Blog do Juca Kfouri

Seleção goleia na maciota

Juca Kfouri

Aos 9 segundos, no vazio estádio de Melbourne, Diego Souza recebeu a bola interceptada por Giuliano e fez o gol mais rápido da história da Seleção Brasileira.


Os primeiros colocados no ranking da Fifa venciam a Austrália, a seleção 48º colocada, e quem acordou cedo para ver o amistoso já pôde voltar a dormir porque praticamente não aconteceu mais nada nos 45 minutos iniciais.

Os oito reservas dos reservas brasileiros pagavam pelo natural desentrosamento, embora tentassem trocar bolas pacientemente como gosta Tite.

A transmissão da TV CBF, além de não ter repeteco de um segundo gol em impedimento do mesmo Diego Souza, foi do padrão CBF: um desastre.

O Marco Polo que não viaja não estava na Austrália, é improvável que tenha acordado para ver o jogo e se acordou não viu nenhum chute australiano no gol brasileiro durante todo o primeiro tempo.

Mas também o goleiro adversário não pegava na bola. Fosse um canguru no lugar dele e daria no mesmo.

Como aos 13 minutos do segundo tempo o jogo seguia sonífero, Taison entrou no lugar de Douglas Costa em noite apagada.

Sim, era noite na Oceania.

Philippe Coutinho era o único que jogava bem e bateu um escanteio pela direita, aos 16 minutos, na cabeça de David Luiz que foi ao travessão.


Do rebote nasceu o segundo gol, de Thiago Silva, também de cabeça.

Aos 23 Diego Alves fez sua primeira defesa, fácil,  no jogo que seguia sonolento e tendeu a ficar pior quando, dois minutos depois, Tite pôs Willian no lugar de Coutinho,  o melhor em campo.

David Luiz também saiu e Fernandinho entrou.

Mas o jogo ficou foi melhor.

Aos 29, bola de pé em pé dentro da área, como linha de passe entre os ex-corintianos Willian e Paulinho para Taison fazer 3 a 0.

Foi então que o atual corintiano Rodriguinho foi para o jogo, para jogar 15 minutos na Austrália, no lugar de Giuliano.

Jemerson entrou junto, no lugar de Thiago Silva, aquela esculhambação de sempre neste tipo de amistoso.

Pelé chamou Diego Silva  (atenção! é brincadeira.  Foi o Souza…) de Diego Costa, mas tudo bem, é muito nome duplo para guardar todos, oito só no time titular hoje:

Diego Alves, Thiago Silva, Rodrigo Caio, Alex Sandro, David Luiz, Philippe Coutinho, Diego Souza e Douglas Costa.

Renato Augusto, mais um,  substituiu Paulinho, na sexta e última substituição.


O quarto gol, aos 47, nasceu de novo escanteio, agora batido por Willian, na cabeça de Diego Souza, que abriu e fechou o placar, no nono e no último segundo do jogo.

Tudo sem forçar, porque não precisou.

E tudo deu certo para Tite.

Deixou num amistoso a pesada invencibilidade quase secretamente na distante Austrália e jogando, sem  sete titulares, melhor que a completa Argentina, para recuperar a imagem vencedora no jogo seguinte.