Blog do Juca Kfouri

E o Palmeiras virou freguês

Juca Kfouri

O Dérbi seguia monótono e equilibrado quando, aos 35 minutos, Thiago Santos, em impedimento, carimbou a trave de Cássio.

Sorte do assoprador de apito porque nova polêmica estaria aberta caso a bola entrasse.

No minuto seguinte, Pedrinho, com um drible só, deixou Bruno Henrique e Thiago Santos na saudade e deu para Jadson abrir para Maycon passar para Rodriguinho fazer 1 a 0.

O Corinthians, com suas limitações, fazia o jogo que está habituado a fazer e o Palmeiras, tímido, não incomodava.

Para o segundo tempo esperava-se um Alviverde mais agressivo e logo de cara Bruno Henrique acertou o pé da trave de Cássio.

Mas o clássico seguiu pouco emocionante e Guerra substituiu o gelado Lucas Lima, aos 20′.

O Alvinegro vencia e jogava melhor.

Romero compensava em esforço a malemolência de Dudu em tarde apagada.

Tchê Tchê entrou e Thiago Santos saiu, aos 25, e Jaílson salvou o que seria o 2 a 0 nos pés de Pedrinho.

E salvou de novo no minuto seguinte, na cabeça de Rodriguinho.

O Corinthians punha o rival na roda e Borja saiu para Willian jogar, aos 30.

Aos 35, Pedrinho mandou na gaveta, mas Jaílson foi buscar.

Roger entrou aos 38, no lugar de Jadson, muito justamente aplaudido.

Pedrinho, o diferente, começou a jogada do gol e saiu para Matheus Vital entrar, aos 42.

Era mesmo dia do Timão.

Porque, aos 44, Antônio Carlos cabeceou outra bola na trave, a terceira.

Bola na trave que, você sabe, não altera o placar, diante de mais de 35 mil torcedores em Itaquera.

Romero saiu ovacionado para Júnior Dutra entrar.

O Corinthians empatava a história do Dérbi com 126 vitórias para cada lado no geral e desempatava o confronto no Brasileirão, 17 a 16.

No estadual já tinha boa vantagem, de 77 a 70.

Em sete Dérbis, sexta vitória de Fábio Carille.

E, na verdade, 1 a 0 foi pouco.

Segundo Dérbi que o blogueiro acompanha de fora do país.

Em 2005, de Cusco, no Peru, deu Timão por 3 a 1.

Agora, de Lisboa.

Valeu!