Blog do Juca Kfouri

Jogo aquático, nada “gramático” em Campinas

Juca Kfouri

Num gramado encharcado em Campinas, era impossível exigir mais de Ponte Preta e Palmeiras.

As ligações diretas se sucediam e mais difícil do que se livrar do adversário era driblar as poças d’água.

Mesmo assim, animação e vontade não faltaram aos dois times, com lances mais agudos que, por exemplo, o San-São de poucos minutos antes no Morumbi em perfeitas condições.

O primeiro tempo terminou sem gols, como no clássico, e o Palmeiras voltou com Vitor Luis no lugar de Michel Bastos.

Felipe Melo e Borja estavam fora do embate.

O Palmeiras tinha um campo em melhores condições para seu ataque na metade final.

Aos 14 minutos Guerra roubou uma bola com coragem, entrou na área e chutou forte para defesa do goleiro Ivan.

O rebote ainda sobrou para ele que, com pouco ângulo, chutou para fora.

Roger Machado chamou Keno aos 21′ e tirou Guerra.

o lateral pontepretano Orinho acertou a trave num tirambaço de fora da área aos 23′, diante de pouco mais de 3 mil torcedores.

Doze minutos depois, Dudu deu belíssima virada na entrada da área e a bola raspou o poste.

O 0 a 0 insistia, mas o 1 a 1 já seria mais adequado ao andamento do jogo, mais aquático que “gramático”.

Aos 40′, Bruno Henrique no lugar de Lucas Lima.

E Dudu infernizava a defesa campineira, merecedor de pelo menos um gol.

Nos acréscimos, Jaílson, a Muralha Tranquila, fez grande defesa em novo chutaço de Orinho.

E salvou a invencibilidade alviverde.

O jogo terminou 0X0.