Atenção: textos de mais de 50 anos atrás…
Sou mestrando em História Social e tenho pesquisado algumas revistas da década de 1950.
Minha pesquisa não está relacionada com futebol ou esporte, mas como fã de futebol tenho “colecionado” cópias digitalizadas de alguns artigos sobre futebol que encontro nas revistas.
Foi na pesquisa, lendo a revista O Cruzeiro de 1958, que encontrei um artigo assinado por Jorge Ferreira no qual ele critica duramente o Campeonato Paulista de 1958 com 20 times além de revelar articulações políticas de bastidores que acabavam comprometendo o próprio futebol.
Nada mais atual, nada mais presente do que agora, quando se discute direitos de transmissão visivelmente relacionados a interesses que não são os interesses do esporte, o futebol, como todo. Mas interesses que comprometem o futebol do campo de forma negativa.
Também me surpreendeu, embora se considere essa época como a fase de outro do esporte, o jornalista fala de falta de qualidade técnica nos jogos devido a inflação de clubes.
Enfim, achei este texto delicioso e em cada fragmento eu consigo encontrar semelhanças com as práticas atuais do futebol.
Destaque especial para a fala do jovem Pelé, no fim do texto, e como ele tem a consciência que a saturação de jogos poderiam acabar com sua carreira.
Por isso envio o texto para você, caso se interesse em publicá-lo no Blog, e para mostrar que a forma de fazer política no esporte não mudou muito.
Pensar nas práticas do passado é, no fundo, pensar as nossas própria práticas.
Thiago de Mello Genaro
Campeonato de 58: Sepultura do futebol paulista
Texto de Jorge Ferreira para O Cruzeiro de 6 de setembro de 1958.
O futebol de São Paulo entra em agonia.
A Federação Paulista de Futebol, servindo hoje de trampolim para a obtenção ou consolidação de posições políticas, é mais um viveiro eleitoral do que propriamente entidade que tem sobre os ombros a responsabilidade de zelar pela organização e pelos legítimos interesses do “association” bandeirante.
A irresponsabilidade de sua presidência, o comodismo, a ação ou omissão dos seus filiados de maior prestígio – as direções dos chamados “grandes clubes”, que são o Corinthians, o Palmeiras, a Portuguesa de Desportos, o Santos e o São Paulo F.C. – acabaram por conduzir o futebol do Planalto a uma situação dramática, da qual é ponto culminante esse estúpido e incompreensível e criminoso campeonato 58, disputado por 20 times num prazo de seis meses.
O resultado é que o público se enfada com uma interminável e enfadonha sucessão de jogos (disputados as quartas, quintas, sábados e domingos), dos quais a maioria são de uma mediocridade enervante;
os jogadores são submetidos a um regime cruel, desumano e intolerável, transformados que foram em autênticas máquinas de disputas atléticas e em pobres prisioneiros de concentrações;
a técnica foi banida já que as equipes não dispõem de tempo necessário para treinos coletivos, onde corrigem falhas individuais ou de conjunto; os departamentos médicos dos clubes assemelham-se a hospitais, onde os craques contundidos são remendados às pressas, já que também não sobra tempo aos médicos para recuperá-los integralmente;
as finanças desses mesmos clubes vão a garra, pois as rendas são ínfimas na maioria dos jogos e as folhas de pagamentos de salários e de prêmios correm em espiral inflacionária;
a renovação de valores atléticos passou a ser uma mentira, e meninos portadores de excelentes qualidades não podem ser burilados pois mal surgem e são lançados na “fogueira”, queimando-se e comprometendo-se nesse delírio que é o certame paulista.
E a moral desse campeonato caiu aos seus limites extremos: tornou-se corriqueira, no noticiário esportivo da imprensa de São Paulo, a palavra “suborno” – suborno de juízes e jogadores e até de dirigentes.
Que fazem os responsáveis pelos clubes – que afinal é quem sustentam a Federação Paulista de Futebol – que não exigem que o Sr. João Mendonça Falcão, que é o grande responsável por essa situação, novas diretrizes pelo futebol de São Paulo?
Por que dele não exigem a sua própria renúncia a um cargo para o qual sempre revelou ausência de virtudes?
Por que não fazem a “operação limpeza” do futebol que já foi o mais organizado do País, e acabam de vez com a sucessão de escândalos, com esse regime de “chacrinhas”, de compadrismo, de imoralidade?
A Tragédia que o futebol de São Paulo está vivendo acabará comprometendo o próprio futebol brasileiro.
As mais expressivas figuras do futebol paulista, pronunciando-se através de O CRUZEIRO, condenam o campeonato de 58, disputado em São Paulo por 20 clubes.
Paulo Machado de Carvalho, o grande dirigente da seleção nacional que ganhou a “Copa do Mundo”, disse-nos:
- Vinte clubes são demais. E campeonato com 20 clubes, disputado em 6 meses é calamitoso.
Vicente Feola, técnico campeão mundial de 1958 com a Seleção Brasileira, foi incisivo:
- Nas condições atuais, sou visceralmente contra campeonatos com 20 clubes.
O número é excessivo e o calendário da F.P.F. é exprimido.
