Blog do Juca Kfouri

Borja repete Tévez?

Juca Kfouri

Falta o “verde no branco”, espirituosa frase do presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, para confirmar a compra do ótimo centroavante colombiano, Miguel Borja, mais um valioso presente da Crefisa.

Será uma tacada de mestre para substituir Gabriel Jesus.

Como foi a contratação pelo Corinthians da MSI de Carlitos Tévez, em 2005,  mesmo que tenha sido apenas uma transição antes de o atacante argentino ir para Europa.

Quem, então, porém, denunciou que a negociação entre Corinthians e Boca Juniors envolvia nebulosas transações foi acusado de ser anticorintiano. 

Bobagem, como se viu adiante assim que ele abandonou o clube.

Não é o mesmo caso de Borja, mas fatos estranhos envolvem o Palmeiras e seu patrocinador.

O Alviverde manteve como diretor financeiro o conselheiro vitalício José Eduardo Luz Caliari, que avalizou a invenção de Mustafá Contursi para dar direito a Leila Pereira, da Crefisa, de ser candidata ao conselho palmeirense (leia AQUI).


Segundo o blog apurou, Galiotte e o ex-presidente Paulo Nobre haviam acertado que Caliari não continuaria na diretoria, exatamente pelo aval dado.

Diz a máxima popular que quando a esmola é demais o santo desconfia.

Como, repita-se,  o Corinthians/MSI e como o Fluminense/Unimed, o Palmeiras trilha o perigoso caminho de ficar à merce do patrocinador.


Aliás, segundo familiar do dono da Crefisa, José Roberto Lamacchia, também candidato ao conselho, nem mesmo é verdade que ele seja sócio do Palmeiras desde 1955 como se diz e ninguém contesta.

Ele teria uma cadeira cativa desde então, mas sem que, neste caso, tivesse o direito de ser sócio vitalício.

Informação, que se não for verdadeira, pode ser facilmente desmentida com as provas de pagamento da associação desde então.

A visão do torcedor é sempre imediatista e é compreensível que assim seja.

A do crítico é avaliar a bolha e antecipar que sua explosão é tão danosa como é benvindo a alegria de um título.

O Corinthians da MSI e de Tévez foi campeão brasileiro em 2005 e, depois, rebaixado em 2007, além de ter frequentado as páginas policiais.