A ilusão das medalhas
Do mesmo modo que um gaiato anunciou, fingindo susto e ar preocupado, no segundo dia olímpico, que os Estados Unidos haviam ultrapassado o Brasil no quadro de medalhas, há quem esteja verdadeiramente decepcionado com a seca de conquistas depois das três iniciais.
Sem razāo.
Imaginar que o país ganharia três medalhas por dia seria projetar 45 ao final, quase a metade das 94 que ganhou em 21 participações em Olimpíadas, sendo que em três delas, em 1928, 1932 e 1936, os brasileiros voltaram para casa de māos abanando.
É interessante observar que a melhor classificação geral brasileira foi exatamente na primeira participação, em 1920, na Antuérpia, um 15o. lugar fruto das três medalhas.
Nas duas ediçōes mais medalhadas, com 15, em Atlanta, em 1996, e em Pequim, em 2008, o Brasil ficou em 25o. e 23o. lugares, respectivamente.
