Blog do Juca Kfouri

Para matar o nosso futebol de inveja

POR SÉRGIO LIMA

Para ilustrar o seu texto sobre o Super Bowl 46, o twitter @moneyandsports de minha autoria que mostrou durante toda a semana passada dados sobre o evento, faz um resumo agora da grandeza deste fenômeno chamado Super Bowl, em números.

Por exemplo, quer saber quanto a Madonna cobrou para fazer o show do meio tempo? ZERO! O retorno vem em forma da super exposição.

Falando em super exposição…

90% de todos os sites de empresas que tiveram comerciais de TV durante o jogo foram visitados tantas vezes que não aguentaram e sairam do ar.

Foi possível acompanhar-se 19 horas sem interrupções de transmissões televisivas, tudo em alta definição.

O Preço dos famosos 30 segundos de comercial durante o Super Bowl? Entre $3.5 e $4 milhões de dólares. Mas não é chegar e comprar não…

A rede NBC só vendeu espaços no grande jogo para clientes que investiram em outros produtos “menores” da rede durante todo o ano.

Na última decada, a dona da marca Budweiser (Inbev) gastou $239.1 milhões de dólares em propagandas de TV no Super Bowl, Pepsico $174 e GM $82.

Quantidade de minutos em comerciais que eram esperados para este ano durante todo o jogo? Entre 40 e 50 minutos.

Faturamento projetado pela rede NBC apenas com receita de comerciais durante o jogo? Entre 300 e 375 milhões de dólares.

Pela primeira vez na história a liga disponibilizou a transmissão ao vivo para computadores e celulares e foi a maior banda de conectividade disponível na história da rede.

Na 3ªfeira antes da partida foi realizado o Media Day. Dia em que 2000 jornalistas tem a oportunidade de entrevistar num mesmo local todos os participantes do evento. Por incrível que pareça a liga vendeu 7000 ingressos para torcedores interessados em assistir ao vivo o Media Day.

Existem 13.000 quartos de hotel em Indianápolis, todos foram reservados muito antes do jogo, alguns com ágio de 1.700%.

Preço normal para um hotel popular na cidade de Indianápolis normalmente? 40 dólares. Em semanas de Super Bowl, média de 300 dólares.

A quantidade de cerveja consumida ontem seria capaz de encher pouco mais do que 500 piscinas olímpicas.

Como em todos os jogos da NFL, neste também são permitidas as vendas de bebidas dentro do estádio, a torcida em grupo e outras liberdades até extravagantes, como em todos os jogos da liga, uma média de 400 torcedores são expulsos ou presos por desrespeitarem outros no estádio.

O NY Giants levou pra casa o trofeu Vince Lombardi que é fabricado pela Tiffany de NY ao custo de $25.000.

68.000 ingressos foram disponibilizados para o jogo sendo que cada equipe teve direito a apenas 17.5% dos mesmos, o restante foi vendido para o público em geral.

Os preços oficiais da grande maioria dos ingressos estavam nas faixas de $800 e $1200 dólares cada mas quase todos foram vendidos por mais de $4000.

O time do Giants de Nova Iorque vendeu a capacidade total de seu estádio na noite de ontem para torcedores decididos a passar frio mas assistir a final no estádio.

Mais de trezentas festas corporativas foram realizadas na cidade de Indianápolis nas duas ultimas semanas com ingressos chegando a 4 mil dólares por pessoa.

Incentivos fiscais? 450 milhões de dólares foram injetados na economia de Indianápolis por causa do Super Bowl e eles terão outro em breve.

LEÃO BONZINHO: 35% de todo o dinheiro gasto na compra dos ingressos serão deduzidos como despesa em declarações de imposto de renda.

5% de todos assistindo o Super Bowl assistiram o jogo sozinhos.

20 milhões de americanos assistiram o jogo numa festa de Super Bowl na casa de amigos e não em casa.

40% de toda a audiência televisiva assistiu o jogo mesmo sem gostar de futebol americano.

160 milhões de americanos assistiram ao menos parte do Super Bowl.

