da entrada da área, aos 4′;

4. No 23º minuto Neymar entrou driblando pela esquerda e meio sem ângulo fez com que Ochoa fizesse a melhor defesa do jogo, de mão esquerda;

5. O Brasil cresceu e criou chances agudas de gol, com Philippe Coutinho chutando por cima uma bola que costuma botar na rede;

6. O México sentiu e tratou de ser mais cauteloso, com Álvarez recebendo cartão amarelo por entrada forte em Neymar, cartão imediatamente compensado por Filipe Luís que também levou o dele.

O 0 a 0 não era nem opaco nem brilhante

Fazia ainda muito calor, 33 graus, em Samara, quando o segundo tempo começou, com Layun, no lugar do amarelado Alvarez, para marcar Neymar.

E o Brasil começou melhor, com Ochoa fazendo milagre em chute de Philippe Coutinho.

O México devolveu com contra-ataque, mas o gol brasileiro saiu em seguida, em tabela entre Willian e Neymar, concluída pelo ex-santista, de cabelo normal, aos 51 minutos.

Era justo pelas oportunidades criadas no jogo.

O México veio para o abafa, para a Seleção mostrar que sabe sofrer.

E Willian ligou seu jato propulsor na cidade em que Iuri Gagarin, o primeiro homem a dar uma volta pela órbita da Terra, viveu.

Uma linda triangulação brasileira terminou em outra defesa de Ochoa, em chute de Paulinho.

Casemiro levou o segundo cartão amarelo e o Brasil dava, estranhamente, contra-ataques , com vantagem no marcador.

Ochoa brilhava, agora num tirambaço de Willian, com segundo tempo notável.

O México e seus goleiros baixos.

Primeiro, por mais de uma década até o começo do século, foi Jorge Campos com seu 1,68m.

Agora Ochoa, bem maior, com 1,85m, mas, por exemplo, oito centímetros menor que Alisson.

Layún pisou no pé direito de Neymar fora do campo e o VAR calou.

O Brasil tocava a bola e o México batia, num jogo com momentos eletrizantes.

Salcedo também pegou Neymar e levou amarelo.

O brasileiro apanhava e não reclamava, nem encenava.

Paulinho saiu para Fernandinho entrar, aos 80.

Firmino entrou no lugar de Philippe Coutinho.

Aí, Fernandinho lançou Neymar que deu para Roberto Firmino tocar na bola pela primeira vez e fazer o 2 a 0, aos 88′.

O Brasil vai a Kazan enfrentar Bélgica ou Japão depois de despachar o México com uma vitória categórica, indiscutível, maiúscula.

Notas:

Alisson, pouco trabalho, 7;

Fagner, sério e seguro, grata surpresa, 7,5;

Thiago Silva e Miranda, irrepreensíveis, 8;

Filipe Luís, como Fagner, só que sem ser surpresa, 7,5;

Casemiro e Paulinho sofreram no começo do jogo, até o time ajustar a marcação ao reforçar o setor, 7;

Phillipe Coutinho foi bem, mas nem tanto como nos outros jogos, 7;

Willian mudou o jogo no segundo tempo, 8,5;

Gabriel Jesus se mata em campo, mas ainda deve, 7;

Neymar jogou muito, fez gol, deu passe para gol, 8,5;

Fernandinho entrou e começou a jogada do segundo gol, 7,5;

Roberto Firmino entrou e fez o segundo gol, 8;

Marquinhos entrou no lugar de Willian só para ganhar tempo e não ganha nota.

Tite está fazendo as coisas acontecerem, até quando troca: 8,5.

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