Blog do Juca Kfouri

No embalo da Nação, o Mengo virou!

Juca Kfouri

A vida do Flamengo não anda nada fácil mesmo em 2017.

No Maracanã, dominando o Junior Barranquilla, uma bobeada tripla de sua defesa obrigou uma saída abrupta de Diego Alves, que poderia até ser interpretada como pênalti, e o choque com o atacante colombiano tirou-lhe do jogo e da final, com fratura na clavícula.

Já sem Guerrero acusado de doping, o Rubro-Negro teve de apelar para Muralha.

Que no primeiro ataque adversário não conseguiu interceptar o passe cruzado da esquerda para Téo Gutierrez fazer 1 a 0, aos 21 minutos.

Em seguida, de cabeça, Felipe Vizeu perdeu um gol que Guerrero jamais perderia.

Começava mais uma provação para o time de quem se esperava tudo em 2017 e pouco entregou, além do título estadual.

Em contra-ataque, aos 33, Muralha evitou o segundo gol, enquanto o domínio brasileiro não levava perigo ao gol rival.

Por mais que a defesa colombiana entregasse, o ataque flamenguista não aproveitava.

E no meio de campo o Junior jogava como sênior e envolvia a ansiedade rubro-negra.

Apressado e desorganizado, o Flamengo levantava bolas na área inutilmente.

O jogo era duro, duríssimo de ver.

Reinaldo Rueda teria de trabalhar muito no intervalo e seu time foi vaiado para o vestiário, o que só atrapalha.

A possibilidade de G9 começava a ir para o espaço no Brasileirão, para desalento de um bom número de times brasileiros que sonham com a Libertadores.

Mesmo o G8, depois da magra vitória gremista, é apenas uma possibilidade.

Mas tinha o segundo tempo…

O Fla voltou igual e logo de cara foi a vez de Diego, livre, desperdiçar um cruzamento de Pará em sua cabeça, embora Mancuello estivesse mais bem colocado.

Rueda demorou 53 minutos para botar Vinícius Júnior em campo, no lugar de Mancuello.

Emquanto os brasileiros insistiam em alçar a bola na área, os colombianos tratavam de valorizar sua posse.

Se não é por Réver, o Flamengo teria sofrido o segundo gol depois de erro de passe bizarro de Éverton Ribeiro, aos 16.

Aos 21, em cobrança de escanteio, enfim, uma bola aérea funcionou e o mesmo Réver quase empatou, mas o goleiro Vieira não deixou.

Lucas Paquetá substituiu Éverton Ribeiro, num time em que só Pará, Juan e Réver jogavam bem, com Diego omisso.

Então, aos 31, em novo escanteio, Juan surgiu feito um raio e empatou 1 a 1.

O Junior foi à frente e, em dois minutos, criou duas chances claras de gol, a primeira evitada por Muralha e a segunda rente à trave.

O Maracanã despertou: “Vamos virar, Mengô”, cantava.

E o Mengo virou, num golaço de Vizeu, em passe de cabeça de Arão, que o atacante pegou de primeira, no alto.

Um colosso de gol.

Mais de 41 mil torcedores fizeram a festa que permite ao Flamengo empatar em Barranquilla para ir à final da Copa Sul-Americana contra os paraguaios do Libertad ou os argentinos do Independiente, que perderam o jogo de ida, ontem, em Assunção, por 1 a 0.