30 anos de Sarriá
Juca Kfouri
Em 5 de julho de 1982, o futebol brasileiro sofria um dos mais dolorosos reveses de sua história.
Para os que testemunharam a aventura do time de Zico, Falcão, Sócrates e Júnior, comandado Telê Santana no Mundial da Espanha, ficaram as lembranças que reforçaram a perplexidade e a tristeza profunda com os três gols de Paolo Rossi e a volta para casa.
O que faltou para a consagração daquela lendária equipe que se propunha a jogar a essência do futebol-arte?
É o que tentam responder GUSTAVO ROMAN e RENATO ZANATA no livro “Sarriá 82 – O que faltou ao futebol arte?”, pela Maquinaria editora (128 páginas, R$ 32).
A obra disseca a montagem do time, discute as escolhas do treinador, entrevista personagens e analistas, além de pinçar detalhes que ficaram no passado, mas tinham enorme relevância à época, e ressaltar as virtudes da Itália de Enzo Bearzot, Gentile e Paolo Rossi.
Fruto de exaustiva pesquisa e da análise da íntegra de 25 das 38 partidas disputadas pela Seleção Brasileira de 2 de abril de 1980 até a eliminação para a Itália.
Nota do blog: o livro é mesmo interessante, já está nas livrarias e apenas não foi aqui noticiado no próprio dia 5 de julho, quando a “tragédia” completou 30 anos porque, ontem, o blog não comportava tristezas.
A respeito dela, a “Folha de S.Paulo” publicou o texto que segue, de minha autoria:
“Por que toda uma geração chora até hoje a eliminação brasileira na Copa de 1982, em Barcelona, no acanhado estádio de Sarriá, que nem existe mais? Fosse no Camp Nou, muito mais adequado para o tamanho do embate, a sorte seria outra?
Pode ser que sim, pode ser que não, e desde já deixo claro que o jogo, simplesmente espetacular, foi vencido com justiça pela Itália.
Choramos porque tínhamos Leandro, Oscar, Luisinho, Júnior, Cerezo, Falcão, Zico, Sócrates e Éder?
Lamentamos porque Telê merecia o título?
Culpamos o azar pela perda de Reinaldo e Careca ainda antes de a Copa da Espanha ter início? Por tudo isso, creio, e mais um pouco.
Porque apesar de a vitória italiana ter sido justa no detalhe, mesmo com o pênalti em que Gentile rasgou a camisa de Zico ainda no primeiro tempo, o time brasileiro era melhor, tanto que foi o que entrou para a história, como o húngaro de 1954 e o holandês de 1974.
Mas ouso dizer, passadas três décadas, que nosso choro tem mais a ver com um sentimento de ternura, que era o que aquele inteligente grupo despertava.
A começar, pasme!, pelo então presidente da CBF, Giulite Coutinho, um homem conservador, enérgico a ponto de ser autoritário, mas limpo até a medula e de grande sensibilidade.
Havia ali, até entre os reservas (exceção feita a Edinho, que passou a Copa de cara amarrada, inconformado com a titularidade de Luisinho, que lhe era superior), uma gente que era tão deslumbrante com a bola nos pés como numa simples conversa à beira do gramado ou na concentração, quase sempre aberta.
Não por acaso o capitão do time não era ninguém com o porte de Hideraldo Luiz Bellini ou Mauro Ramos de Oliveira, talhados para erguer a taça. Em vez de Oscar Bernardi, outro zagueiro do mesmo estilo, o capitão era um poeta, magro e feio, chamado Sócrates Brasileiro.
Que um dia me disse -e nunca acreditei- que o melhor que poderia ter acontecido àquele time era a derrota, porque uma lição de vida, e que, em caso contrário, eles virariam pessoas insuportáveis.
Como doeu!
Eu dirigia a revista “Placar”, então, e não tinha saída a não ser bancar o jornalista frio e insensível, para tratar de não atrasar o fechamento. E saí dando ordens aos repórteres e fotógrafos, relembrando cada um de suas missões. Mas, já na porta do Sarriá, indo para o centro de imprensa, um repórter de rádio quis me ouvir…
Tentei afastar o microfone, ouvi que ele já me apresentava e comecei a falar lamentando que aquela geração talvez não tivesse outra chance e… desabei.
