Blog do Juca Kfouri

Galo 0, Peixe 1: pênalti virou lance livre

Juca Kfouri

Na rodada passada, cinco pênaltis marcados, nenhum convertido, recorde mundial.

Nesta, o primeiro já foi perdido aos 29 minutos de jogo no Horto, quando Marcos Rocha derrubou Bruno Henrique na área mineira e São Victor pegou o a cobrança muito mal feita por Kayke.

Pênalti deixou de ser um lance tão decisivo, virou como lance livre no basquete?


Até a penalidade máxima, que está virando média, o Galo amassava o Santos, Vanderlei havia impedido pelo menos dois gols de Elias, mas correu riscos outras duas vezes em contra-ataques santistas.

Depois, os anfitriões diminuíram um pouco a pressão, porque é impossível manter tanta intensidade durante tanto tempo.

Sem Lucas Lima, Renato,  Copete e ainda sem Ricardo Oliveira, o time paulista se defendia e sofria, num jogo gostoso de ser visto, disputado com velocidade.

E foi o Santos quem criou a melhor chance outra vez para abrir o placar, ao exigir nova defesa de Victor completada pela trave atleticana.

Aos 45, contudo, Leandro Donizeti atropelou Cazares na área e Fred perdeu o sétimo pênalti seguido no Brasileirão, com defesa de Vanderlei.


Que coisa!

Placar moral do primeiro tempo: 2 a 2.

Para o segundo, o Galo voltou com Valdívia no lugar de Yago e depois que Vanderlei evitou novo gol do mineiro dos pés exatamente de Valdívia, aos 18, o Santos trocou Leandro Donizete e Thiago Ribeiro por Alison e Vladimir Hernández.

Roger Machado resolveu botar Robinho para jogar aos 25, no lugar de Marlone, e Levir Culpi pôs Serginho no lugar de Kayke.

Fred saiu em seguida para entrada de Rafael Moura.

O Galo seguia dando as cartas e correndo riscos nos contra-ataques, invariavelmente puxados por Bruno Henrique, em mais uma boa atuação.

Aos 30 Vanderlei se machucou, mas teve de permanecer em campo, porque o Santos já  havia feito as três substituições.

Ele foi atendido por mais de cinco minutos e teria de jogar mais de 15 no sacrifício, com seus movimentos limitados.

A defesa praiana teria de se virar para evitar que a bola chegasse nele.

Quando quase chegou, Vanderlei ficou de novo no chão, não mais com dores no glúteo, mas na perna, cortada por choque com Rafael Moura.

Por mais que parecesse, o goleiro não fazia cera.

Foram acrescentados dez minutos ao tempo regulamentar.

E, aos 48, já que de pênalti não se faz gols, Daniel Guedes cobrou falta com perfeição e fez 1 a 0 para o Santos,  já que o Galo não chutava em Vanderlei.

O Galo dava adeus a mais um Brasileirão. Não será desta vez que sairá da fila iniciada em 1971.

O Horto virou salão de festas de seus adversários.

E o Santos tomava o segundo lugar do Flamengo, pelo menos até amanhã à noite.

Em Campinas, com dois gols de Rodrigão, um em cada tempo, e mais um de Renê Júnior, finalmente o Bahia além de jogar bem, venceu. A vítima foi a Ponte Preta, derrotada por 3 a 0.