Empate empolgante em Camp Nou
Em domingo de forte manifestação pela separação da Catalunha, o Real Madrid pôs o Barça no bolso nos primeiros 30 minutos do clássico em Camp Nou.
Cristiano Ronaldo fez 1 a 0 aos 22, quatro minutos depois que Sergio Ramos perdera uma chance clara, de cabeça, em cobrança de escanteio, e dois minutos antes de Benzema carimbar a trave catalã e Di Maria desperdiçar o rebote para fazer 2 a 0.
Um bate-e-rebate na área madristista, porém, aos 30, sobrou para Lionel Messi marcar seu 16o. contra o rival, apenas dois a menos que seu conterrâneo Alfredo Di Stefano, o recordista histórico de "El Clásico".
Os 15 minutos finais do primeiro tempo foram do Barcelona, que se aproveitou do choque que os merengues não esperavam.
Mesmo longe de ser o formidável time dos tempos de Pep Guardiola, os anfitriões equilibraram o jogo e voltaram jogando de igual para igual no segundo tempo.
Sem Piquet e sem Puyol, além da perda de Daniel Alves aos 27 minutos de partida, o Barça se impunha e fazia dos dez primeiros minutos da etapa final um embate bem mais atraente.
Aos 15, em cobrança magistral de falta que ele mesmo sofrera de Xabi Alonso, e que deveria ter valido o segundo cartão amarelo ao craque do Real, Messi virou o jogo: 2 a 1!
O Real trocou Benzema por Higuaín e o Barça trocou Fabregas por Alexis Sánchez no minuto 16.
Como aos 17'14" do primeiro tempo, no segundo, nova manifestação de quase 100 mil torcedores pela independência catalã.
Alusão
ao 11 de setembro de 1714, quando o rei de Espanha, Felipe IV, mandou invadir Barcelona, destruiu mais de mil casas onde viviam cerca de 40 mil pessoas, e obrigou-a adotar o espanhol como língua oficial.
Aos 20, Ozil deu com açúcar para Cristiano Ronaldo fazer 2 a 2.
Se os primeiros 45 minutos foram nota 6, os últimos eram nota 9, quase 10.
Messi barbarizava no gramado.
Parecia até que Guardiola estava de volta ao banco catalão.
"El Clásico" era lá e cá, imprevisível, sensacional!
Aos 35, tan-tan-tan, Kaká, enfim, em campo no Camp Nou no lugar do alemão Ozil.
Impossível não torcer por ele nos 10, treze minutos finais, que o diga Mano Menezes.
Os catalães apertavam o time da capital espanhola como um torniquete, sob o risco de um contra-ataque, ou uma bola aérea, liquidar o embate contra uma defesa baixa com Mascherano e Adriano no miolo da zaga.
O Barça mantinha oito pontos de vantagem sobre o rival, mas deixava de ser 100% no Campeonato Espanhol em seu sétimo jogo.
Essien entrou no lugar de Di Maria.
Aos 43, um pecado!
Montoya, que substituíra Daniel Alves, soltou um torpedo no travessão de Casillas.
E o empate prevaleceu porque Pedro, no minuto derradeiro, tirou lasca da trave madridista.
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Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/