Fique de olho no apito
Começou o Brasileirão e começaram as inevitáveis polêmicas sobre as arbitragens.
Registre-se, a favor dos apitadores, que se eles não chegam a um acordo sobre lances iguais porque não se consegue padronizar as arbitragens, a crítica também raramente é unânime, sempre divergindo nos lances capitais.
No jogo entre Vasco e Grêmio, por exemplo, fosse eu o árbitro, não anularia o gol gremista.
E não daria o pênalti contra o Vasco, em lance de bola no braço e não de braço na bola.
Já entre Ponte Preta e Galo houve um claro braço na bola para o time campineiro e nada foi assinalado.
Assim como Paulo Miranda fez pênalti ao pisar e derrubar Herrera na área no clássico entre Botafogo e São Paulo.
Ao contrário do lance parecido, mas não idêntico, de Carleto em Willian, na partida entre Corinthians e Fluminense.
Neste lance, também houve o pisão, mas não a ponto de derrubar o corintiano que, se quisesse, em vez de se jogar, teria continuado a jogar.
Na Libertadores, só para lembrar, a arbitragem brasileira acertou ao dar impedimento de Alecsandro no que seria o gol vascaíno contra o Corinthians.
Mas, por incrível que possa parecer, a arbitragem estaria absolvida caso validasse o gol.
Diferentemente, por sinal, da caseira arbitragem no jogo da Bombonera, quando não houve o pênalti que o Fluminense reclamou, porque o zagueiro do Boca Juniors, de costas, não revelou a intenção de cortar a bola com o braço.
Sim, jornais argentinos consideraram que houve o pênalti, assim como o “Globo” considerou hoje pênalti de Carleto em Willian.
O que apenas mostra diferenças de interpretação e não necessariamente, como os torcedores gostam de acreditar, porque não acreditam em imparcialidade, que, como dizem, “se até” a imprensa de um lugar viu pênalti contra o time de seu local é porque houve.
Significa dizer que do mesmo modo que continuo achando que houve o famoso pênalti em Ronaldo no jogo com o Cruzeiro em 2010, e não porque sou corintiano, não aceito que se diga que “até” eu que sou corintiano reafirmo que não houve o pênalti em Willian – e que houve, clamoroso, em Tinga, do Inter, em 2005.