Tinha chorado uma vez na infância, por causa de fracasso do meu time. Voltei a chorar, naquele dia, já aos 32 anos de idade e pai, então, de três filhos.
Algo ainda me diz que, um dia, Éder, em vez de chutar em cima do beque, irá passar para o Magro a bola que empataria em 3 a 3 e eliminaria a Itália”.
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roque judson almeida
16/10/2012 16:41:12
A grande tolice , foi manter Edinho no banco .
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BYra
13/08/2012 16:53:01
Um dos problemas daquela seleção foi o fato de Telê, inexplicavelmente, ter começado a Copa de maneira diferente de como vinha jogando há 2 anos. Desmontou o esquema tático rotineiro, com Paulo Isidoro pela direita (apoiando o ataque e a defesa), na esperança de manter os melhores em campo (neste caso, os 4 do meio-campo: Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico). Se um deles ficasse de fora, talvez o equilíbrio retornasse. E aí Leandro não daria espaço para Cabrini, pois teria alguém ali para combater antes dele.Revendo o lance do primeiro gol italiano, principalmente com a imagem da câmera por trás do gol, vê-se claramente a falha da marcação brasileira. A jogada começa com Conti atacando pela intermediária direita e recebendo a marcação inicial de Éder, que é facilmente driblado. Ao mesmo tempo, um atacante italiano dispara pela ponta-direita recebendo a atenção de Falcão, e não de Júnior (que gostava de fechar pelo meio e ficou à meia distância observando Conti). Cerezo já estava próximo à área, à frente de Rossi, e só observou Conti virar o jogo para Cabrini, livre na esquerda. Livre porque Leandro dava combate a Graziani pela ponta, e só após Cabrini receber a bola é que o lateral brasileiro se aproximou. Com isso, Cabrini ficou livre para cruzar, pois não havia ninguém ali para dar o combate inicial. Pra finalizar as falhas, Rossi recebeu cruzamento livre na área porque Luizinho não o acompanhou, pois Oscar ficou perdido (se repararem bem, Oscar não deu combate a NINGUÉM, ficou sempre sozinho durante esta jogada). O zagueiro saiu para uma cobertura (?!?!?!) a Leandro (que já marcava Cabrini) e deixou Graziani sair da ponta-esquerda e entrar na área. Luizinho foi atrás de Graziani e deixou Rossi livre para marcar... Com Isidoro no time, Cabrini não teria todo aquele espaço. Mas naquela situação, deveria ter acontecido o seguinte: - primeiro, quem deveria ter seguido o ponta-direito italiano era Júnior e não Falcão;- Falcão deveria ter dado o segundo combate a Conti, depois de Éder;- assim, Cerezo deveria ter caído pelo lado direito da defesa brasileira, ocupando o ENORME espaço encontrado por Cabrini;Mas do jeito que as coisas aconteceram, a melhor maneira que enxergo o Brasil não levar aquele gol seria Leandro deixar Graziani para Oscar marcar e ir atrás de Cabrini antes deste receber a bola.Em resumo: o que Saldanha, os autores do livro e muitos outros sugerem é que o Brasil de 82 teve dificuldades pelo fato do lado direito do time ficar enfraquecido (tanto no ataque quanto na defesa). Tudo bem que 2 dos 3 gols da Itália aconteceram por pura distração, mas que aquela falha existia, é fato.
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rodic
09/07/2012 17:48:56
Alem do azar de perder 2 centroavantes craques por lesao, como ja citado, Serginho Chulapa perdia gol na pequena area, nosso goleiro tambem nao era confiavel, apesar de nos gols da Italia, nao ter muita culpa..Revi este jogo repassado pela Band em 2010, acho quem faz a pior partida da nossa Seleção foi o Junior.Mas nos outros foi muito bem.Esta realmente era uma seleção que encantava, so tinha craque em todas as posições tirando como ja falei o centroavante e goleiro, e tinha um toque de bola de academia
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Marcos Nowosad
09/07/2012 16:20:54
Em termos factuais, essa explicacao esta' incorreta.Na segunda fase, no grupo do Brasil, quem descansou por quase uma semana foi a Italia. Os italianos derrotaram os argentinos numa terca-feira (29 de junho). O Brasil derrotou a Argentina numa sexta-feira (dia 2 de julho). O jogo Brasil contra a Italia foi na segunda-feira (dia 5 de julho).Ver nesse link:http://en.wikipedia.org/wiki/1982_FIFA_World_Cup#Group_CA minha teoria e' justamente oposta ao do Alex. Fazia muito calor em Barcelona e houve muito desgaste da selecao brasileira para derrotar a Argentina. O tempo de recuperacao para os brasileiros foi menor do que o para os italianos.Resultado: os italianos tinha "mais pernas" que os brasileiros e isso fez diferenca a medida que o Brasil corria atras do placar no segundo tempo.