Naming Rights 1: A empresa Lucas Oil paga $122 milhões por um contrato de 20 anos com o estádio do Indianápolis, sede do Super Bowl de ontem.

Naming Rights 2: No Super Bowl, apenas, o valor de exposição da marca na mídia está avaliado em $33.8 milhões.

Naming Rights 3: E este estádio já tem garantido pela liga a hospedagem de mais um Super Bowl no futuro e ainda dentro do mesmo contrato com a Lucas Oil.

Preço de um jatinho particular com capacidade para 8 saindo de NY para Indy e voltando depois do Super Bowl? $23 mil dólares.

No Pro-Bowl, o jogo das estrelas da NFL no domingo anterior, os jogadores tiveram a disposição duas estações remotas para que pudessem nos intervalos, utilizarem o twitter.

Camarotes para 35 pessoas no nivel do gramado e que estavam avaliados em $300 mil foram vendidos por $500 mil dólares.

Seriam necessários mais de 220 mil campos de jogo para plantar a quantidade de milho, batatas e abacates que foram consumidos no dia do jogo.

A rede Wingstop vendeu sozinha 5.6 milhões de asinhas de frango no Super Bowl (290% mais que em outros domingos)

Foram consumidas 1.25 bilhões de asinhas de frango no domingo de Super Bowl.(National Chicken Council)

Foram consumidos 5 milhões de quilos de batatas chips no domingo de Super Bowl.

7 milhões de americanos não apareceram para trabalhar hoje por causa do jogo de ontem.

Os esportes favoritos nos EUA em 2011 segundo pesquisa: 36% NFL- futebol americano profissional, 13% Futebol Americano Universitário, 13% MLB – beisebol profissional, 8% Automobilismo, 5% NBA. (Ag.Harris)

A NFL já decidiu que adicionará 2 novas equipes a liga em breve. Agora é só fechar o acordo para a construção do novo estádio em Los Angeles e decidir pela outra cidade a receber um novo time.

Ao final da festa e com as cortinas fechando, a única preocupação dos diretores da liga era continuar procurando formas de tornar a liga ainda mais atraente para os torcedores de estádio. Isso porque a liga só teve problemas de audiência abaixo do que eles consideram ideal em 16 partidas de um total de mais de 250.

O próximo Super Bowl será o 47 a ser jogado na cidade de Nova Orleans no Mercedes Benz Super Dome no estado da Louisiana. A equipe de especialistas em organizar super bowls já está trabalhando com as autoridades locais há algum tempo e daqui a bem pouco tempo tudo o que foi planejado por meses começa a sair do papel.

Quem vai jogar no super bowl 47? Numa liga desenhada para fortalecer o todo, independendo do tamanho do mercado que cada time ocupe, quem vai para a final, acredite ou não, ja faz algum tempo que é o que menos importa. Na NFL todos ganham igual e todos morderam ontem um bocadinho do bolo azul e branco do Giants de Nova Iorque. Porque a diferença entre estes senhores e outros que nós bem conhecemos é o fato de eles não terem a menor vergonha de dizer que adoram vencer mas que estão no negócio para ganharem dinheiro também.

@moneyandsports

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Comentários

318 Responses to “Para matar o nosso futebol de inveja”

  1. Bill disse:

    Não é possível comparar os dois eventos.

    Assim como Olimpíadas e Copa do Mundo.

    Quando há organização e é possível programar uma final, esse é o resultado esperado. Vejamos a UCL.

    Definindo um único objetivo e uma única data, todos os investimentos em patrocínio, venda de direitos e a atenção do público são concentrados. Não dá para buscar o mesmo com duas finais em locais distintos ou campeonato de pontos corridos.

    Porém, o inverso também é verdadeiro: NBA, MLB ou Grand Slam de tênis, por exemplo, procuram maximizar a exposição do torneio, levando partidas a 5 sets ou jogos como melhor de 7 partidas. A alternância de liderança atrai a atenção tanto quanto a “grande final”.

