Blog do Juca Kfouri

A Seleção sob pressão: mudar ou não?

Juca Kfouri

Não era o que se esperava antes da Copa do Mundo começar, mas o fato é que a Seleção Brasileira entrará em campo amanhã em São Petersburgo obrigada a vencer a Costa Rica.

Não que um empate a elimine, porque com cinco pontos se classificará.

Mas aí o jogo contra a Sérvia já será no espírito de mata-mata.

Tite manterá o time que empatou com a Suíça e é o que se esperava dele, cujo estilo sempre foi o de manter seguro o espírito da equipe.

O que cabe discutir em torneios de tiro curto.

A manutenção dos 11 em campeonatos longos faz sentido porque sempre há tempo para correções de rumo.

Numa Copa do Mundo é diferente.

Raramente todos os titulares que começam a competição a encerram como campeões.

Assim foi, no caso brasileiro, em 1958, 1994 e 2002, quando os times da final eram diferentes dos que estrearam.

Em 1962 também, mas aí porque Pelé distendeu a virilha e Amarildo o substituiu.

Já em 1970 o time que começou brilhantemente a Copa do México a terminou ainda mais espetacularmente.

Em 1958 Djalma Santos, Mané Garrincha e Pelé não estavam no primeiro jogo; em 1994, o capitão Raí perdeu o lugar para Mazinho e, em 2002, Juninho Paulista foi trocado por Kleberson.

Não se sugere aqui que Tite deva mudar para amanhã, apenas se registra a preocupação para a necessidade de não correr o risco de morrer abraçado com quem quer que seja.

ATUALIZAÇÃO ÀS 15h30 de São Petersburgo: Tite respondeu na entrevista coletiva que deu agora há pouco se há diferença entre manter times em torneios curtos e longos.

Respondeu que sim, que há diferença, mas que há também a necessidade da coerência.

“Tudo na seleção tem pressa maior na execução, porém antes da pressa tem coerência, discernimento, confiança, análise”, disse.