Blog do Juca Kfouri

Vasco sobra, Chape falta e São Paulo só vence

Juca Kfouri

Ver três jogos ao mesmo tempo é um privilégio e um sofrimento simultâneos.

Na verdade, você não vê nada direito.

E há dias, ou noites, enlouquecedores.

Como hoje.

Três anfitriões fizeram seus gols logo no começo do jogo em São Januário, em Montevidéu e no Morumbi.

No Rio, Paulinho fez 1 a 0 para o Vasco contra a Universidade de Concepción, do Chile, aos 5 minutos.

No Uruguai, o Nacional abriu o marcador aos 6′, contra a Chapecoense, com Santiago Romero.

E, em São Paulo, de pênalti sofrido por ele mesmo, Nenê marcou para o São Paulo contra o Bragantino, também aos 5′.

Em resumo: o Cruzmaltino fazia 5 a 0 no placar agregado pela Libertadores e o Nacional, pelo mesmo torneio, fazia 2 a 0.

O Vasco matava qualquer ilusão chilena e o Nacional obrigava a Chape a conseguir uma improvável virada para seguir na competição.

Já o São Paulo desmontava qualquer pretensão retranqueira no time de Bragança Paulista, pelo Paulistinha.

A Chape havia começado o jogo melhor e quase saíra na frente com Arthur Caike. Mas…

Ao menos o time catarinense foi aplaudido ao entrar em campo pela torcida que ainda se desculpou pela estupidez acontecida na Arena Condá.

E, curiosamente, a equipe de Concepción passou a pressionar o Vasco, sem se entregar diante da goleada que sofria.

Basta dizer que em 30 minutos de jogo houve seis escanteios no jogo, todos para os andinos.

Mas, aos 41′, em bela combinação, quem fez gol, o segundo e o sexto do embate, foi Pikachu, para o Vasco, é claro.

Gozado porque Martin Silva trabalhou mais que o goleiro visitante.

E assim terminaram os primeiros tempos, com a Chape em busca do empate e o Tricolor com o freio de mão puxado, mas capaz de começar a dar esperanças de um futuro melhor.

Nem bem o segundos tempos começaram e o zagueiro vascaíno Erazo deu uma cotovelada burra num rival e foi expulso.

Zé Ricardo, que faz belíssimo trabalho, teve de tirar Evander do meio de campo para botar Paulão na zaga.

Evander tinha o direito de dar uns sopapos no equatoriano infantil. O problema é que ele é muito maior que o meia, 1,92m x 1,79m.

Menos mal que aos 16′ um chileno também foi para o chuveiro.

O Vasco, com Riascos no lugar de Desabato, ameaçava nova chuva de gols, diante de pouco mais de 12 mil torcedores.

A Chape seguia pressionando o Nacional em vão e o São Paulo prometia, mas não cumpria.

Não corria risco, mas não desabrochava e 1 a 0, e não 2 a 0, é que é resultado perigoso.

Aos 19′ Cueva pediu para sair e saiu sob aplausos, de pazes feitas com a torcida, para entrada de Brenner.

Sidão salvou o empate aos 24′. O Tricolor brincava com fogo.

Aos 29′, o colombiano Trellez estreou no lugar de Diego Souza.

O Soberano estava devendo, tinha que mostrar mais diante de apenas dez mil torcedores, com a reestreia de Hudson, aos 36′, no lugar de Nenê.

Valores o Tricolor tem no elenco e Valdívia chegou, excelente antes de se lesionar no Inter, decepcionante no Galo.

Se os primeiros tempos foram generosos com gols relâmpagos, os segundos foram murrinhas.

O Vasco segue na Liberta, a Chape não e o São Paulo, vaiado, ainda não convence, livrando-se, aos 43′, de levar o empate, em chance monstruosa desperdiçada pelo Bragantino que não mereceu perder.

Trellez esteve mais para Kazim do que para Pratto.