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Anrafel
09/07/2012 14:35:45
Sim, mas teve também o gol mal anulado de Antoniogni.
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Anrafel
09/07/2012 14:18:36
O que seria o quarto gol da Itália foi mal anulado, não houve impedimento.A defesa brasileira era realmente muito fraca. Edinho era muito melhor que Luisinho, mas Telê resolveu optar pela base AtléticoMG/Flamengo. Saldanha disse que o principal problema do Brasil estava no lado esquerdo da defesa.
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Anrafel
09/07/2012 14:10:33
Houve um penalty de Gentile em Zico (o cara destruiu a camisa do galinho), mas houve também um gol da Itália mal anulado. O time não jogou bem aquela partida, como bem apontou João Saldanha.Luisinho não era melhor que Edinho. Este tinha a mesma técnica do outro e era melhor pelo alto (no ataque e na defesa), além de possuir uma subida fulminante e bom chute com os dois pés (um de cada vez, claro), remember o seu gol em 86 contra a Polônia. Aliás, entrou no final do jogo e esteve presente em dois ataques da seleção.Durante toda a Copa, Saldanha apontou problemas pelo lado esquerdo da defesa do Brasil. Mas Copa do Mundo se decide no mata-mata e a Itália não era nenhuma galinha-morta, tanto que foi campeã.
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Cláudio Ramos
09/07/2012 11:10:36
Eu tinha 8 anos. Foi a primeira copa que assisti me entendendo por gente. Foi a primeira vez que vi aquele time de super-heróis perder. Após o jogo fiquei muito triste. Minha mãe percebendo minha letargia veio me abraçar e percebeu que aquele olhar avermelhado era de febre. Ela se espantou com o fato daquele jogo ter me abalado tanto. Me lembro até hoje. Era um grande time. Se aprendemos uma lição de vida, ficamos com esse grito engasgado na garganta ainda por doze anos. Valeu por tudo. Sou fã até hoje daqueles Craques. Valeu JK. Belo texto. Este livro vou ter que reler. Preciso me resolver com esse passado. Abraços. Cláudio, Brasília.
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Márcio de Almeida
08/07/2012 19:01:39
Se houvesse justiça e tivéssemos perdido o primeiro jogo para uma seleção com Rinat Dasayev, o melhor do mundo, nos classificaríamos da mesma forma na primeira fase e aprenderíamos a lição da humildade. Muitos dizem que os adversários eram fracos, mas ninguém das seleções que jogamos na fase preparatória. Contra a Itália a Seleção Brasileira, e não era normal, jogou abaixo de seu padrão. Infelicidade. Mesmo assim, foi a melhor seleção que vi jogar. Foi uma derrota que mudou o rumo do futebol mundial. Profissionalizou-se mais o esporte na Europa e nossos jogadores começaram a ser comprados com mais frequencia e o futebol de resultados começou a prevalecer.Um abraço!
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Weber
08/07/2012 17:49:49
Muito bacana sua lembrança! Eu costumo falar com meus amigos que o gol de empate do falcão contra a Itália em 1982 (eu tinha 7 anos) ainda é a minha maior alegria no futebol.
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César
08/07/2012 16:39:48
Hércules, quando o tópico for a Seleção de 70, certamente comentarei. Estamos falando da Copa da Espanha, 1982. Toda tristeza brasileira de uma Seleção inesquecível, pela forma que jogou e a filosofia do Mestre Telê Santana. Eu não assisti a Copa de 1970, por isso que ela para mim não é inesquecível, somente é inesquecível aquilo que por algum momento esteve na memória.