  2. Navajas disse:

    Vejo todas as discussões aqui nos comentários mas ninguém sequer citou a questão de impostos. Será que se o imposto no Brasil não fosse uma VERGONHA, do jeito que é, não teríamos evoluído todos esses pontos apontados pelo Juca na NFL ?

    Abraços

  3. Cleber disse:

    Este é um trecho de uma matéria publicada pelo UOL sobre uma consultoria feita pela empresa Delloite sobre riqueza dos times e oportunidades:
    Além disso, a grande base de torcedores e a forte paixão dos brasileiros pelo esporte “não se traduzem diretamente em bons públicos” nos estádios. A média de público da primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 2011 foi de 15 mil, abaixo até mesmo da pouco tradicional MLS, a liga americana, cuja média foi de quase 18 mil.
    A média de público do quarto esporte americano já é maior que a do nosso único esporte.

  4. Cleber disse:

    Este é um trecho de uma matéria publicada pelo UOL sobre uma consultoria feita pela empresa Delloite sobre riqueza dos times e oportunidades:
    Além disso, a grande base de torcedores e a forte paixão dos brasileiros pelo esporte “não se traduzem diretamente em bons públicos” nos estádios. A média de público da primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 2011 foi de 15 mil, abaixo até mesmo da pouco tradicional MLS, a liga americana, cuja média foi de quase 18 mil.(MLS = Major League Soccer)
    Por serem mais organizados e tudo mais como cita o post acima, a média de público do quarto esporte americano já é maior que a do nosso único esporte.

  5. AM Barbosa disse:

    Isso só acontece no Super Bowl, nenhum outro pais consegue fazer algo parecido, sendo assim não vejo motivos criticar o nosso futebol, aqui o futebol é um meio de inclusão social, lá é um negócio.

    • Leonardo disse:

      Inclusão social se faz com educação, saúde, música, esportes olímpicosm etc.

      O futebol é espetáculo sim (fla-flu, grenal, etc.). Como que eu não vou comparar a Liga de Futebol Americano com o Campeonato brasileiro? Só se eu não tiver condições mentais.

  6. Célio Angeloni disse:

    Credibilidade e Lisura são a Alma dos Negócios da NFL! Estamos anos luz disso acontecer aquí no Brasil!

  7. Mario disse:

    O Titulo está errado. O correto seria “Para Matar o Nosso Futebol de VERGONHA”

  8. Mario disse:

    Caro Juca.
    Enquanto nesta nossa terra prevalecer o jeitinho e o cada um por si e Deus por mim, nada vai mudar.
    Enquanto os esportes procuram se mordenizar, no nosso futebol são mantidas regras arcaicas.
    Enquanto nos EUA procura-se dar a maior transparencia possivel as decissões, no futebol tudo e feito sobre o manto do “o que dicidimos e o que vale”.
    E Incrivel como no nosso futebol envestimentos milionarios são jogados no lixo por erros absurdos e não há uma grita, fica tudo na base do “futebol e assim mesmo”.
    E Inacreditavel que clubes prejudicados em tribunais parcimoniosos não recorram a entidas mundiais e disvinculadas das entidades que comandam o futebol.
    A impressão que me fica e a de que o nosso futebol não pode ser organizado, senão muita gente perde a “boquinha”.

  9. pedro disse:

    O único ítem que não nos mata de inveja são os 7 milhões que não foram trabalhar no dia seguinte. Nisso nós somos superiores!

  10. daniel disse:

    Aqui tá longe disso. Quem detem o poder de decisão prefere ficar favorecendo o flamengo e o corinthians a ter um campeonato sério.
    Sem credibilidade, não há muito o que fazer.
    Um belo dia, vão perceber que de tanto favorecerem seus queridinhos, vão acabar só com eles! Com os torcedores de todos os outros clubes completamente desinteressados no esporte.

