Blog do Juca Kfouri

Bolão

Juca Kfouri

POR LUIZ GUILHERME PIVA

Nunca houve final de Copa sem a presença de Alemanha ou Argentina ou Brasil ou Itália – incluindo as sete vezes em que duas delas estiveram ao mesmo tempo.

A exceção é a Copa de 2010, na África do Sul, mas ela não pode ser considerada, dadas as aberrações – a Jabulani, a vuvuzela e o Dunga – que praticamente a desqualificam como Copa.

Além do mais, essas quatro seleções concentram 15 dos 20 títulos disputados e têm 11 presenças entre os semifinalistas.

Isso quer dizer que futebol tem lógica, apesar de ser o esporte mais sujeito ao acaso e às zebras: vento, chuva, buraco, erros de arbitragem, gol espírita, contusões, falhas, escorregões e tudo o mais que o deixam quase exposto ao caos e à imprevisibilidade.

Só que não há teoria do caos que resista ao fato de, em quase 100 anos de Copa, com todas as intempéries que ocorreram dentro e fora de campo, termos apenas quatro grandes vencedores. Aliás, as quatro escolas de futebol desde sempre.

Na Rússia, as seleções do Brasil, da Alemanha e da Argentina – a Itália está ausente – estrearam muito mal. Pela lógica, porém, elas devem se recuperar e fazer valer seu predomínio.

Mas sei lá. Antes da Copa olhei em volta, pesei tudo o que tem ocorrido no mundo e, mesmo sem Jabulani, vuvuzela e Dunga, cravei uma final sem nenhuma das seleções favoritas.

É que de uns anos para cá o caos parece estar decidido a mostrar que é ele quem manda.

Ah, e mudei meu palpite para artilheiro: era o Messi; agora é o VAR.

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Luiz Guilherme Piva publicou “A vida pela bola” e “Eram todos camisa dez”, ambos pela Editora Iluminuras