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marcelo manfio
08/07/2012 15:06:48
O depoimento do sr reforça o que eu, à época criança, cresci sempre achando...Abç!
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José Guilhermo
08/07/2012 14:53:40
O Brasil individualmente foi a melhor seleção que vi jogar vivi a epoca tinha 11 anos , mas coletivamente tinha muitas falhas ganhamos da extinha URSS no apito, dois penaltis escandalosos cometidos pelo luizinho que o juiz espanhol nao deu, talvez se tivessemos perdido aquele jogo teriamos sido campeões contra noza zelandia e escocia jogamos muito bem mas a mediocridade dos adversários esconderam nossas falhas contra argentina o valdir peres salvou o time no primeiro tempo depois do 1 x 0 os argentinos se perderam e tomaram um chocolate, e contra a Itália, merecemos perder , eles foram melhores naquele jogo, resumindo uma seleção magica com a bola , a melhor que eu vi sem duvida, mas sem ela , um desastre, uma derrota anunciada desde a estreia.
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João Carlos
08/07/2012 14:43:53
Pois é, o passe que o Éder não deu. Eu xinguei pacas, mas talvez o Sócrates não fizesse o gol, e pelo jeito não faria (não era para ser), ou até faria e depois a Itália faria outros 2 e seria, então, 4 x 3 para eles. Era para aquela seleção perder a Copa daquele jeito (e não acredito em destino) para imortalizá-la como aconteceu com a Hungria e a Holanda. Então, temos 5 Copas e uma seleção imortal que não venceu. Era para ser assim. E falando em chorar, eu tinha 21 anos na época e chorei só umas 4 horas depois. E por uns 4 dias seguidos eu acordava chorando, sonhando com algo futebolístico meio vago. Algo, naquele dia, quebrou em mim e o futebol nunca mais foi o mesmo. Hoje já não choro mais (chorei com o Atlético PR em (nasci em 61) 68, 73, 74 e 83 (ainda, fui uma espécie de rescaldo), com o Corinthians em 77, com o Fla em 80 e 81 e o Cruzeiro em 74, 75 e 76). Na verdade nem estou ligando se a seleção perde ou ganha. Na Copa ainda me empolgo um pouco, mas até 82 e, especialmente aquela seleção, eu sempre queria assistir. Ela era mágica.
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Renato Khair
08/07/2012 14:28:15
Timaço.Inesquecível.Mas subestimamos a Itália, que foi superior e mereceu vencer.1 pena para os amantes do futebol.Nossa homenagem aos craques do Brasil, 30 anos depois.Marcaram e fizeram história, mesmo derrotados.abs
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Camilo Rock
08/07/2012 14:10:17
Por que perdemos em 1982? Porque tivemos o grosso do Serginho Chulapa em campo ao invés do craque Reinaldo.
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sidneyc
08/07/2012 13:28:31
Não acho necessário um livro para " desvendar" o que ocorreu naquela Copa do Mundo. Simplesmente tínhamos um grande ataque e meio de campo, mas um sistema defensivo muito fraco e alguns jogadores chegaram para a Copa em má fase, casos de Valdir Peres e Luizinho. Nossos lateriais não tinham nenhuma preocupação em defender e demonstraram em certos momentos até certa infantilidade, caso de Junior no 3o gol da Itália, que ficou em cima da risca do gol dando condições de jogo a Paulo Rossi. Lembro também que no 1o jogo contra a União Soviética tivemos uma grande " ajuda" do árbitro que deixou de marcar dois penalties claros de Luizinho, demonstrando que não estavámos bem posicionados na defesa. Estavámos empolgados porque tínhamos uma equipe que resgatava um estilo de jogo, mas não tínhamos um time, tínhamos um meio de campo e ataque, pois o sistema defensivo era muito fraco. E não acho que faltou o título para consagrar essa seleção, assim com a da Holanda de 74 e da Hungria de 54. As três estão na história como símbolo de bom futebol e sempre serão lembradas dessa forma, mesmo que sem o título.
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Marcos
08/07/2012 12:49:39
Patético o vídeo. Não percam tempo em vê-lo.
