Blog do Juca Kfouri

Verdão não tira o São Paulo da zona

Juca Kfouri

Com menos de dois minutos, Deyverson foi à linha de fundo, Moisés desviou levemente e William, sempre William, fez Palmeiras 1, Bahia 0, no Pacaembu.


O Palmeiras empatava com o Grêmio em pontos e só ficava em quinto por causa do saldo superior dos gaúchos.

Já o Bahia permanecia fora da zona do rebaixamento, com a mesma pontuação ridícula do São Paulo, 31 pontos em 27 jogos, porque seu saldo é menos ruim que o do tricolor paulista, -4 a -2.

Com mais dois gols o Palmeiras tiraria o São Paulo da ZR, porque o São Paulo marcou dois gols a mais que o Bahia, 34 a 32.

O são-paulino que torceu em vão pelo Santos, Flamengo e Vitória tinha mais um time para torcer neste feriado.

É tudo indicava que seria bem-sucedido, tamanha a superioridade alviverde e a fragilidade baiana.

Paulo César Carpegiani estreava como treinador de um time, além do mais, repleto de desfalques.

Aos 18, minutos, enfim, o Bahia atacou e Mendoza fez Fernando Prass defender com os pés.

Três minutos depois foi a vez de Vinicius soltar uma bomba que Prass espalmou  com as duas mãos.

Estranhamente, o Palmeiras parava e o Bahia crescia.

Gostaria muito de entender o que se passa com Tchê Tchê, de jogador precioso nas duas temporadas passadas para o de hoje, comum.

É o primeiro tempo se esvaia em mau futebol, quando o Palmeiras, aos 39, em contra-ataque começado e terminado por Bruno Henrique, ampliou para 2 a 0. 

Faltava só mais um gol para melhorar o feriado do são-paulino.

E tinha ainda um segundo tempo inteiro pela frente…

Mas não é que Prass saiu mal para cortar um escanteio cobrado por Mendoza e Edigar Junio (assim mesmo, erro muitos nomes, mas o dele é Edigar Junio) diminuiu aos 46?

Será que nada dará certo para o São Paulo nem no dia de Nossa Senhora de Aparecida?

 Mais: não é que o Bahia começou o segundo tempo melhor que o Palmeiras, com Zé Rafael pintando e bordando?

O Palmeiras jogava tão mal que a torcida começou a pedir por Borja no lugar de Deyverson, apesar de ele ter participado dos dois gols, autor de ambos os cruzamentos.

Cuca atendeu a massa imediatamente e fez a troca, mas, talvez, se a torcida soubesse que outros dois gols palmeirenses tirariam o rival da zona não pedisse por mais.

Aos 23, o goleiro Jean evitou que Dudu, com preciosismo, marcasse o terceiro gol.

Em seguida, Borja ganhou uma dividida na marra e chutou torto, mas ganhou aplausos.

Confiando que poderia empatar, Carpegiani trocou Vinicius por Rodrigão.

E para vibração esmeraldina nas arquibancadas, Cuca chamou Felipe Melo, ovacionado, para o lugar de Bruno Henrique.


Bastava Felipe Melo tocar na bola para ser aplaudido, mas, aos 31, aplausos merecidos foram os para Prass, que evitou o empate dos pés de Edigar Junio (assim mesmo!).

Zé Rafael saiu e Régis entrou aos 33, quando o Bahia era mais perigoso que o Palmeiras.

O são-paulino ia vendo sua esperança escapar, diante de mais de 25 mil torcedores.

Aos 36, nova intervenção de Prass, em chute de Juninho.


O placar já era injusto para o Bahia.

E Borja fazia menos que Deyverson. 

William saiu aos 40 e Roger Guedes entrou.

E fez pênalti em Mendoza aos 41.

Edigar Junio bateu e empatou: 2 a 2. Justíssimo!

O palmeirense se rebelou, o são-paulino lamentou e o corintiano se preocupou.

O Bahia receberá o Alvinegro no domingo com o moral nas alturas.

Acredite: quem quase fez o terceiro gol foi o Bahia. E merecia.

O Pacaembu vaiou ao fim do jogo.