Blog do Juca Kfouri

Dando bom dia a cavalo

Um dia escrevi, ao ver o professor Belluzzo desesperado por causa de seu Palmeiras, que como não sou melhor do que ninguém não tinha dúvida de que, se fosse presidente do meu time, enfiaria meus pés pelas mãos.

Ou, parafraseando Telê Santana, que futebol não é coisa para gente séria.

Vejo agora o que se dá com LAOR, o excelente presidente do Santos, que tantas coisas boas tem feito por seu clube.

Vejo até Andrés Sanchez responder a ele com razão, ao lembrá-lo de  que queria Arouca na Seleção.

Ora, é claro que Mano Menezes não tinha ninguém entre os olímpicos para chamar para os quatro amistosos como, aliás, sensata e corajosamente, Muricy Ramalho disse hoje em entrevista coletiva.

Ao contrário, por sinal, do que fez quando tirou Elias  do Corinthians, levou-o ao Qatar num meio de semana e ele chegou esgotado para fazer número no penúltimo jogo do time no Brasileirão contra o Vitória, em Salvador, num empate que acabou por significar o título do Fluminense, em 2010.

A dor de uma derrota, mesmo que não seja definitiva como é o caso da do Santos no jogo de ida das semifinais da Libertadores, leva ao destempero.

Porque a paixão enevoa a razão.

E pessoas bem dotadas acabam dando bom dia a cavalo, à égua e aos potrinhos.

Eu provavelmente faria pior.

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