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Fabio Dutra
08/07/2012 11:43:43
Tinha Zico, Junior e Leandro do Flamengo Campeão Mundial.
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Car5
08/07/2012 11:18:40
hum hum sabes muito... sabes quem foi Leandro? Procure saber e has de saber...
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J. Andrade
08/07/2012 10:59:02
Me recordo que via naquele time de 82, uma certa defesa falha, a começar pelo goleiro e um jogador tido como craque, com a bola nos pés, mas fraquissímo na marcação: Júnior. Falhou em 2 gols, naquele dia. Só rever. Júnior consagrou alguns pontas de um jogo só. Cito um apenas: Airton, ponta direita do S.Paulo, que humilhou Júnior numa partida no morumbi. Sua vida mudou por alguns jogos e logo depois foi para no meu Taubaté. Então não vejo naquela seleção todo esse brilhantismo que dizem. Mais romantismo que lógica. E em torneios curtos, a prova venho nesse dia. O time não tinha consistência. Repito, goleiro fraco e lateral esquerdo falho na marcaçáo. No meio campo, Cerezzo não era muito afeito a marcar também.E a Itália não era essa ruindade que apregoam. Ah, me lembro que Éder ia comemorar gols junto a uma placa de publicidade. Estranho né?
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Roger
07/07/2012 21:13:54
Havia magia no futebol deles...Um futebol que se Deus quiser um dia há de prevalecer sobre a truculencia de cabeças de area que não conseguem acertar um passe há dois metros de distancia, de meio campistas que não sabem chutar de fora da area...Esse futebol precisa voltar...
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Zaki Roseiro
07/07/2012 20:20:03
Juca, naquele dia o Cerezo estava muito mal emocionalmente, deveria ter sido substituído pelo menos no intervalo, mesmo que por Edinho (já que batista estava sem condições, graças ao Maradona). Mas Junior e Leandro estavam sem equilíbrio emocional no segundo tempo. Ou seja, o Brasil não jogou o seu melhor ali. Na verdade, na Espanha, a Seleção não vinha bem. Uma má estréia (ganhamos no apito), dois jogos fáceis que não mediam os brios do time. Contra a Argentina, eles estavam dominando o jogo quando achamos aquele primeiro gol. Todos os comentaristas falavam que as vitórias escondiam os erros do time, que ficaram claros no jogo com a Itália. Eram outros tempos, temos que analisar sob a ótica daquela época. Mas uma coisa todos aprendemos, o primeiro volante tem que ser muito bom de marcação. Cerezo (que nunca foi primeiro volante, só ali) pagou o pato. Em 86, tinhamos 2 primeiros volantes (e só tomamos um gol). Em 90, um 3-5-2, com Mozer e Dunga como primeiros volantes. Em 94, Mauro Silva foi muito bem. Em 98, Cezar Sampaio idem. Em 2002, Outro 3-5-2 com Edimilson e Gilberto Silva bem. Em 2006, um Gilberto Silva em má fase e não tínhamos um 2o volante (Zé Roberto nunca foi volante). E em 2010, novamente Gilberto Silva mal somado a um Felipe Melo de lascar. Ou seja, nem sempre usamos o nosso aprendizado, pois a CBF não consegue manter em si mesma o conhecimento dos erros e acertos cometidos.
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Renan interior-SP
07/07/2012 20:10:57
j. andrade, também penso assim, só discordo sobre a seleção de 1994, não foi um futebol feioso e nem igual a da seleção de 1982, a seleção criava várias chances de gols por partida (Romário perdeu vários), teve chapéu do Romário pra cima da Rússia, teve Dunga olhando para um lado e enfiando a bola para o outro (contra Camarões), Jorginho distribuindo chapéus...Futebol feioso é esse que nós estamos vendo agora na seleção, a seleção de 94 não deu espetáculo, assim como a de 2002 também não deu.
