Blog do Juca Kfouri

Rogério brilha no São Paulo! Que sina!

Juca Kfouri

Jamais uma torcida agradeceu tanto a uma inflamação de garganta como a do São Paulo nesta noite.

Edgardo Bauza também há de ter ficado muito feliz.

Alan Kardec acordou febril e com amigdalite, foi cortado do jogo contra o César Vallejo e permitiu que Calleri, ao contrário dos planos iniciais, começasse como titular.

Mas não fez diferença.


Sintoma claro da atual fragilidade dos times brasileiros, o São Paulo não foi capaz de levar perigo ao gol do fraco time peruano que, por seu lado, apenas bateu e levou, levou e bateu.

Fosse o goleiro tricolor Denis um poste e daria na mesma.

Aberto pela esquerda o argentino Calleri não produziu e aberto pela direita o outro argentino Centurión apareceu até mais, mas sem resultado.

O 0 a 0, que bastava ao Tricolor, castigava o mau primeiro tempo no Pacaembu lotado e que havia saudado como se fosse um gol o momento em que os alto-falantes anunciaram o nome de Calleri.

O também argentino Bauza tinha o intervalo para melhorar a situação.

Para sorte do São Paulo, Paulo Henrique Ganso cavou um pênalti logo no recomeço do jogo e o assoprador do apito caiu na dele.

Para azar do São Paulo, porém, Michel Bastos bateu na trave.

E Calleri quis bater…

Aos 10 minutos, depois de mais uma lambança de Centurión, a torcida cantou em coro um velho nome, mas dedicado a um novo jogador: Rogério.

Os peruanos não mudavam, como se esperassem um gol lotérico igual ao do jogo de ida.

O nível do jogo também era o mesmo, exasperante.

Wesley entrou no lugar de Centurión, aos 21.

Aos 25, pela primeira vez, Denis teve de dar um soco na bola numa cobrança de falta da intermediária.

Diga-se que o goleiro peruano também não fizera nenhuma defesa complicada.

Aos 31, saiu Mena, entrou Carlinhos.

Tem quem goste desta coisa de jogos assim, “de Libertadores”, mais de 40 faltas, marcação cerrada. Tem gosto para tudo.

Aos 36, enfim, emoção, com Calleri acertando o travessão. Em seguida, outra vez na trave, mas de fora da área, com Hudson.

Em altos brados, o hino tricolor era entoado no estádio mais gostoso d0 Brasil.

Ganso deu lugar a Rogério, aos 40, e não gostou nadinha.

Bauza segurava o 0 a 0.


Como os peruanos estavam confortáveis com o resultado, assim ficou até os 43, quando, em sua primeira participação, Rogério fez o gol que todos esperavam.

São Paulo e Rogério, casamento que dá certo faz tempo.