Blog do Juca Kfouri

Foi 0 a 0, mas era para ser 5 a 1

Juca Kfouri

Tite é um ótimo treinador, não há dúvida.

E tem a Seleção Brasileira em suas mãos.

Tanto que a fez jogar da maneira mais inteligente possível na altitude de La Paz.


Tão devagar que houve momentos em que deu sono.

Em três aceleradas, Neymar perdeu dois gols e Gabriel Jesus perdeu um, verdade que nas três vezes com grande participação do goleiro Lampe.


Só nos acréscimos do primeiro tempo a Seleção correu risco: num tirambaço de fora da área o travessão brasileiro foi devidamente carimbado.

Mas ainda tinha o segundo tempo, quando as coisas costumam se complicar para quem vai para o intervalo em busca de oxigênio.

Se o Brasil tivesse obtido a vantagem que fez por merecer nos 45 minutos iniciais os finais seriam mais suportáveis.

Assim mesmo, no primeiro minuto, Paulinho desviou uma bola passada por Neymar e Lampe de novo evitou o gol, com a bola ainda tocando a trave.

Aos 8, com Lampe adiantado, Neymar perdeu o gol mais fácil do jogo.

A Seleção seguiu dando as cartas e, no minuto seguinte, Neymar criou nova chance e foi desarmado na hora agá.


Aos 14, de cabeça, Lampe evitou mais um gol de Neymar.

Sim, poderia estar uns 5 a 1. Mas seguia 0 a 0.

Aos 21, Tite tirou Philippe Coutinho, tímido,  para botar Willian.

No primeiro tempo o time já havia trocado Thiago Silva, machucado,  por Marquinho.

E aos 37, Fernandinho substituiu Paulinho.

Os minutos finais foram os que, em 1993, trouxeram a primeira derrota brasileira em eliminatórias, quando a Bolivia fez 2a 0 em Taffarel grogue, aos 43 e 44 minutos.

Pois não é que Carlos Lampe evitou novo gol de Gabriel Jesus em novo passe de Neymar?

Nem na “baixitude” sairia gol hoje na Bolívia.