  11. jose ademar disse:

    Aqui no Brasil nós temos um espetáculo a parte que é a Amazônia.Isso por exemplo se quer vai ser explorado na copa de 2014.Fico imaginando se fosse os geniais organizadores americanos aqui no Brasil.Agora em terra com medíocers formadores de opinião no Brasil e isso inclui nós de São Paulo e a imprensa do Rio ,é de se esperar disso a pior de gente que não está preocupado com dinheiro público e sim em torcer contra.O Brasil não é so bunda e cristo redentor.Podemos sim, cediar qualquer evento internacional.

  12. figueira disse:

    Juca e amigos do blog, boa noite.

    Um tanto atrasado e após ler vários comentários, percebei que a matéria descabou para a ideologia e o clubismo, quando o objetivo do “post” era mostrar o que se pode fazer para ganhar (muito) dinheiro com o esporte.
    No entanto, não vi comentário sobre esse dado: “Naming Rights 1: A empresa Lucas Oil paga $122 milhões por um contrato de 20 anos com o estádio do Indianápolis, sede do Super Bowl de ontem.” Ou seja, R$ 10 milhões por ano na terra da grana. Tem muito dirigente por aqui falando em R$ 30 e até 50 milhões por ano. Irreal, não é mesmo?
    Saudações
    Figueira

  13. Cleber disse:

    O futebol brasileiro nunca terá o nível de profissionalismo, seriedade, inteligência, conforto, respeito, marketing, comodidade, etc… do futebol americano ou de um campeonato europeu. Sabe pq? Pq não se joga pérolas aos porcos.

  14. Gustavo disse:

    Esse esporte é tão bom que ninguém além das pessoas do país onde ele foi criado joga.

    Tão bom que mesmo sendo o esporte favorito da nação mais influente do planeta nunca conseguiu se firmar em nenhum outro país, sendo que outros esportes deles (como o basquete) conseguiram.

    Tão bom que é um plágio piorado de outro esporte, o rugby.

    Enfim, eu invejo a estrutura, a organização e os investimentos da NFL, mas esse esporte não.

    • Sergio Lima disse:

      Caro Gustavo

      Você está um pouco equivocado. Existem ligas de futebol Americano espalhadas por quase todo o mundo, aqui vão informações sobre as ligas na Europa.

      Na Espanha do Barcelona existem 3 divisões.
      Na Inglaterra do Manchester United existem 3 divisões.
      Na Itália do Milan também 3 divisões.
      Na Alemanha do Bayern 3 divisões.
      Na França do Paris Saint Germain 3 divisões.

      Campeonatos organizados também existem na Irlanda, Finlândia, Estônia, Bélgica, Eslovênia, Polônia, Noruega, Dinamarca, República Checa, Holanda, Luxemburgo, Russia, Hungria, Eslováquia, Suécia, Suíça, Ucrania e na Áustria onde um dos times se chama Corinthians.
      Para saber os nomes de todas as equipes em cada um de seus países e divisões, visite http://www.americanfootballeurope.com.

      Abraço

      @moneyandsports

  15. Pedro Filho disse:

    Alguém inventou um xarope os americanos engarrafaram e virou coca-cola, sucesso total, se faz bem ou faz mal é outra história.
    Os alemães inventaram o TRC ( tubo de raios catódicos) os americanos tranformaram em televisão, sucesso total…e concordo que o futebol americano é chato de doer independente de se conhecer as regras ou não, mas entendo também que é uma questão de cultura, afinal não é nossa. O fato é que eles pegaram um jogo chato e transformaram em um sucesso nacional cultural e financeiro onde todos os envolvidos ganham rios de dinheiro, os clubes com estrutra invejável e os torcedores respeitados, com um planejamento para partidas com dignidade para eles.
    Enquanto que em nosso país, apesar do nosso futebol ser amado e querido,
    apenas alguns ganham dinheiro, os jogos televisados só acontecem quando a novela acaba, cerveja não pode ser vendida dentro do estádio porque depois de bebados a polícia não tem condição de conter os exaltados, as leis não funcionam para punir os infratores, e os mafiosos daqui diferentes dos de lá fazem as suas falcatruas às claras sem medo de serem incomodados, além de não quererem dividir o bolo.
    Bem….acho que tem uma certa diferença, né?