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Marco Aurelio
07/07/2012 18:39:16
Como debate em alto nivel, sem ofensas, prossigo, caro Henrique. O Barcelona construiu uma escola do chamado "futebol técnico", mas me parece ser a única que mereça consideração. Garotos de 13 anos, como Messi, são treinados, adestrados(no bom sentido), a jogarem de uma forma quase sinfônica. Eu, que quero antes o resultado, penso que não temos condições de ter uma escola como essa. Então, temos(todos os outros, como até o Real) que dar um jeito de derrotá-los.Se fosse treinador, eu já sairia sabendo que iria jogar para uma escola, uma grande equipe. Colaria alguém no Messi, e outro no Iniesta. Adiantaria a marcação. Perderia ataque, mas jogaria em uma oportunidade todo o jogo. É o que eu teria. Mas, outras pessoas, mais astutas do que eu, vão armar novas formas de vencer a escola atual da Espanha. Marcação pressão, com enorme preparo físico, talvez até violência. algo vai ser feito.Como gosto do resultado e não ligo para beleza em futebol(fui criado vendo jogo no interior, onde um dia o nosso time venceu o Fla de 3 a 0, jogando na retranca), adoro ver um grande perder. Me emociona mais a derrota dos gigantes. Quanto a marcar época, o São Paulo do Muricy não era exatamente uma escola de técnica, era o típico futebol de resultados, que quase foi tetra. O futebol gaúcho tem sua escola baseada na marcação. Amo a escola gaúcha, que aliás, tem 4 Libertadores, com 2 equipes. Em qualquer jogo, o resultado é que determina o valor do patrocinio, as chances de novas contratações, a exposição na mídia, novos torcedores...enfim, a manutenção do "negócio" futebol. Sou pragmático mesmo, Henrique. E respeito você, a quem não vou chamar de "romântico de Cuba". Chamo de amante da beleza do jogo, pela educação que mostrou.
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Marco Aurelio
07/07/2012 18:27:23
Autêntico futebol brasileiro...o que é isso, hoje? Tostão bem escreveu na Folha, no domingo passado: hoje os brasileiros dão chutão e os europeus jogam com a bola no chão. Quem não tem carne, come ovo, colega. Se nossa qualidade caiu, temos que jogar como o Tite armou o Corinthians. Esse futebol brasileiro(adptado em 1994 e re-adaptado, com mais sucesso, em 2002, é que existe, de fato. O antigo, passou.
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Robson
07/07/2012 17:53:07
Luisinho teve uma fase muito boa antes daquela Copa, o que lhe valeu a titularidade. Mas andou falhando feio no torneio e, assim como Valdir Peres, se tornou um ponto de insegurança na defesa. Se compararmos as carreiras completas, Edinho foi superior. Fez uma Copa soberba em 1986, como titular absoluto, teve uma carreira internacional de destaque na Itália, e ganhou inúmeros títulos no Brasil, por vários clubes (sem falar no futebol de areia), sempre apresentando um futebol de craque. Ficar insatisfeito com a reserva é a coisa mais normal do mundo (com certeza havia mais jogadores com o mesmo sentimento), principalmente quando se confia no próprio taco.
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marcelo ferreira alves
07/07/2012 17:41:31
Mas e o penalti no Zico feito pelo Gentili que o arbitro não marcou...Eram 3X3 ....
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Lourival
07/07/2012 16:38:06
Meu amigo....resultado é que ganha jogo... caia na real. E esse time mediano pra ruim (na sua opinião) é que foi o campeão mundial... se tivesse ficado pelo meio do caminho eu até concordava contigo...
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Marcos
07/07/2012 16:28:42
Exceto Serginho, não passam de belas madonas que, conforme o Dr. ficariam intragáveis caso ganhassem alguma coisa...
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joaquim filgueiras
07/07/2012 16:06:55
A Hungria de 54 foi campea olimpica em 52; a Holanda de 74 tinha como base o Ajax tri campeao europeu. O que esses jogadores do Tele fizeram que merecem tal patamar ?
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Henrique Amorim
07/07/2012 15:52:07
Se a seleção era tão ruim assim na marcação porque será que a Itália só conseguiu dá 03 chutes a gol?? Desafio você me mostrar nesse jogo, a exceção do primeiro gol, um outro lance envolvente deles, com defesas milagrosas de nosso goleiro,etc. A verdade é que perdemos o jogo em 3 lances, onde 2 deles eles souberam aproveitar a sorte que tiveram. A Itália era um time mediano pra ruim que ganhou de uma seleção brasileira que jogava o autêntico futebol brasileiro, só isso.
