Blog do Juca Kfouri

Empataço no Pacaembu

Juca Kfouri

A animada torcida tricolor tomou o Pacaembu novamente para ver o São Paulo, com 43 pontos, jogar contra a Chapecoense, com 40.

E se surpreendeu porque o time catarinense não se amendrontou e tratou de jogar de igual para igual.

Fez, é verdade, um pênalti, de mão na bola, não observado pelo assoprador de apito, mas fez também, aos 26 minutos, 1a 0, quando uma bola cruzada na pequena área não foi neutralizada pelo goleiro Sidão e Wellington Paulista enfiou a cabeça nela.


Hernanes, para variar, jogava como o “uomo squadra” tricolor e Marcos Guilherme, duas vezes, desperdiçou boas chances de gol.

O segundo tempo começou com o São Paulo com Lucas Fernandes no lugar do vaiado Araruna e na pressão, com a Chape encolhida, à espera do contra-ataque.

Que saiu aos 12 e levou Marcos Guilherme a derrubar Apodi na área.

O lateral Reinaldo, que pertence ao São Paulo e que havia feito o passe para o primeiro gol, bateu o pênalti e fez 2 a 0.

A Chape mantinha a escrita de não perder para o São Paulo em São Paulo.

Gilberto entrou no lugar de Shaylon, aos 17.

Depois de três vitórias seguidas o Soberano sofria uma derrota inesperada para quem mira no G9, caso Grêmio e Flamengo ganhem a Libertadores e a Sul-Americana.


Aos 26, bola cruzada na área, Hernanes subiu com o goleiro e a bola sobrou para Gilberto, em posição de impedimento, que diminuiu.

A dúvida: quem tocou na bola; Jandrei ou Hernanes?

Dorival Júnior pôs Maicossuel no lugar de Petros.

Aos 37, escanteio pela direita e Arboleda foi no terceiro andar para empatar, num golaço.

O Tricolor tinha tempo para nova virada, como contra o Botafogo, no Rio, diante de sua massa que o embalava freneticamente, com mais de 35 mil torcedores.

O jogo era muito bom e a virada iminente.

O empate servia aos visitantes, mas não aos anfitriões, apesar das circunstâncias.

O empate prevaleceu, embora o São Paulo merecesse mais.