Blog do Juca Kfouri

A festa da 48ª Bola de Prata

Juca Kfouri

O troféu Bola de Prata nasceu em 1970, inspirado pelo saudoso jornalista Michel Laurence, quando a revista “Placar” foi lançada,

De lá para cá houve inúmeras festas para entregá-lo aos melhores jogadores do Robertão, em 1970, e dos Brasileirões de 1971 em diante.

Algumas dessas festas foram memoráveis, como a realizada no Programa do Chacrinha, em meio à balburdia que só o Velho Guerreiro era capaz de fazer, ou num Globo Esporte Especial, no estádio de São Januário.

Nenhuma delas se compara à festa de hoje, organizada pela ESPN Brasil que detém a Bola de Prata desde o ano passado.

Muito bem conduzida, sem formalidade, mas com graça, e em homenagem aos jogadores da Seleção Brasileira que disputaram a Copa do Mundo na Espanha, 35 anos atrás, ideia muito bem sacada.

Lá estiveram Paulo Sérgio, um dos três goleiros, Oscar, Juninho, Júnior, Cerezo, Falcão, Renato, Serginho Chulapa e Éder, além de depoimentos em vídeo de Leandro, Luizinho e Zico.

Aplaudidos em pé pela plateia que lotou o teatro do shopping Villa-Lobos, impossível não se comover com dois momentos particularmente tocantes, como uma entrevista de Telê Santana e a conversa ficcional, extraída do livro de Casagrande, entre ele e o Doutor Sócrates, protagonizada pelo autor e por Raí.

Vanderlei, Fagner, Geromel, Balbuena e Carleto; Michel, Hernanes, Luan e Thiago Neves; Dudu e Jô, que ganhou também a Bola de Ouro, foram os jogadores que venceram o prêmio mais tradicional do futebol brasileiro.

O Prêmio Telê Santana foi entregue a Fábio Carille.

Desses momentos inesquecíveis, que fazem valer a pena viver, porque foi muito além de mera entrega de prêmios, normalmente maçante.

Consagrou um punhado de craques, os de 1982, que fazem parte da História do Brasil.