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Henrique Amorim
07/07/2012 15:37:31
Respondeu da maneira que eu imaginei que responderia Marco Aurélio, aliás, pragmático. Todos sabemos que esses campeões se "inspiram" no futebol de resultado, pragmático, quadrado, de muita marcação e pouca inspiração. E esse jeitão de jogar, ao longo da história, vai ser lembrado pontualmente e sempre com a marca de times voluntariosos, no máximo, e não grandes times. Holanda e Brasil mesmo sem serem campeões ainda hoje são exaltados, vide Espanha e Barcelona. E já que você disse que eles não duram muito, eu te pergunto - A Inter de Mourinho dura até hoje??Durou muito?? O Inter campeão de 2006, durou muito?? Quem lembra daquele time, fora os colorados???O Chelsea de hoje será reverenciado por décadas???...Aliás, mesmo "derrotado" por eles o Barça(inspirado na seleção de 82) ainda é considerado o melhor do mundo e isso realmente incomoda os amantes do futebol de resultados.
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Renan interior-SP
07/07/2012 15:02:19
Faltou sorte, um volante de marcação para jogar a frente dos zagueiros, Reinaldo (Atlético-MG), Careca (Guarani), com todo respeito ao Chulapa e ao Cerezo, mas eles não foram bem na Copa, Roberto dinamite deveria ser o titular ao lado do Éder, mas tudo isso que eu disse não seria garantia de titulo também, e a Italia era uma forte seleção, essa seleção de 82 é ao lado da seleção pré Copa de 1998, o melhor time que eu vi jogar, as duas tinham uma forte tendencia individualista, o individualismo era tão bom, que até o coletivo ficava bonito de se ver.
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mauricio
07/07/2012 14:46:24
Respeito e admiro o blogueiro, um dos poucos torcedores do Corinthians que conheço, que consegue ser razão, não sendo qualificado como corintiano, superlativo de chato. Mas sou obrigado a fazer uma ressalva a esse texto muito bonito. Foi de muito mau gosto citar o nome de nove jogadores titulares da equipe, qualificando-os como maravilhosos ou algo parecido, e deixar citar os outros dois. Quanto ao Sr G Alves que postou um comentário sobre o Mestre Tele Santana, que o Sr G Alves fiquei quieto e restrito a sua ignorância sobre o futebol, e não nos de o desprazer de ter de passar os olhos sobre um comentário no mínimo clubístico.
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Gilvan Junior
07/07/2012 14:28:14
Deixei antes a dica desse vídeo aqui, mas fui censurado. Isso mesmo, sem ofender niinguém. O discurso é um e a prática é outra. Ousei falar do vencedor time de 1982.
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Pedrão
07/07/2012 14:01:33
Argentina campeã 2014. Eu acredito! Dá-lhe Messi.
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Pablo Romero
07/07/2012 13:47:47
Nadie recuerda la Alemania de 1974. Todos recordamos La Naranja Mecanica de Holanda. Madre del Barcelona de hoy.Nadie recuerda el campeon Italia 2006. Todos recuerdan a Argentina 2006.Y nadie recuerda Italia 1982Todos -y los argentinos nos quitamos el sombrero- recordamos ese equipo MARAVILLOSO de Brasil 1982. Futbol arte. Simpleza. Toque. Rotacion. Definicion. Zico y Socrates. Mi Dios...No hace falta ser campeon para ser recordado. Los campeones son recordados con la pasion.Y los ilustres perdedores, con la dulzura afecto.Saludos de un Argentino.
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Rodrigo Claudio
07/07/2012 13:41:50
Não concordo. O acaso, a sorte e o sobrenatural também concorrem para o time melhor perder. O futebol não é uma ciência exata.
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Marcelo F
07/07/2012 13:30:25
Naquele dia, com 13 anos, lembro que corri chorando para o meu quarto e rasguei a tabela da Placar que tinha colado na parede para acompanhar o que imaginava ser o nosso tetra. O título veio depois de 12 anos, mas nenhuma outra seleção me fez tão feliz, e triste, como aquela. Mas no final das contas ela é o primeiro amor.
