Blog do Juca Kfouri

Real Madrid sobra sobre o Barcelona

Juca Kfouri

Sem Cristiano Ronaldo, suspenso, e com Casemiro, Isco e Bale no banco, poupados, o Real Madrid fez gato e sapato do Barcelona durante os primeiros 45 minutos do clássico no Santiago Bernabéu para decidir a Supercopa da Espanha.


Asensio fez um golaço surpreendente ao meter uma bola no ângulo chutada da intermediária e Benzema fez 2 a 0 de virada ao se antecipar a Umtiti, grogue como, de resto, estavam seus companheiros catalães.

Além de uma bola na trave mandada por Vásquez.

Um baile!


Até a posse de bola dos merengues foi maior, 56%, algo raro em “El Clasico”.

Baile que antecipa tempos difíceis para o Barça, tamanha a diferença de talentos individuais entre os dois times e o futebol coletivo de um time que se manteve intacto de uma temporada para outra, comparado ao outro que perdeu Neymar e tem Iniesta no ocaso.

No jogo de ida, em Camp Nou, 3 a 1 para os madridistas, já havia ficado clara a disparidade entre as duas equipes, para não falar dos elencos, como, aliás, já se ensaiava no ano passado.

Pense num time que tem Modric, Asensio e Vásquez, que não estiveram como titulares no jogo de ida, e tem Casemiro, Isco e Bale no banco no de volta.

Para não falar de Carvajal, Varane, Sergio Ramos, Marcelo, Kroos,  Kovacic e Benzema, além do goleiro Navas.

Amassado, a equipe blaugrana ensaiou reagir nem bem o segundo tempo começou, com Lionel Messi acertando o travessão.


Aos 15, Zinedine Zidane, que fez do Real Madrid uma máquina coletiva como há tempos não era, tirou Kovacic e pôs o brasileiro Casemiro em campo.

Os madridistas chegaram aos 68º jogo seguido marcando ao menos um gol, recorde absoluto no continente europeu, a seis jogos da marca mundial do Santos de Pelé, nos anos 1960.

Com 5 a 1 no placar agregado, o Barça jogava para minimizar o atropelamento.

Depois de duas defesas incríveis de Navas, Suárez também cabeceou na trave no rebote da segunda.

Paulinho será insuficiente para equilibrar o desnível entre os gigantes espanhóis e Philippe Coutinho e o francês Dembélé se impõem como contratações  para devolver poder ofensivo ao time catalão.

Incrível, mas a temporada está só no início e parece fim de feira na Catalunha.

Veremos como chegará ao término.


Já o Real Madrid sobra e deverá ter mais um ano de conquistas.