Blog do Juca Kfouri

A bela Sóchi espera pela Seleção

Juca Kfouri

Sóchi é uma graça de cidade, com cerca de apenas 230 mil habitantes.

Do ponto de vista de fazer a Seleção se sentir em casa foi uma escolha correta, embora não tenha trazido sorte porque o time, como se sabe, acabou por não ser escolhido para jogar nela.

O que obrigará Neymar e companhia a fazer três viagens para Rostov, São Petesburgo e Moscou.

Sede da última Olimpíada de Inverno, por ser próxima da montanhas nevadas do Cáucaso, a cidade é um brinco, limpíssima e, pelo pouco que já pudemos ver, acolhedora.

E monoglota. Completamente monoglota.

Comprar o chip para o telefone foi uma experiência demorada, mas surpreendentemente agradável, tamanho o empenho do vendedor em nos atender e, principalmente, entender.

Ainda bem que existe o Google tradutor…

Honestíssimo, nos convenceu, três companheiros da Folha de S.Paulo e o blogueiro, a comprar um mais barato porque melhor para uso da internet, embora tivesse outros mais caros.

Custava 300 rublos, ele tinha por 500 e acabou nos vendendo com desconto, por 200, coisa de R$ 12,5.

Na saída, ainda deu uma pequena lembrança para cada um, um pin de flor, azul para os três homens, o fotógrafo Eduardo Knapp, o repórter Diego Garcia, e rosa para a repórter Camila Mattoso.

Duro mesmo foi nos separar de um simpático cachorrinho que parecia querer nos adotar.

O credenciamento foi rápido e rasteiro, incomparavelmente melhor, por exemplo, do que no Maracanã, para a Copa de 2014.

Dê-se o desconto para o fato de que Sochi é uma sede menor da Copa russa e o Rio era a principal da brasileira.

O entendimento com os motoristas também não é fácil, mas é de se imaginar que um russo no Brasil, mesmo que fale inglês, tem a vida igualmente complicada.

A boa vontade, no entanto, é enorme, embora ainda estranhem o movimento e perguntem se viemos “pelo futebol”.

O Mar Negro é uma beleza.

Que Sochi seja lembrada, ao fim da Copa, como São Francisco, em 1994.