CBF se vinga de ex-patrocinadores
Não satisfeita com o êxodo de patrocinadores que a atingiu nos últimos tempos por causas dos escândalos que a envolvem, a CBF partiu para acioná-los na Justiça sob os mais diversos pretextos.
Já abandonaram a entidade marcas como Sadia, Gilette, Seara, Seguros Unimed e Michelin e o balanço de 2015 mostrou uma queda de 20 milhões de reais no faturamento da CBF, de 360 milhões em 2014 para 340 em 2015, quando a expectativa era de 400 milhões.
Foi a primeira vez, em uma década, que houve diminuição de receita.
Não satisfeita, a CBF partiu para retaliar ex-patrocinadores e aciona na Justiça tanto a Sadia, quanto a Gillete, como a Seara.
Os motivos variam.
A Sadia, por exemplo, do Grupo BRF, patrocina a Olimpíada e em sua campanha "Meu Mascote da Sorte" mostra uma camisa verde a amarela do futebol brasileiro, coisa que a CBF quer proibir.
Ocorre que, na Olimpíada, a Seleção não usa o escudo da CBF, mas a bandeira do Brasil, como se vê na foto dos uniformes da Olimpíada de 2012.
Camisa verde e amarela de futebol é exclusivo da CBF?
E o que dirão os atuais e eventuais futuros patrocinadores da CBF?
Deixar de patrocinar é provocar ações judiciais?
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