Blog do Juca Kfouri

Coritiba e Bahia começam bem e acabam mal no Couto Pereira

Juca Kfouri

Coritiba e Bahia começaram o jogo no Couto Pereira quentes, com mais de 20 mil torcedores, 19.534 pagantes.

Em três minutos os visitantes ameaçaram o gol coxa e a resposta veio em seguida com uma oportunidade paranaense.

De disputa em disputa, aos 16 minutos, Kleber deu na cara de Édson dentro da área e o assoprador de apito não marcou o pênalti claro para o Bahia nem expulsou o Gladiador, irresponsável, como era obrigatório.


É a arbitragem brasileira.

Diferentemente do jogo anterior contra o Grêmio, quando mais se defendeu e acabou perdendo no fim, o Bahia foi para cima do Coritiba, sem se intimidar, o que permitiu um jogo franco e agradável de se ver.

Os campeões paranaenses e do Nordeste não decepcionavam e prometiam gols.

O maior problema baiano está nas seguidas ligações diretas, principalmente pelo goleiro Jean.

Já os anfitriões procuravam jogar de pé em pé, embora com constantes passes errados.

Com sol e 18 graus, aos poucos, o Coritiba começou a se impor.


E aos 41, depois de belíssima trama do ataque coxa, Kleber chutou cruzado, Jean deu rebote inevitável e Henrique Almeida desperdiçou ao mandar a bola rente ao travessão.

Os gols ficaram na promessa no bom primeiro tempo.

O Coritiba deixava de ser 100% em casa no quarto jogo no Couto Pereira e o Bahia ganhava seu primeiro ponto fora da Fonte Nova, onde está 100% em três jogos.

Mas faltava todo o segundo tempo e, como já dito, o jogo não tinha cara de 0 a 0.

O “placar moral” dos 45 minutos iniciais era de 2 a 1 para o time paranaense.

O Coritiba começou na pressão, mas, aos 4, em contra-ataque, o colombiano Mendoza perdeu um gol imperdível.

Kleber, o Gladiador irresponsável, deu um pisão proposital e violento em Lucas Fonseca e o assoprador banana limitou-se a marcar a falta, parece que com medo do capitão coxa.

Mendoza, ao ver tamanha o omissão, também deixou o cotovelo no rosto de Márcio.

O jogo caiu numa certa pasmaceira, com o Bahia parecendo feliz com o empate e apostando quase só nos contra-ataques e o Coritiba, ansioso, querendo a vitória, mas sem saber como, com muita dificuldade para romper a retaguarda baiana que começou, além do mais, a fazer cera.

Aos 25, enfim, o assoprador expulsou Kleber, o Gladiador cafajeste, que cuspiu em Edson. 


Estranhamente, expulsou Edson também. 

O pior é ver a torcida gritar o nome de Kleber que, entre outras coisas, não enfrentará o Corinthians, no domingo pela manhã.

O incentivo ao cuspidor! Pobre Brasil.

Jorginho tirou Allione e pôs Juninho, enquanto Pachequinho trocou Tiago Real e Henrique Almeida por Iago Dias e Alecsandro.

O “placar moral”, aos 35 minutos, já era de 2 a 2, e a arbitragem estava desmoralizada, depois de mais de cinco minutos de paralisação.

Rodrigo Becão entrou na zaga baiana no lugar de Tiago.

Dez contra dez haveria mais espaços, mas o clima do jogo caiu como a temperatura, para 16º.

Rildo saiu e Thomas Bastos entrou no ataque coxa.

A cada falta coxa um tricolor demorava para se levantar.

O jogo que prometia gols parecia condenado ao 0 a 0, o segundo da rodada, depois do entre Sport e São Paulo.

Nos acréscimos, o Coritiba teve duas chances claras de gol e o Bahia mais uma, mas os goleiros mantiveram o 0 a 0.

O Bahia, que ainda pôs Vinicius no lugar de Edigar Junio, pode reclamar do pênalti cometido por Kleber, o Gladiador banguela, não marcado.