Blog do Juca Kfouri

Palmeiras líquida o São Paulo no primeiro tempo

Juca Kfouri

No sexto Choque-Rei na casa verde, o Palmeiras amassou o São Paulo durante todo o primeiro tempo.

Literalmente, fez gato e sapato do rival.

Pressionou a saída de bola tricolor e apertou.

Apertou tanto que com pouco mais de meia hora de jogo estava 2 a 0, gols de Antônio Carlos, aos 9 minutos, de cabeça após escanteio, e de Borja, aos 31′, ao pegar o rebote do goleiro Jean depois de lindo voleio de Victor Luís, em lance de bola roubada de Militão.

Estava mais que desenhada a sexta vitória alviverde no clássico em seu feliz estádio, 18º gol contra apenas três, na média, 3 a 0,5 em cada partida.

Terceira derrota tricolor em clássico neste Paulistinha…

Tudo indicava que viriam mais gols, tamanha a superioridade do Verdão.

Dudu voltava a jogar bem pela direita e Borja dava um trabalho danado à defesa são-paulina.

Ainda antes do fim dos 45 minutos iniciais Jean fez milagre para evitar o terceiro gol em chicotada de Willian.

Um drible seco de Felipe Melo na intermediária, um chapéu de Dudu na lateral e uma matada de bola de Lucas Lima na outra levantaram a massa porque fazem a delícia do espetáculo chamado futebol.

Mais um bom clássico na Pauliceia, embora, no caso, de um time só e um pouco viril demais, diante de 35 mil torcedores.

No intervalo o trabalho de Roger Machado seria nenhum: bastava mandar o time continuar a fazer o que vinha fazendo.

Já Dorival Júnior precisaria de pelo menos 30 minutos para mudar tudo em seu time. Teria apenas 15.

O Palmeiras voltava a liderar, com brilho, a classificação geral e a depender apenas de um empate, contra o Ituano, em Itu, para começar os mata-matas, contra o Novorizontino, com a vantagem de jogar o segundo jogo em casa.

O Alviverde voltou igual para o segundo tempo e o Tricolor trocou todos os três jogadores que poderia trocar: tirou Hudson, Marcos Guilherme e Brenner e pôs Shaylon, Nenê e Trellez.

De cara, aos 6′, Trellez, enfiou uma bola no travessão de Jaílson.

O São Paulo, enfim, dava trabalho à defesa verde.

E Dudu dava um baile em Edimar.

Gustavo Scarpa entrou no lugar de Willian, aos 18′.

Victor Luís não deixava passar nem pensamento e Thiago Santos substituiu Felipe Melo, aos 23′.

O jogo seguia equilibrado e permitia ao torcedor são-paulino perguntar por que o time não jogou assim desde o começo, principalmente depois que Cueva deu para Militão diminuir e ele chutou na rua.

Moisés entrou no lugar de Bruno Henrique, aos 26′.

Aos 34′, Trellez fez pênalti em Dudu e o assoprador de apito preferiu fingir que não viu, numa atitude bizarra, tão clara foi a falta do são-paulino.

O Tricolor estava derrotado e o Alviverde resolveu fazer o terceiro gol.

Até fez, com Borja, mas anulado por impedimento pra lá de duvidoso, aos 37′.

Nos acréscimos, quase Marcos Rocha completa com gol um olé de quase um minuto.

Mas o segundo tempo terminou como começou, com o 2 a 0 do primeiro, que liquidou o clássico.

Há nove anos o Palmeiras não perde para o São Paulo no Paulistinha.