Galo absoluto, Timão show e Vascão brilhante
O Inter começou o jogo melhor que o Galo no Independência (19.181 pagantes), mas logo o líder do campeonato se achou em campo e passou a buscar seu gol.
Que veio, com justiça, no fim do primeiro tempo, quando o Colorado já estava com 10, graças à expulsão de D’Alessandro por reclamação, em lindo chute de Guilherme que bateu na trave e nas costas so goleiro Muriel, em mais um passe de Ronaldinho Galucho.
Enquanto isso, no Engenhão (12.027 pagantes), o Corinthians fez 2 a 0 no Flamengo nos primeiros 45 minutos, com dois gols de Douglas, renascido.
No primeiro, roubou de Bottinelli na intermediária e colocou com categoria.
No segundo, recebeu um presente de calcanhar de Renato e fuzilou certeiro.
O Flamengo fazia seu tico-tico improdutivo, uma redundāncia, e o Corinthians se impunha solidário e muito mais perigoso.
Como o Vasco era mais perigoso no Morumbi (10.247 pagantes), onde o São Paulo se limitou a botar uma bola na trave e tomar outra, de Juninho, além de correr mais duas vezes riscos sérios de gol do time cruzmaltino, com mais posse de bola e muitas finalizações a mais.
Na verdade, era o Vasco quem parecia jogar em casa.
Os segundos tempos começaram cheios de mudanças.
O Inter trocou Dagoberto e Lucas Lima por Jajá e Fred.
Em vão, porque não demorou para a pressão mineira surtir efeito num golaço de Leonardo Silva, de virada como um autêntico centroavante, aos 15.
Verdade que nem tão em vão porque, em seguida, Fred diminuiu em boa cabeçada, aos 19.
Cuca tirou Danilinho para entrada de Escudero e Pierre para Fillipe Souto.
O Galo buscou o terceiro gol, o Inter fez um segundo tempo melhor que o primeiro mesmo com 10, mas foi pouco para virar sobre o líder absoluto, que, enfim, fez 3 a 1 com Escudero, no fim.
O Fla sacou Bottinelli e pôs Adryan para sofrer um golaço de Danilo, de primeira e três dedos, em belo passe de Romarinho.
Aos 25, Emerson perdeu pênalti que sofrera de Airton e defendido por Paulo Vitor, quando Matheus, filho de Bebeto, já estava em campo.
Douglas, feliz da vida, deu lugar a Edenílson.
Enquanto a massa rubro-negra xingava Joel Santana a alvinegra cantava repleta de felicidade saudando uma vitória indiscutível, enquanto Romarinho saía para entrada de Jorge Henrique.
E o São Paulo logo tomou o gol que merecia tomar, de Fagner, aos 3, para depois trocar Cícero por Ademilson e perder Rodrigo Caio em mais uma expulsão infantil e correta.
O São Paulo se encheu de brio e por pouco Luís Fabiano não empatou.
O Vasco trocou Wendel por Carlos Alberto.
E os cariocas souberam manter o importante triunfo por 1 a 0, além de ter chegado perto do segundo gol e permanecido na cola do Galo.
Ney Franco há de estar pensando se fez bom negócio ao trocar a CBF pelo SPFC.



