Blog do Juca Kfouri

Verdão só não fez chover em Lima

Juca Kfouri

O Palmeiras só não fez chover em Lima porque lá, como se sabe, raramente chove, a ponto de as casas não terem telhados ou calhas e não haver bueiros nas ruas.

Mas jogou na casa vazia do Alianza Lima como se estivesse na dele, desde o começo do jogo.

Daí ter aberto o placar logo aos 20 minutos, com requinte de fazer linha de passe dentro da área peruana entre Borja, Moisés e o complemento de Willian.

Fácil, extremamente fácil, o Verdão ia somando mais pontos para terminar a fase de grupos em primeiro lugar e garantir jogar na casa verde todos os jogos de volta do mata-mata.

Sem nove titulares, o Palmeiras fazia valer seu elenco diante da frágil equipe anfitriã.

O segundo gol não tardou e 11 minutos depois, em nova linha de passe, mas fora da área, Hyoran recebeu um passe de letra e com caneta do capitão Moisés, em noite redentora, e fuzilou de esquerda para estufar a rede peruana: 2 a 0.

Desenhava-se uma goleada que só não contou com o terceiro gol porque o travessão salvou o chute de Hyoran, aos 35′.

Os nove reservas em campo tratavam de mostrar jogo para Roger Machado.

O domínio era tamanho que o Alianza dava a impressão de que pediria ao árbitro para terminar o jogo no intervalo.

Estava 2 a 0, mas se estivesse 4 não seria exagero.

Restava apenas saber se o Palmeiras manteria o pé no acelerador no segundo tempo.

Curiosamente, apenas um dos dois titulares em campo, Borja, o outro era Jaílson, não jogava o que dele se espera. Também nem precisava.

Se contra o Boca Juniors, na Bombonera, o Palmeiras foi extremamente competitivo, hoje dava espetáculo e vencia.

Aos 9′, por pouco, Hyoran, de novo, não ampliou no que seria um golaço, com passe de primeira pelo alto de Victor Luís pela esquerda, ao receber uma virada de jogo de Moisés, e com o atacante também batendo sem deixar a bola cair no chão, mas o goleiro interveio.

Um vareio, com o time brasileiro mais cadenciado, em ritmo de poupança, quarta vitória em cinco jogos, 13 pontos que valem o primeiro lugar na classificação geral.

Palmeiras, Racing, River Plate, Flamengo e Grêmio são os cinco invictos entre 32 participantes.

Aos 21′, outra vez o Alviverde entrou na área trocando passes e Mayke deu para Borja fazer 3 a 0, em novo belo gol.

Pronto! Borja já fazia o que dele se esperava.

Aos 24′, o assoprador de apito viu pênalti num trança pé entre o atacante peruano Hohberg e Thiago Martins e Rinaldo Cruzado bateu como seu sobrenome e diminuiu: 3 a 1.

Pausa para cultura futebolística: a primeira Academia alviverde, nos anos 1960, teve um grande ponta-esquerda chamado Rinaldo, pernambucano que chegou à Seleção Brasileira.

Aos 35′, Borja deu lugar a Deyverson.

Luan se machucou e Emerson Santos estreou, aos 43′.

Hyoran também saiu para Diogo Barbosa dar uma suadinha.

O solitário gol peruano em cinco jogos era tudo que o Alianza pôde fazer, ao passo que os três gols brasileiros eram, no mínimo, a metade do que o Palmeiras mereceu marcar, ainda mais porque Deyverson teve a chance do quarto gol e não aproveitou, aos 44′.

Também nem precisava de mais.