Blog do Juca Kfouri

Botafogo empata jogo em que poderia ter goleado no Equador

Juca Kfouri

Certas coisas…só com o Botafogo.

No belíssimo estádio de Guayaquil, pintado pelo amarelo do Barcelona local, no 60º segundo do jogo, também conhecido como 1º minuto, Roger foi agarrado na área e Camilo bateu o pênalti para defesa do goleiro que, não satisfeito, pegou também o rebote dos pés de João Paulo em chute cruzado.


Dezessete minutos depois, em outro rebote do goleiro Banguera em cabeçada de Emerson Silva, a bola sobrou para Rodrigo Pimpão mandar na trave.

Aos 23, Camilo encobriu o goleiro e o zagueiro salvou em cima da linha.

O Glorioso era tão melhor e criava e perdia tantas chances que era meio óbvio o risco de tomar um gol.

Aos 28 minutos Gatito Fernández interveio pela primeira vez e, em seguida, no mesmo minuto, pela segunda vez.


Aos 31, gol!

Alemán fez 1 a 0, em lindo gol, com direito a drible em Gatito.

Estava na cara.

(Saiba que escrevo em tempo real e raramente, pela pressa, reviso. Daí tantos erros de digitação, principalmente ao tratar do segundo tempo,  que corrijo à medida que alguém os acusa).

Quando o primeiro tempo terminou, o placar estampava 1 a 0 para o Barcelona, embora devesse estar 3 a 1 para o Botafogo. Porque certas coisas…

Voluntarioso e veloz, fisicamente mais forte, o time equatoriano voltou para o segundo tempo mais precavido e embora o jogo seguisse franco, leal e bom, as oportunidades para o time brasileiro rarearam.

Tudo indicava que seria alto o preço a pagar pelos desperdícios dos 45 minutos iniciais.

Jair Ventura, cuja serenidade é digna de nota, além da excelência de seu trabalho, chamou Sassá aos 20 e sacou Roger.

Lembra do Ariel? Os torcedores coxas e colorados certamente se lembrarão. Pois ele entrou no lugar do autor do gol ao 22.

Aos 25, Guilherme no lugar de Rodrigo Lindoso, um atacante no lugar de um volante e, aos 28, Sassá cabeceou o empate para fora na primeira chance alvinegra no segundo tempo, mas uma chance do tamanho das jogadas fora antes. Certas coisas…

Aos 34, o Barcelona ficou com 10 jogadores quando seu zagueiro Mena cometeu falta, mal batida por Camilo,  na meia lua e imediatamente o Botafogo pôs Fernandes no lugar de Emerson Santos. 

O Botafogo tinha tempo para empatar e até virar, mas vivia noite em que parecia impossível fazer a bola entrar.

A lealdade, nessas alturas, já tinha ido para o espaço.


Aos 42 minutos, novo pênalti para o Botafogo, que Sassá se encarregou de bater. 

E fez um mínimo de justiça no placar, ao bater no meio do gol e empatar: 1 a 1.

Que arbitragem rara do venezuelano Jesus Valenzuela: dois pênaltis e uma expulsão contra o time da casa!

O empate manteve o Fogão invicto e líder.