Barcos afunda o Mengo, Timbu goleia com gol de Ceni e Seedorf marca mais um
Foto: Leonardo Soares/UOL
O jogo seguia equilibrado na vazia arena de Barueri quando, aos 29, estupidamente, Ibson, que já tinha o cartão amarelo, deu um carrinho sem o menor sentido em Valdívia e deixou o Flamengo com 10.
Três minutos depois, não mais, Barcos, em impedimento, fez 1 a 0 para o Palmeiras.
Que passou a buscar o segundo gol para liquidar o jogo contra os cariocas.
Já nos Aflitos, no Recife, a aflição era toda paulista, porque o Náutico já tinha feito feito 2 a 0 no São Paulo, cujo efeito Rogério Ceni passou mais rapidamente do que se poderia imaginar.
Aliás, nem adianta que o veterano goleiro se vire, porque seus rebotes acabam invariavelmente nos pés dos rivais.
Quando fez 1 a 0 de pênalti, gol de Kieza, aos 11, o Timbu já tinha criado três chances claras de gol e o tricolor não criou nenhuma durante todo o primeiro tempo.
Se o primeiro gol nasceu de um braço na bola de Rafael Tolói, o segundo gol, aos 28, de Araújo, contou com a pasmaceira de toda a defesa são-paulina.
Estava fácil, extremamente fácil.
Para o segundo tempo o São Paulo voltou mais aceso e deselegante, a ponto de madar o espírito esportivo às favas, motivo de vaias generalizadas da torcida.
E como miséria pouca é bobagem, depois de duas defesas seguidas de Rogério Ceni, eis que na cobrança do escanteio o Mito socou contra o próprio gol, num autêntico gol contra de goleiro, o primeiro de quem já marcou 104 a favor:3 a 0.
Pouco depois, RC evitou o quarto gol, num milagre em cabeçada de Araújo.
O São Paulo perdia a terceira seguida.
Pensar que Ney Franco deixou um trabalho tão promissor com as categorias de base na CBF…
O Palmeiras seguia em busca do seu segundo gol em Barueri e o Botafogo fazia 1 a 0 no Sport, com Elkeson, e 2 a 0, com ele, Seedorf, seu segundo gol com a camisa do Glorioso.
O Flamengo pouco incomodava, com um a menos.
E o Palmeiras saiu da zona do rebaixamento.
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem/AE


