Blog do Juca Kfouri

Galo empolgado cola no rival

Foto: Paulo Fonseca/Futura Press/AE

Num primeiro tempo vibrante, está óbvio que no Independência (com 16.300 pagantes), em BH, as coisas serão bem melhores para os dois grandes mineiros, o Galo enfiou 3 a 1 no Timbu, com justiça, apesar de o 2 a 1, no primeiro gol de Ronaldinho Galucho com a camisa de seu novo time, ter sido fruto de um pênalti inexistente, cavado por Jô e fora da área.

Bernard abriu o placar logo aos 2 minutos, para começar a festa que correu riscos dez minutos depois, quando Araújo empatou para o Náutico.

A jogada do gol foi brilhante, com Jô preparando de calcanhar para Bernard fuzilar.

E a do empate nasceu de bela defesa de Giovanni que desviou para escanteio uma cobrança de falta de Souza que ainda beijou o travessão, mas, na cobrança do tiro de esquina o goleiro saiu mal, facilitando a vida de Araújo.

Mas o Atlético foi para cima e pintou o segundo gol com denodo, o que acabou por acontecer aos 35, seis minutos depois de Cuca ter trocado Richarlyson por Serginho.

No minuto seguinte, pela direita, Danilo cruzou para o meio da área e a bola desviou em Márcio Rosário: 3 a 1.

O quarto gol, aos 38, de Leonardo Silva, foi evitado pelo travessão, em cabeçada violenta.

Ronaldinho que fazia seu primeiro jogo em Minas, vibrou como há tempos não fazia na comemoração de seu gol, mas esteve longe de brilhar, diferentemente do menino Bernard.

O segundo tempo estava previsto para ser o da manutenção, ou ampliação, do saldo de gols que punha o Galo na vice-liderança, à frente do Vasco, e a apenas um ponto do rival Cruzeiro.

O futebol mineiro voltava liderar o Brasileirão.

Logo aos 7 minutos, Leonardo Silva cabeceou de novo no travessão, em cobrança de escanteio de Galucho.

Aos 13, Jô recebeu um passe na medida de Ronaldinho e desperdiçou o quarto gol cara a cara com o goleiro Felipe, que defendeu.

Mas, em seguida, Bernard deu de garção para Danilinho ampliar para 4 a 1.

Daí em diante, como é mesmo natural, o time de Cuca só cozinhou o do técnico Galo.

Ovacionado, porque mereceu, Bernard saiu cansado, aos 32, para dar lugar a Escudero.

Jô também saiu e André entrou.

Martinez quase diminuiu, mas a trave salvou.

Como quem não faz toma, Escudero recebeu novo escanteio batido por Ronaldinho e, aos 47, fez 5 a 1.

Somados os quatro jogos acompanhados pelo blog (excepcionalmente sem as netas) neste sábado, o do Galo foi o melhor, embora, é claro, não se possa compará-lo com o grau de dificuldade da vitória cruzeirense ou da espanhola ou até mesmo a da Lusa.

E lamento não ter visto a virada do Goiás sobre o Vitória (vi só os gols), embora o quarto gol, aos 40 do segundo tempo, o do 4 a 3, tenha sido fruto de um pênalti inventado pelo árbitro.

O time baiano de PC Carpegiani havia feito 3 a 0 em seis minutos, no primeiro tempo, e deixou virar, com três gols goianos nos 45 minutos finais.

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