Blog do Juca Kfouri

O Gre-Nal cumpriu com o que prometeu

Juca Kfouri

O árbitro Jean Pierre Lima sabia que um Gre-Nal é um Gre-Nal e bote Gre-Nal nisso.

Mas não seria capaz de imaginar ao saber que apitaria o de ontem, no Beira-Rio, com mais de 42 mil torcedores, que seria protagonista de momentos inusitados e até inéditos em jogos de futebol.

O ineditismo ficou por conta da quase briga entre os capitães do Inter, D’Alessandro, e do Grêmio, Maicon, na hora da escolha de campo ou bola.

Se ele não se mete no meio, os dois jogadores teriam saído no tapa.

Já no segundo tempo quem saiu foi ele, o juiz, machucado.

Seu substituto, Jonathan Pinheiro, foi quem levou o jogo até o fim.

Jogo em que o Grêmio deu a impressão de que golearia ao fazer 2 a 0, com gols de Luan, logo antes da primeira meia-hora do clássico.

Mas que o Inter endureceu ao marcar no começo do segundo tempo e quase empatar depois.

O Gre-Nal foi o jogo do domingo em todos os sentidos e cumpriu com o que prometeu: gols, emoções, muita gente e bom futebol.

Basta dizer que Corinthians e Palmeiras, no interior paulista, e São Paulo e Santos, em casa, juntos, levaram 33 mil torcedores aos seus jogos, nove mil a menos que o clássico gaúcho.

Comparar com os grandes do Rio, então, é covardia: Botafogo, Flamengo e Vasco, fora de casa, e Fluminense, no Maracanã, também somados, reuniram apenas 15 mil torcedores, 27 mil a menos que o Gre-Nal.

É disso que os campeonatos estaduais sobrevivem: dos clássicos.

No Rio, nem deles.

Porque também o Gauchinho tem públicos ridículos.

Agora, ao menos, logo nas quartas de final, terá mais dois Grenais.

Presença de público:

São Paulo no Morumbi, 9.226; Santos na Vila Belmiro, 3.816; Palmeiras em Itu, 7.604 e Corinthians em Ribeirão Preto, 12.298.

Vasco em Moça Bonita, 1.857; Botafogo em Volta Redonda, 2.874; Flamengo em Macaé, 6.668 e Fluminense no Maracanã, 3.317.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 12 de março de 2018.