Huachipato fez do Grêmio gato e sapato
A mania de Vanderlei Luxemburgo de contratar por atacado pode fazer outra vítima, agora o Grêmio.
Que investiu os tubos em quem não deveria.
André Santos, por exemplo, tem seus méritos quando apóia, mas é absolutamente irresponsável em sua principal função, a de defender.
Cris, ao contrário, é seríssimo, mas fraco.
Some-se a isso mau gramado que justifica que o novo estádio gremista seja chamado de arena, que vem de areia, e pronto: um primeiro tempo tricolor abaixo da crítica, com o primeiro chute ao gol, de Elano, de fora da área, aos 35 minutos!
Antes, o chileno Huachipato fizera 1a 0, em jogada pela direita em André Santos deixou cruzar e Cris falhou ao tentar cortar.
E o Grêmio que agradeça porque, por pouquíssimo, o intervalo não chegou com 2 a 0 para os organizados visitantes, muito superiores aos anfitriões.
Se não bastasse, no intervalo os refletores se apagaram (tá bom, tá bom, em Nova Orleans também faltou luz).
O Grêmio voltou com Marcelo Moreno no lugar de Adriano.
Mas, aos 5 minutos, Rodriguez subiu mais que Cris e aumentou para 2 a 0.
A arena ficava vermelha pela primeira vez. De vergonha.
Em seguida, no entanto, numa confusão na área chilena, Barcos chutou no braço do rival e converteu o pênalti bem marcado: 2 a 1.
A arena ficava verde. De esperança,
Faltava ficar azul. De tudo bem.
Aos 28 sairam André Santos e Vargas para as entradas de Marco Antônio e Welliton.
O Grêmio pressionava, mas sem eficácia, porque o campeão chileno não se apertava e saía jogando com tranquilidade, depois de mandar no primeiro tempo e jogar de igual para igual no segundo.
Verdade que Welliton perdeu gol certo aos 40, em mais uma jogada de Zé Roberto, a assombração. Como joga!
Na semana que vem terá de buscar esses pontos perdidos em casa no Engenhão, simplesmente contra o Fluminense.
É feia a crise, como viram quase 30 mil gremistas.