    • DE VANEYO disse:

      Caro Pedro,
      O pai da televisão é o norte-americano, nascido na Russia, Vladimir Zworykin, falecido em Julho de 1.982 aos 94 anos, em Princeton.

  16. Tiarles disse:

    Então acabamos com os pontos corridos e voltamos ao mata mata para termos uma final !

  17. Marcus disse:

    E é pra louvar o espetáculo consumista de um esporte enfadonho e de um povo que entope as artérias com tanta porcaria que come enquanto muita gente passa fome no mundo?

    Brasileiro tem que parar de babar ovo de americano. Aí aparecem essas idiotices de fazer time de futebol americano aqui, em vez de investir em rugby, que é um esporte muito mais interessante e muito mais jogado pelo mundo afora.

    • Vinícius dos Santos Oliveira disse:

      Uma coisa não tem nada haver com a outra. Vc não passa fome e nem por isso deve ser culpado pela fome da África, deve ?! Uma comparação totalmente incoerente. O fato de um ser rico não o faz culpado pela pobreza alheia.

      Sobre comer porcarias, não sei o porque vc se incomoda com isso visto que o problema é deles..

      E Marcus, o problema de quem não gosta de futebol americano é tão difícil de resolver. É só não acompanhar o esporte. É tão difícil. E como comentei , independente do esporte em sí , muitas coisas boas que são feitas na NFL poderia ser aproveitadas no futebol, como seriedade e organização por exemplo.

      E sobre babar ovo, por favor , preste atenção numa coisa, não vejo nada de errado em exaltar as coisas boas que vem dos EUA, Europa, Japão e etc. Realmente não vejo. O Brasil é um país formado de estrangeiros de diversas regiões, como Europa, África , Japão .. não vejo o porquê esta resistência em admitir que os EUA tem competência no quesito organização esportiva, por exemplo.

      Como disse, comentário derivado de um antiamericanismo patológico.

  18. Carlos disse:

    Olha me desculpem a todos os comentários, e sou brasileiro e gosto de meu país e da nossa cultura, porem nos somos desorganizados, incompetentes, ladrões, corrupitos,e tudo de herança ruim veio para esse país lindo e maravilhoso, realmente nós não mereciamos umRicardo Texeira, um Sarney, e toda uma corja de bandidos que existem porai. Depois querem falar mal de Americano, Europeu, Japonês, etc. Vão Pqp. povinho.

  19. Pedro Nascimento disse:

    Futebol Americano encontra resistência no Brasil por causa de uma cultura bitolada e fechada pra coisas BOAS que vêm de fora – ao contrário de redes de fast food, filmes e séries de TV estúpidos, e música alienada e ruim.
    O esporte é belo, bem-organizado e combina estratégia, inteligência e físico como nenhum outro esporte que eu conheça. A NFL (principal liga do futebol americano) divide a receita com patrocínio, televisão e bilhetes entre todas as franquias, os times com piores resultados têm preferência na escolha de novos atletas saindo das faculdades e ainda têm teto salarial de jogadores; tudo isso pra aumentar a competitividade e não deixar o espírito esportivo ser sacrificado em nome do dinheiro.
    Não há razão pra tanta discriminação com o futebol americano, ainda mais por causa de argumentos de importação de “CULTURA”, já que o “nosso” futebol é europeu e os tão queridos basquete e vôlei no Brasil, também vieram dos EUA.

    • Marcos disse:

      Futebol americano é tão bom que só os americanos jogam! Ninguém mais tem saco pra aquele esporte!

  20. Vinícius dos Santos Oliveira disse:

    Parabéns pela reportagem e é impressionante os números da NFL, e você Juca está certíssimo em exaltar o que é bom. Independente do esporte estar ou não no gosto do brasileiro, a questão do show , da organização, planejamento é simplesmente soberbo e isso é inegável.

    O problema é que muitos, até por motivo de inveja odeiam este tipo de reportagem elo simples “antiamericanismo patológico”.

