Blog do Juca Kfouri

A noite dos gols perdidos

Juca Kfouri

O poeta Carlos Drummond de Andrade um dia disse que “O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé”.

Genialidades à parte, do Rei e do poeta, no futebol brasileiro anda difícil fazer um gol qualquer, como Kieza, como Bruno Henrique ou como Kazim.


Ontem à noite em Salvador, Santos e São Paulo tivemos mais uma prova disso.

O Vitória eliminou 0 Vasco da Copa do Brasil, no Barradão, como era previsível, mas só por 1 a 0, tantos gols perdeu para fazer do goleiro vascaíno Martin Silva o melhor em campo.

O Santos também venceu o Strongest boliviano, pela Libertadores, na Vila Belmiro, mas só por 2 a 0, quando poderia ter vencido, no mínimo, por 5 a 0, tantos gols desperdiçou na frente do goleiro Daniel Vaca.

Já o Corinthians, em casa, não passou de pobre 1 a 1 com o Luverdense, pela Copa do Brasil, também porque perdeu um caminhão de gols e fez do goleiro Diogo Silva o nome do jogo.

O gol mede 7,32 metros de comprimento por 2,44 metros de altura.

É grande pra chuchu, mas parece ficar pequeninho para nossos atacantes.

Já os goleiros, parecem gigantes!

Aí, o Lanús, o campeão argentino, vem a Chapecó e enfia 3 a 1 na Chapecoense, sem cerimônia, também pela Libertadores.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 17 de março de 2017, que você ouve aqui.