Blog do Juca Kfouri

Meninos do Brasil eliminam os da Alemanha na Copa do Mundo sub-17 em grande jogo

Juca Kfouri

Alemanha e Brasil jogaram na Índia pelas quartas de final da Copa do Mundo sub-17.

Em torneios de futebol de base o menos importante é sair campeão, mas mostrar caminhos.

Pois bem.


Diante do decantado trabalho nas categorias de base germânicas, o jogo tinha mais importância exatamente para que se pudesse comparar trabalhos.

E os garotos brasileiros começaram o jogo muito melhor, ao criar três boas chances e mandar uma bola na trave alemã.

Mas, aos 20 minutos, os alemães abriram o placar com um pênalti fruto de uma bobeada na saída de bola brasileira.

Daí o jogo mudou porque o time nacional se descontrolou com a desvantagem e passou a ser dominado.

Em alta velocidade, o clássico Mundial mostrava o jogo vertical dos europeus diante da tentativa de quebrar seu ritmo por parte dos sul-americanos, em jogo agradabilíssimo de ver, principalmente para quem torcia pelos alemães.

Os danados dos garotos germânicos mantêm a tradicional força física que sempre tiverem aliada à qualidade técnica, mistura difícil de ser superada.

O 1 a 0 do primeiro tempo acabou justo.

Para o segundo tempo a Alemanha (felizmente repleta de jogadores negros) mudou de postura ao deixar a bola com o Brasil e se defender, sem correr riscos até o 10° minuto.

Aos 15 e aos 16, enfim, com o centroavante Lincoln (Flamengo), num chute desviado pelo goleiro a escanteio e numa cabeçada dele mesmo na cobrança, quase o empate.

Aos 20, pela direita, Lincoln passou uma bola forte demais quando dois atacantes estavam livres na cara do gol. Um pecado! 

Só dava Brasil na Índia, mas o gol não saía.

De todo modo dava gosto ver a meninada capaz de jogar de igual para igual, mesmo que derrotada.


Derrotada até os 26 minutos, porque Weverson (São Paulo) pela esquerda, soltou um balaço para empatar e, no minuto seguinte, em situação parecida, Paulinho desperdiçou a virada, diante de 60 mil indianos que lotavam o estádio, coisa rara em torneios de base.

A Seleção Brasileira já merecia a vitória, novamente desperdiçada miseravelmente por Lincoln aos 30. Que coisa!

Mas, aos 31, uma bomba de Paulinho (Vasco) de fora da área fez justiça e o Brasil virou: 2 a 1.

Não era justo: era justíssimo!

O assoprador de apito deu seis minutos de acréscimos, que viraram oito…, com três escanteios seguidos para os alemães no fim.

O Brasil chegava às semifinais para enfrentar a Inglaterra.

Será campeão?

Tomara, mas o mais importante já mostrou, ao ganhar da Espanha na primeira fase e ao eliminar a Alemanha.

Há futuro!