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j. andrade
07/07/2012 13:26:40
Tem gente que acha que o título de 1994, a seleção jogando um futebol feioso, vale mais que a derrota de 82. E daí? Bem... Na indústria da competição, que o capitalismo criou da mesma forma que aperfeiçoa, a cada dia, o dinheiro, o que vale são os títulos. Tudo o mais é derrotismo. Esquecem-se de que o futebol é um esporte em que os convivas são artistas. E na arte, uma boa história sem glória vale mais do que um best seller.
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Ângelo Luiz De Col Defino
07/07/2012 13:23:14
Naquela Copa de 82 eu tinha 6 anos. Ou melhor, 5 anos e 11 meses.E é a lembrança de amor mais antiga que tenho na minha vida.Lembro bem do meu pai me levantando aos céus como se eu fosse a Taça FIFA e me beijando sem parar após o gol de empate do Falcão no 2x2.E o Falcão corria gritando com as veias saltando do pescoço para as câmeras na reprise do gol.Meu pai me beijava e abraçava. É a lembrança mais antiga que tenho de me sentir tão amado e de ser o companheiro dele, como somos até hoje.Que Paolo Rossi, que nada.Ali, quando meu pai me ergueu, o Brasil foi campeão do mundo de 82.Ninguém me tira isso da cabeça.
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Cristiano Vieira
07/07/2012 12:38:10
Sinceramente, essa paixão e revolta por a seleção canarinho não ter ganho a copa de 82 me apurrinha!Não ganhou por que não e ganhou e pronto.Ah, mas ela era melhor, brilhava!E daí? Nem sempre quem tem o maior brilho se destaca mais, vide a lua e as estrelas!
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Roberto Parisi
07/07/2012 12:30:54
Emocionante o texto... a aleatoriedade e a poesia da vida e do futebol.
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Marco Aurelio
07/07/2012 12:01:38
Pois, é, amigo. Esta seleção me empolgou tanto que nem lembro dos jogos...uma seleção cheia de estrelismo. Acho que fui o único que não chorei, devo ser muito malvado, perverso...Sou não...sou da escola pragmática...não sou"romântico de Cuba"...mesmo porque, como dizia um professor meu..."a maldade do ser humano não tem limites, você sabem...". Futebol sempre tem um adversário tinhoso a querer te derrotar, e aquela seleção achou que era superior até à "maldade e ástúcia humanas"De qualquer forma, obrigado pela correção.
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Marco Aurelio
07/07/2012 11:53:03
Quem se inspira naquela Itália hoje? vejamos...o Chelsea e o Corinthians, em 2012, o Inter quando venceu seu mundial, o São Paulo vencedor da última década, a seleção brasileira campeão de 1994 e a própria Itália, campeã em 2006, a Inter do Mourinho....Diria você que boa parte dos corinthianos devem este título aos princípios "titeanos" e italianos(a antiga e verdadeira Itália) do futebol de resultados. E a Espanha atual se inspira na Holanda, não no Brasil. E não vai durar muito.
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Jose Mario HRP
07/07/2012 11:46:13
Baseado naquele time?Francamente , Jr, Leandro Zico, Sócrates não marcavam ninguém , voce está muito equivocado!Na espanha todos marcam e se deslocam, sem corpo mole de Jr..,Leandro e cia!
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pericles
07/07/2012 11:44:19
Assisti a copa de 82 .Nosso time era bom , tinha 3 jogadores fantasticos ( falcao , zico ,socrates ) .Mas só eles não bastaram .Entramos em campo na base do já ganhou .E perdemos .Alias , perdemos merecidamente .abs.. do amigo .
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Marco Aurelio
07/07/2012 11:43:47
Recomendo aos "românticos de Cuba" que aceitem a dura realidade, porque na vida há que se amadureder: beleza, arte, engenho, seja lá o que for, é algo a ser superado no esporte em geral, e no futebol em particular. Vai predominar, e já està predominando, a necessidade de vencer, seja de que forma(honesta) for. O pragmatismo é tão bonito quanto qualquer toquinho envolvente que faz algumas pessoas chorarem. É um direito, mas é puro romantismo, ao qual rejeito.
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Marlon
07/07/2012 11:41:57
Quem quiser saber o que faltou à Seleção de 82, digite "Descubra por que o Brasil perdeu para a Itália em 1982" no YouTube.
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