Blog do Juca Kfouri

Nem Moisés salvou o Palmeiras

Juca Kfouri

O Palmeiras começou o jogo contra o Barcelona equatoriano sem três de seus principais reforços para a temporada: sem Felipe Melo, dispensado, Guerra, ainda não 100% recuperado, e Borja, reprovado.

Com Tchê Tchê na lateral em vez de Mayke, lesionado, e com Keno no ataque, além de Roger Guedes, Dudu e Deyverson.


A arena verde, com 38 mil torcedores, pulsava depois de fazer lindo mosaico e cantar o Hino Nacional como se fosse o do Palmeiras, preço que o hino paga por causa de uma lei estúpida que o banalizou e ninguém respeita.

Além do mais, no pais inteiro, é de uma óbvia falta de educação tocar o nosso hino e não tocar o do país do time visitante.

O Palmeiras aparentava tranquilidade, mas prudência. Talvez excessiva, dúvida que o andamento do jogo resolveria.

Quem esperava um Barcelona fechado, acertava.

Mas quem imaginava que o time não atacaria, se enganava.

E o Palmeiras não conseguia fazer a bola chegar em Deyverson.


O Barcelona corria atrás da bola com mais fome que o Palmeiras.

Aos 32 minutos, a melhor chance de gol foi equatoriana.

A calma alviverde se confundia com apatia.

Para preocupar ainda mais, Mina, outra contratação importante, se machucou e Edu Dracena o substituiu, aos 39.

Mina deixou o campo desesperado, inconformado com a lesão, aparentemente uma fratura no dedo do pé.


O primeiro tempo acabou com um decepcionante 0 a 0.

Moisés veio para o jogo no lugar de Roger Guedes. 

A esperança é verde!

Moisés foi o melhor jogador de 2016.

E logo aos 5 minutos ele esticou uma bola com rara categoria, de três dedos, para Dudu.

Dudu estava sozinho e teve calma para esperar que alguém se aproximasse.

Adivinhe quem se aproximou?

Ele, MOISÉS!


O camisa 10 deu um corte seco no zagueiro e bateu no alto para estufar a rede.

Faltava um gol, só um gol. E sobrava tempo.

Aos 15, um susto: bola na trave de Jaílson, em contra-ataque enquanto o Palmeiras reclamava da anulação correta do segundo gol, por impedimento.

Mas era um outro Alviverde em campo, elétrico, e Keno carimbou o travessão aos 17: um pecado!

A resposta veio incontinente com uma furada espetacular na cara de Jaílson, outro susto.

Não, os equatorianos também não queriam os pênaltis. Atrevidos.

Com o jogo reequilibrado, Dudu, em prantos, machucado, deu lugar a Guerra.

Faria como Moisés? Por que não? Também sabe tudo de bola.

Aos 36, Dracena puxou a camisa de um rival dentro da área. O assoprador de apito não viu. Ou fingiu.

Em seguida, não viu também, ou fingiu, uma falta para o Palmeiras na entrada da área.

Moisés mancava.


E vieram os pênaltis.

Fernando Prass estava no banco…

Mas Jaílson, a Muralha Tranquila, estava em campo.

Moisés merecia a classificação.

Mas pênalti em casa é pior para o anfitrião, por causa da pressão.

O Barcelona bateu com Alves, o da furada, e fez 1 a 0.

Guerra escorregou, mas empatou, mascado e no meio do gol.

O Barcelona fez 2 a 1, também no meio do gol.

Tchê Tchê empatou, com classe.

O Barcelona fez 3 a 2.

Bruno Henrique bateu mal e o goleiro, adiantado, pegou.

Caicedo bateu, Jaílson caiu tarde e a bola passou por baixo do seu corpo: 4 a 2.

Keno fez 4 a 3.

Diaz animou a noite verde e Jaílson pegou.


Moisés não negou fogo. Tudo igual!!! Heróico Moisés!

O Barcelona fez 5 a 4.

Egídio bateu e o goleiro defendeu.


O Palmeiras está fora da Libertadores e o Mundial seguirá sendo um sonho.

Em vez do Periquito, o Barcelona, do Equador, capital  Quito.

Parte da torcida chamava o time de sem-vergonha.

Injustamente!