Blog do Juca Kfouri

Grêmio firme no encalço; Furacão pára o Verdão e São Paulo termina o turno no rebaixamento

Juca Kfouri

Em Porto Alegre, o embate entre os times alternativos do Grêmio e do Galo teve duas diferenças fundamentais: o time gaúcho tinha Luan e Pedro Rocha.

Assim, Luan puxou o contra-ataque se aproveitando de furada do zagueiro mineiro Alex Silva e a bola acabou na cabeça de Pedro Rocha para abrir o placar depois que Everton cruzou, logo aos 5 minutos.


Vinte minutos depois, enquanto o Galo se esfalfava, o Grêmio desceu ao seu estilo de bola de pé em pé, Léo Moura Pedro Rocha cabeceou, Victor soltou e Fernandinho pegou o rebotes para ampliar: 2 a 0. Simples assim.

O Grêmio seguia firme no encalço do líder, a oito pontos dele, quando os primeiros 45 minutos chegaram ao fim.

Os mineiros seguiram insistindo na etapa final, em vão. O Grêmio pouco ligava.

Servia apenas para exercitar o goleiro Paulo Vitor, estreante, que mostrava ser um bom reserva para Marcelo Grohe.

Perante mais de 24 mil torcedores, aos 44, Robinho bateu pênalti no meio do gol e Paulo Vitor defendeu.

Sim, simples assim.

Em São Paulo, diante de mais de 29 mil torcedores, o time alternativo do Palmeiras não deu conta de vencer o Atlético Paranaense no primeiro tempo.

Com uma avenida aberta no setor direito de sua defesa, o time paranaense foi sempre mais perigoso até que, em cobrança de escanteio por Guilherme, mas pela direita, Thiago Heleno subiu mais que Juninho e fez 1 a 0, aos 17.

A boa notícia foi à volta de Moisés, no lugar de Raphael Veiga.

O segundo tempo era verde, graças a Moisés e o empate estava maduro.

Aos 25, Deyverson substituiu Erik.

À medida que o tempo passava, o empate apodrecia.

E a torcida vaiou ao fim do jogo.

Será que Eduardo Baptista torceu para alguém?


Já em Salvador, com mais de 24 mil torcedores,  o primeiro tempo era um horror quando ao chegar ao 40º minuto tudo mudou.

Régis abriu o placar, o ex-corintiano Mendoza ampliou em dois contra-ataques,  e Hernanes, de pênalti, cometido pelo goleiro Jean em Pratto, diminuiu: 2 a 1.

Um dos gols baianos foi irregular.

Esperança de que teríamos futebol na etapa final.

O São Paulo tinha por que acreditar que faria com o Bahia o que fizera com o Botafogo.

E foi para pressão, a todo risco.

Aos 22, Militão foi puxado sem bola pela camisa, na área, e o assoprador não viu. Poderia ser o empate.

O Bahia se recusava a jogar, mas o São Paulo não conseguia criar situações de gol e ia ficando na ZR. 

Aliás, só sairia se virasse.

Mas não virou. Nem empatou.

É feia a crise.