Blog do Juca Kfouri

Cruzeiro elimina o São Paulo de cabeça erguida

Juca Kfouri

Nos primeiros 30 minutos no Mineirão havia um time competindo no gramado e outro impotente: o São Paulo mandava no jogo e botava o Cruzeiro no bolso.

Cueva havia perdido um gol incrível em passe de calcanhar de Pratto, o próprio Pratto abrira o placar aos 15 numa cabeçada fulminante e aos 30 mandara no travessão.


O Cruzeiro só levara perigo aos 36, com Arrascaeta e se encolhia surpreendentemente..

No segundo tempo, aos 8, Jucilei, embaixo do travessão, não ampliou por um triz, mas o Cruzeiro, ao menos, mostrava mais competetividade.


Como o futebol é cruel, Rodrigo Caio, em noite discreta, meio sem graça, semblante sério e boca fechada, perdeu o tempo da bola e teve de se jogar em cima de Arrascaeta na entrada da área: Thiago Neves bateu a falta, a barreira abriu e a bola entrou no canto oposto do goleiro Renan.

O Tricolor teria de fazer mais dois e não merecia o castigo de mais um gol de bola parada cruzeirense, que vale igual e faz parte do jogo, como não.

Mas aí o Cruzeiro acordou definitivamente.

Cueva, claramente ainda sem ritmo de jogo, deu lugar a Thomaz.

O São Paulo passou a jogar mais pela honra da firma, ao menos para quebrar a invencibilidade mineira e ganhar moral para o outro desafio no Majestoso.

Aos 32, por exemplo, o goleiro Rafael salvou gol certo de Morato e, aos 33 Gilberto, em bola que Rodrigo Caio pôs na área, fez 2 a 1.

Gilberto impedido, daqueles difíceis.

Aos 36, se Pratto domina, faz o terceiro.

Aos 37, a chance foi de Thomaz.

O São Paulo voltava a imobilizar o Cruzeiro e fazia uma partida empolgante.

Mas, aos 40, foi a vez de Renan fazer um milagre.

Que jogo, senhores!

Pode ser pouco consolo, mas o Tricolor caiu em pé. Muito em pé.

Camisa honrada, invencibilidade azul quebrada e Cruzeiro nas oitavas de final da Copa do Brasil diante de 36 mil torcedores.