Blog do Juca Kfouri

Tevez acaba com a festa verde. Cruel!

Juca Kfouri

Se o primeiro tempo entre Palmeiras e Boca Juniors não tivesse acontecido não faria nenhuma falta.

Aliás o jogo teve mais faltas e erros de passes do que jogo, diante de mais de 37 mil torcedores.

Depois de começar agressivo e rápido, o Palmeiras caiu na armadilha e portenha e o ritmo lento do tango se impôs.

Encardido, truncado, quase sem visitas às áreas dos dois lados, onde ambos os goleiros eram o chamados espectadores privilegiados.

Quem pagou para ver 90 minutos de futebol tinha motivos de sobra para se sentir lesado e esperar que, ao menos, os 45 finais fossem bem melhores.

Verdade que, já nos acréscimos, Lucas Lima teve uma boa chance na entrada da área, mas arrematou mal, para fora.

Ah, sim, teve Felipe Melo.

Que logo aos 12 minutos sofreu uma falta imediatamente marcada, mas, não satisfeito deixou o pé num rival que não tinha nada a ver com o lance e recebeu cartão amarelo de graça.

O Palmeiras voltou como no começo da partida, tomando a iniciativa.

Logo aos 6 minutos Felipe Melo sofreu outra falta e outra vez deixou o pé no rival.

O assoprador de apito fingiu não ver.

Roger Machado resolveu mexer e pôs Willian no lugar do apagado Borja, aos 12′.

O sétimo Palmeiras x Boca Juniors da história da Libertadores encaminhava o quinto empate, com uma vitória para cada lado.

Os brasileiros eram ligeiramente melhores, mas Jaílson trabalhava mais que o porteiro portenho Rossi.

Ficava claro que o Boca tinha uma ideia: picar o jogo.

O Palmeiras não tinha nenhuma.

Daí Moisés substituiu o inoperante e vaiado Lucas Lima, aos 20′.

Aos 22′, enfim, Bruno Henrique teve a grande chance de abrir o placar, mas, meio sem ângulo, chutou por cima. Uhhh!

O Verdão se aproximava do gol e Carlitos Tevez entrou em campo aos 25′.

O jogo era sofrível e fazia o palmeirense sofrer, ansioso pelo gol que parecia distante.

O empate mantinha o Alviverde dois pontos à frente do Boca, com quem voltará a jogar na próxima rodada, na Bombonera.

Aos 34′, saiu Bruno Henrique e entrou o venezuelano Guerra.

Aos 37′, o “dibre”! Bendito “dibre”!

Keno entortou três portenhos, foi à linha de fundo e deu para Willian que, em vez de dar a bola para quem vinha de trás, tentou virar e conseguiu só o escanteio.

Se já tinha um ex-corintiano de amarelo em campo, aos 41′ entrou um ex-são-paulino, Buffarini. Para trancar ainda mais.

Então, aos 44′, o lateral Jara fez uma lambança em sua intermediária, Guerra, esperto, se aproveitou da furada, desceu e enfiou de três dedos para Keno fazer o gol que parecia salvador.

Mas, dois minutos depois, Pavón desceu pela esquerda e deu para Tevez empatar, depois de uma furada bizarra do zagueiro Antônio Carlos.

Logo o Tevez, em sua quinta partida contra o Palmeiras, com duas vitórias e o terceiro empate, este com sabor de vitória.

Nada que atrapalhe a classificação esmeraldina.

Mas logo o Tevez…