    Caro Marcus, ninguém obriga ninguém a assistir futebol americano, apenas nos é oferecido a oportunidade de assistir a outro esporte e não vejo mal algum nisso. E cultura? O futebol não é um esporte brasileiro e não adoramos este ? E se eu ou outro tiver interesse em acompanhar a NFL ou NHL o outro esporte ? Deve ser privado pela “defesa de nossa cultura” ?

    O que a cultura perde quando se agrega coisas boas do exterior?

    Se você não gosta tem o direito de não assistir da mesma forma que outro que gosta tem o direito de ver , ler e curtir isso tomando uma boa cerveja estrangeira e ninguém deve restringir a liberdade de ninguém “amigón”.

  21. Antônio disse:

    Juca,

    Em matéria de organização 10.

    Em relação ao esporte zero.

    Sem emoção, sem evolução, monótono e aborrecido.

    Não consigo curtir hora nenhuma uma partida.

  22. Caio disse:

    Deus do céu! Interpretação de texto faz bem.
    A questão não é complexo de vira-lata, ou se um é rico e o outro é pobre e, muito menos, se é um esporte chato ou legal.
    O alvo do texto é o profissionalismo da NFL em vender o produto Super Bowl como show de entretenimento, lazer, patriotismo e diversão.
    O domingo do Super Bowl é tão aguardado pelos americanos como o domingo de carnaval é aguradado pelas comunidades do Rio que participam dos desfiles das escolas. É isso. Valorizar o produto, iserindo-o na cultura americana. Criar expectativa. Fazer com que seja um feriado nacional, como Super Bowl de fato é.
    A NFL faz muito bem isso com o futebol americano, já os clubes e federações do Brasil… Bem deixa pra lá. Abraço Juca.

  23. Mas eles não tem adriano e valdivia que ganham sem jogar e nem andres que fatura 75.000 por mês da cbf , e nem um comandante do naipe do ricardo teixeira.

  24. Victor Lima disse:

    Caro Juca.
    sou seu fã a muito.
    Fã de futebol e Football Americano há muito tempo.
    Você viu o Estádio? Viu como se organiza um show em 10 minutos? Será que temos capacidade?? Temos SIM. Mas nossos dirigentes, políticos….. Mas alem dos dirigentes e políticos, o que me assusta são algumas declarações de jornalistas , coisas do tipo:
    “Os Estádios no Brasil não precisam ser iguais aos da Inglaterra, Espanha, França….” – POR QUE NÃO??? Por que não podem ser confortáveis, lugares marcados, gramados impecáveis, sem alambrado?
    “Temos que proibir bebida alcóolica nos Estádios” – POR QUE?? Inglaterra, EUA, Espanha, Italia vendem.
    “O nosso futebol é uma arte, não precisa de mais nada para chamar o público” – O mundo inteiro está aprendendo a gostar de Football Americano por causa dos filmes (ficcionais) que são feitos, pelos espetáculos antes e durante os jogos, ….

  25. djalma disse:

    que povo chato que só sabe criticar,e acha que comercial e linense,sao melhores do que futebol americano!!
    tem que ter muita paciencia com essa turminha anti-eua!!!

  26. Falcão Tricolor disse:

    Caro Marcus,
    tens de prestar mais atenção ao que se diz. A idéia do Juca aqui é mostrar a diferença de administração da NFL e seus filiados em relação à administração e uma certa Confederação Brasileira da Paixão Nacional e seus filiados. Não se trata de importar o futebol americano, trata-se de importar a seriedade e profissionalismo com que os ianques tratam sua paixão nacional.

  27. Vamos investir mais em esportes genuinamente brasileiros e pouco comentados, como a mineira peteca e o uka-uka dos povos do Xingu

  28. Jairo disse:

    Todos aqui podem falar que o Super Bowl é um show do consumismo, que também é uma farra das empresas, que o futebol americano é entediante e etc., mas DUAS COISAS não podeis negar: que a organização norteamericana é anos-luz melhor que a nossa, e que a sua seriedade também é.

