Atléticos de cima e de baixo empatam e Bahia derruba a Macaca
Foto: Adalberto Marques/Agif
O Galo mais uma vez mostrou ser o time a ser visto neste Brasileirão.
Sofreu um gol surpreendente do xará goianiense logo de cara no Serra Dourada, uma varada de Ernandes aos 9, da intermediária, que Victor aceitou.
Os mineiros não se alteraram e seguiram na sua toada, tramando bem as jogadas, levando perigo, enfiando na trave (foram duas só no primeiro tempo), exigindo do goleiro rival Márcio, perdendo gols, até empatar, com esta revelação do Brasileirão, o baixinho Bernard, de cabeça, aos 27: 1 a 1.
Verdade que seis minutos antes, Joílson ajudara, ao ser estupidamente expulso e deixar os goianos com um a menos.
Ronaldinho Galucho, hoje, não foi bem e Jô andou perdendo gols, assim como Guilherme.
Mas a dúvida era a de saber em que altura do segundo tempo o CAM faria seu segundo gol para livrar cinco pontos de vantagem do vice-líder Fluminense (ou quatro sobre o Vasco, caso os cruzmaltinos vençam o Coritiba amanhã), mesmo com um jogo a menos, aquele escandalosa e pornograficamente adiado pela CBF que deveria ter sido jogado contra o Flamengo, pela 14a. rodada.
Mas a bola passeava na frente do gol goiano, Guilherme desperdiçava um lançamento precioso de RG, a arbitragem deixava de marcar pênalti em Bernard num lance sem bola, Pierre mandava a terceira na trave, e com mais de meia hora, nada da virada.
Cuca se virava e trocava Leandro Donizete por Escudero (aos 18), Guilherme por Carlos César (aos 25) e Junior César por Richarlyson (aos 34).
E nada.
O gramado do Serra Dourada tem as dimensões máximas, o que dificulta a retranca ainda mais para quem está com um a menos e as arquibancadas do estádio, é claro, tinham muito mais torcedores do Galo que do Dragão e, assim mesmo, nada.
Aos 41, outra vez, de cabeça, Jô jogou fora a vitória.
O lanterna Atlético Goianiense empatava, com um a menos, com o líder Atlético Mineiro.
Porque o futebol é assim.
E olhe que o árbitro deu 5 minutos de acréscimos!
Enquanto isso, em Campinas, o Bahia surpreendia a Ponte Preta e a derrotava por 2 a 0, um gol em cada tempo, de Gabriel, aos 10, e de Souza, aos 44.

