Blog do Juca Kfouri

Empate frustra, mas não mata

Juca Kfouri

Não, a Seleção Brasileira não sofreu nem nos primeiros minutos com a estreia.

A Suíça tentou assustar, mas foi quem, aos 11 minutos, quase sofreu o 1 a 0 dos pés de Paulinho, em bola que a defesa desviou para escanteio na pequena área e a arbitragem deu tiro de meta.

E os europeus levaram um baile entre os 10 e os 20 minutos, quando o talento de Marcelo, de Willian, de Gabriel Jesus, de Neymar, falou mais alto em lances de efeito e produtivos.

Até que uma bola desviada pela zaga rival caiu nos pés de Philippe Coutinho e ele fez aquele gol que cansou de fazer pelo Liverpool e haverá de fazer pelo Barcelona e, oxalá, pela Seleção.

Um golaço para abrir a campanha brasileira com chave de ouro, ao contrário de quatro anos atrás, quando o primeiro gol foi contra.

Aberto o placar o time brasileiro deu uma descansada que não precisava e deixou a bola com os suíços que, quando acharam que estavam confortáveis, tentaram um mata-ratão ao atacar em bloco a saída de bola brasileira e só não levaram o segundo no contra-ataque brasileiro porque Gabriel Jesus perdeu a bola para o zagueiro.

A vitória estava tranquila, mas precisava ser consolidada no segundo tempo e não havia por que respeitar tanto o time adversário, que revelou-se anêmico.

Neymar teimava em segurar demais a bola e levava pancada por isso.

Philippe Coutinho era o melhor dos nacionais, secundado por Willian.

E veio o segundo tempo.

Um escanteio pela direita, um leve empurrão em Miranda e Zuber, de cabeça, empatou, aos 5′.

Hora de ser frio e explorar o entusiasmo suíço.

O assoprador mexicano de apito não quis ver o VAR. Foi mal.

O time brasileiro teve minutos de descontrole e Casemiro, com cartão amarelo, deu lugar a Fernandinho, aos 14′.

Mas a Suíça, confiante, era outro time, disposto a agredir o Brasil.

Que acabou trocando Paulinho por Renato Augusto, em busca de mais inteligência para tentar vencer, aos 22′.

Em seguida, Neymar achou brilhantemente Coutinho na área, mas ele errou o chute.

Devem ter avisado o assoprador que ele errara no lance do empate e, aí, ele inventou uma falta em Miranda num contra-ataque perigoso.

Gabriel Jesus reclama de um pênalti em lance que teria feito melhor se não caísse.

O jogo fica lá e cá, aberto, perigoso.

Se havia alguma dúvida que a vida na Copa é dura, Tite confirmava o que sabia e trocava Jesus por Firmino, que de cara teve boa oportunidade, mas chutou por cima.

O Brasil queria ganhar, a Suíça já nem tanto, mas…

Neymar teve a chance, de cabeça, mas o goleiro pegou.

Como pegou, logo depois, a cabeçada de Firmino, aos 44′.

E Miranda chutou fora, quase da marca de pênalti, o 2 a 1.

Neymar resolveu resolver sozinho, apanhou, sofreu falta e resolveu bater mais uma, ser CR7.

Mas pôs a bola na área que sobrou para Renato Augusto emendar e a bola bater na defesa.

Sim, a Seleção jogou para vencer e merecia.

O empate não é nenhuma tragédia, pode até ser bom para que todos ponham os pés no chão, mas é, sem dúvida, frustrante.