Blog do Juca Kfouri

A queda de Dorival Júnior

Juca Kfouri

Talvez não haja um torcedor são-paulino infeliz com a demissão de Dorival Júnior.

Achar um bode expiatório sempre apazigua os corações descontentes.

Mas quando o erro se repete mais de uma vez, deixa de ser erro, passa a ser escolha.

Desde que Muricy Ramalho deixou o São Paulo, em 2009, nada menos de nove treinadores passaram pelo Morumbi.

Não é pouco.

Dois saíram porque quiseram, casos de Bauza e Osorio, e de Muricy, que voltou para ficar quase dois anos, mas por problemas de saúde.

Os três permaneceram por cerca de três anos, somados seus períodos à frente do Tricolor.

Sobram dez em seis anos, quase dois por ano.

Não há quem de jeito.

Não se discute aqui se era ou não o caso de demitir quem quer que seja.

Trata-se apenas de constatar que o troca-troca deve ser responsável pelo jejum de títulos só interrompido pela conquista da Copa Sul-Americana em 2012, contra um adversário inexpressivo, o Tigre, e num jogo que só teve o primeiro tempo, 2 a 0 para o time brasileiro, depois de empate sem gols na Argentina.

É, no mínimo, para refletir.