  29. Marco disse:

    Juca, por isso eles são os EUA e nós o Brasil.
    Aos bocos que menosprezam, acordem, o Juca está apenas mostrando os numeros!

  30. Marcus disse:

    JUCA, pelo amor à nossa terra e respeito à nossa cultura (pois esporte É CULTURA), basta com essa história de futebol americano, CHEGA!! Por que os senhores continuam a deixar a poderosa midia americana tentar enfiar esse treco guela abaixo do brasileiro??? Bola oval (SIC), gente de +130 kg correndo que nem louco com o objetivo de derrubar o adversário, medidas (essas, principalmente) da idade da pedra (jarda, pé, polegada, libra??? POUPEM-ME!!!), lances q não duram nem 5 segundos!… PAREM COM ISSO! Enquanto isso estão aí nossas meninas do futebol, futsal, ginástica, quase tendo que pedir esmola pra praticar VERDADEIROS esportes globais. Q q é isso? Em q país estamos? Querido povo brasileiro, precisamos parar com isso, “enough is enough is enough”!!!

    • Rafael Belattini disse:

      Ninguém enfia nada na cabeça de ninguém. Pelo menos não na minha cabeça. Os objetivos não são derrubar o adversário. Esse é o objetivo do judo, e outras lutas. O objetivo do Futebol Americano é chegar no final do campo do adversário. Jardas, pés, polegadas e libras não são medidas da idade da pedra. E você reclama de tudo isso e termina com “enough is enough is enough”??

      Isso sem falar no “pelo amor à nossa terra e respeito à nossa cultura”. Oras, futebol é um esporte nacional, né? Criado aqui, certo?

    • Alex disse:

      Não é nada disso que está sendo dito. O fato aqui é a organização, que devemos aprender, e estamos muito longe disso. Não tem nada a ver o esporte em si, mas sim a organização em que é realizado. Entendeu agora?

    • Dino Cattony disse:

      Meu caro Marcus, boa tarde. Leia o artigo do Juca com um pouco mais de atenção. Não o veja de maneira patriotada. Ele simplesmente esta falando de organização e não do esporte em si. Poderia ser esta organização feita como o foi em Uganda e,tenho a certeza que o Juca também a elogiaria. Trata-se de negócio, de Marketing e não de brincar de fazer eventos. Talves o amigo seja anti-americano, não importa, o que nos interessa é copiar o que há de bom e não ficar preocupado com o tipo de esporte que esta sendo praticado, ou não. Se da idade da pedra ou não. Posso lhe afirmar que os aficionados daquelas bandas não são menos espertos do que nós por aqui. abraços. O que ocorre é que por nossas bandas somente poucos ganham com eventos deste porte, Ok..

    • Carlos Miguel Falcochio disse:

      Algumas vezes temos que ler além das linhas escritas. Percebe-se que o comentário nos leva a imaginar como seria se isso acontecesse no nosso tão amado futebol (not football – soccer). Será que um dia as mentes se abrirão e os dirigentes entenderão que uma boa organização, sem espertezas, malandragens o bolo cresce e cada um leva mais.
      Enquanto cada um continuar a “tirar o seu o quanto antes” o bolo continua pequeno e para se “ganhar” muito ficarão eternamente no poder até que se ganhe o que imaginam ser o suficiente…

    • Paulo disse:

      Não entendo alguém que fala em valorizar a nossa cultura e usa como exemplos o futebol (inglês) e a Ginástica (que vem lá da Grécia mas passou a ser o que é na Alemanha). A mediocridade do esporte brasileiro só reflete a falta de organização do próprio país. Não sabemos nem criar uma fila por simples falta de respeito e o eterno jeitinho brasileiro. Não gosto da NFL, mas sei reconhecer algo bem feito, muito diferente de jogos que terminam as 00:30 e da incerteza de ir pra casa depois por falta de ônibus e metrô. A NFL e a NBA tem teto salarial e mecanismos para equilibrar as equipes e isso é algo que o esporte brasileiro como um todo – principalmente o futebol – precisa.

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