Blog do Juca Kfouri

Chegou o dia! Cai o último invicto

Juca Kfouri

A exemplo de outro rubro-negro, na mesma Arena Corinthians, o Vitória saiu na frente do líder do Brasileirão, com um gol em contra-ataque, pela direita, logo aos 12 minutos, em chute de Trellez que desviou na ponta da chuteira de Guilherme Arana e tirou qualquer possibilidade para defesa de Cássio.


Aos 20 minutos Jô foi calçado na área por Kanu num emaranhado de pés e pernas, num calço difícil de ser visto e que o assoprador de apito não assinalou.

O Vitória não existia no ataque, mas marcava muito bem atrás e dava pouco espaço para o Corinthians ameaçar, embora pressionasse incessantemente e, aos 40, Balbuena tenha cabeceado para fora uma bola que normalmente teria endereço certo.

Contra o Furacão, o Corinthians ficou atrás apenas por sete minutos, mas, agora, pela primeira vez 20 jogos no Brasileirão, foi para o intervalo com a invencibilidade quebrada, apesar de, nos acréscimos, Jô quase tenha empatado num desvio esperto de cabeça salvo pelo goleiro Fernando Miguel.

O Corinthians teve que voltar sem Guilherme Arana, machucado, e com Moisés em seu lugar, má notícia para quem precisava mais de toque de bola do que de força ou marcação.

Curiosamente, na primeira participação de Moisés, na força, ele desarmou um adversário e cruzou com perigo para Wallace aliviar.


Em seguida, o Vitória chegou ao segundo gol, com Kanu, mas foi marcado impedimento, erradamente, pelo levantador de bandeirinhas.

Um pênalti não marcado para o Corinthians, um gol mal anulado do Vitória. Que beleza!

Aos 18, Fábio Carille sacou Romero para Marquinhos Gabriel jogar, porque o paraguaio errava muitos passes.

A verdade é que o Corinthians tinha a bola e não levava perigo.

 A torcida não parava de incentivar, mas o time alvinegro parava na defesa baiana.

Só aos 25 Jô teve uma chance de gol, novamente conjurada por Fernando Miguel diante de mais de 42 mil torcedores.

A resposta foi imediata em contra-ataque e Cássio salvou o segundo gol dos pés de Neílton.

Quando Carille pensou em pôr Jadson, Balbuena pediu substituição e Gabriel foi jogar no lugar dele.

Nada dava certo e tudo parecia conspirar para a quebra da invencibilidade do Alvinegro, que insistia em cruzar bolas inúteis na área rubro-negra.

Que um dia o Corinthians teria de perder era óbvio, mas em casa e para o vice-lanterna?

É o futebol, senhoras e senhores!


Como o Corinthians reagirá diante de tamanho tropeço?

Despencará?

A parada quebrou o ritmo?

Não faltarão teorias e explicações.

Uma coisa é certa: a vitória baiana foi indiscutível.

E o zagueiro Wallace fez uma partidaça.

O corintiano não sentia o desgosto da derrota desde março, há 34 jogos.

Mas o time saiu aplaudido pela Fiel em Itaquera.