Blog do Juca Kfouri

Indiano de ficha suja circula pela CBF (Atualizado)

Juca Kfouri

Lalit Modi, 54 anos,  é um empresário indiano chamado de czar do críquete em seu país onde foi vice-presidente do Conselho de Controle de Críquete.

Ele já foi chamado de “Super-Ministro-Chefe” indiano, caiu em desgraça, foi expulso pelo resto da vida do Conselho após ser acusado de má conduta e de irregularidades financeiras e exilou-se em Londres.

Modi chegou a ter o passaporte cassado em 2010 pelas autoridades indianas, mas o recuperou quatro anos depois.


É com esse cidadão que  o ex-cartola da CBF, e exilado em seu próprio país, Ricardo Teixeira, com sua ex-mulher, andou circulando pelo Rio e adjacências no helicóptero do parceiro da CBF Wagner Abrahão, segundo informa Sérgio Rangel na “Folha de S.Paulo” de hoje.

Como era de se esperar, Lalit Modi esteve na última quarta-feira na sede da CBF, onde se disse muito honrado por receber uma camisa da Seleção Brasileira das mãos do Marco Polo que não viaja e de posar com a “alta baixa” cúpula da Casa Bandida do Futebol.



ATUALIZAÇÃO AO MEIO DIA: Modi se mete em encrencas desde os tempos de estudante, nos Estados Unidos.

Em 1985 ele e três outros estudantes tentaram comprar meio quilo de cocaína por US$ 10.000 em um motel e foram enganados por um homem que lhes roubou o dinheiro. No dia seguinte, os quatro espancaram um outro estudante sob a suspeita de ter sido ele o responsável pela armação.

Por isso foi preso sob acusação de conspiração para tráfico de cocaína, assalto e seqüestro de segundo grau. 

 Modi se declarou culpado do crime quando o caso foi ouvido na corte do condado de Durham, Carolina do Norte, e mais tarde fez acordo que resultou suspensão de sua pena de dois anos de prisão, trocada por período de cinco anos de liberdade condicional.

Em 1986, Modi pediu permissão do tribunal para retornar à Índia, por problemas saúde. 

A corte do condado de Durham aceitou sua alegação e ordenou-lhe 200 horas de serviço comunitário na Índia.