Temos, em seqüência, um jogo em cima do outro com os cubes disputando até três partidas por semana.
Vejam o que acaba de acontecer com o São Paulo F.C.: jogou domingo contra a Portuguesa de Desportos, quarta-feira contra o Corinthians e no domingo imediato contra o Santos.
Três “clássicos” em 7 dias!
É um absurdo. Em contrapartida, o público vai ficando enfadado e abandona os estádios. A qualidade dos jogos cai, pois não há tempo para se preparar os jogadores, e as equipes ficam desfalcadas. Esse campeonato é desumano.
E as despesas dos clubes aumentam: existem mais concentrações, mais prêmios e as rendas, ao contrário diminuem. É vital a organização urgente do campeonato de São Paulo.
Do contrário os clubes, juntamente com o futebol, irão à falência.
Athié Jorge Coury, presidente do Santos F.C., declarou:
- Sou contra o campeonato paulista com 20 clubes, porque ele quer dizer exaustão em todos os sentidos: cansa os jogadores, cansa os clubes e, o que é pior, cansa o público. Não há quem resista a essa maratona interminável. E se não se sair dessa inconsciência, pondo-se termo a esse enganoso festim de torneios, onde participam 20 agremiações, o futebol paulista caminhará para o mais melancólico dos fins. Que se busque modificar o que ai está, porque o que se verifica no momento não é esporte: é meio de dissolução, de esfacelamento, porque o futebol é muito diferente desse corre-corre que o avilta e o desmoraliza.
Mário Beni, presidente do Palmeiras, falou:
- Sou radicalmente contra o campeonato com 20 clubes, porque a continuar assim, dentro de dois anos uma grande reserva de atletas profissionais de alta classe estará desaparecida, prejudicando o alto nível do futebol brasileiro. Além do mais, com duas partidas semanais que cada clube grande brasileiro. Além do mais, com duas partidas semanais que cada clube grande disputa, não só há desgaste do plantel – com grave prejuízo para o patrimônio do clube – como fica o público saturado, fazendo declinar as rendas e trazendo, como realmente ocorre, para a vida financeira das associações, profundo desequilíbrio nas contas do Departamento Profissional. O Palmeiras, como tenho certeza os demais clubes, está em regime deficitário no seu setor de futebol. Devemos reorganizar o campeonato, que não poderá contar, na minha opinião, com mais de 12 disputantes. A continuar assim, chegaremos à ruína.
O Sr. Alfredo Inácio Trindade, presidente (ao que parece perpétuo) do grande e queridíssimo Corinthians, escapou de uma definição clara face ao problema. Quando lhe perguntamos se era contra um campeonato com 20 clubes, disse:
- Um campeonato com 20 clubes tem os seus lados bons e os seus lados maus. Acredito que na atual situação deveríamos esperar o término do presente certame, quando então teríamos uma experiência melhor que possibilitaria um estudo mais acurado do problema.
- Acha que é necessário reorganizar-se o campeonato?
- É claro que é necessário uma reorganização. Um campeonato com 20 clubes pode ser muito bom, e até viável, se os jogos se realizassem apenas aos sábados e domingos. Os clubes teriam, então, o meio da semana para recuperação física e técnica dos seus jogadores.
- Sugere algo nesse sentido?
- A minha sugestão é a seguinte: esperemos o término do atual campeonato e a F.P.F., com as demais Federações, entraria em contato com a C.B.D. para se roganizar um calendário único. Teríamos assim tempo para disputar os campeonatos regionais com quantos clubes quisesse, e os campeonatos brasileiro, sul-americano, etc.
Medicina Condena o Campeonato
O Dr. Dalzell Freire Gaspar, especializado em medicina esportiva e responsável pelo Departamento Médico do São Paulo F.C., afirmou:
- A disputa do Campeonato Paulista na forma posta em execução este ano, é o coroamento do sistema desordenado que orienta o nosso futebol.
A série interminável de torneios, campeonatos, jogos amistosos, copas, etc., anos após anos, sem períodos racionais de repouso físico e também psíquico conduz o atleta a um estado prematuro de estafa em várias ordens.
O superesforço seguido de um descanso suficiente para a recuperação orgânica e para um ajustamento psicológico é absolutamente indispensável para uma boa produção futura e para que um desgaste ininterrupto não condicione a duração efêmera da vida profissional do atleta.
No entanto, isso não é levado em conta. O período de atividade esportiva vai de janeiro a dezembro, por força de imposição de ordem financeira. Mas se esse é o aspecto usual e obrigatório do futebol brasileiro, onde paradoxalmente o jogador é mantido pelo seu próprio desgaste, tudo piora consideravelmente com a imposição de um campeonato paulista tipo guerra. São jogadores de 20 clubes que se digladiam duas vezes por semana desrespeitando leis humanas e esportivas, atrás de cobiçados pontos e “bichos”. Esforço demasiado e descanso deficiente. Impossibilidade de treinamentos e separação quase permanente de convívio familiar. Desinteresse lógico e compreensível por melhores exibições. Estafa física e mental. Sob o ponto de vista médico, este é um campeonato condenado. Estão exterminando com ele o bom futebol paulista. Há um estado de falência financeira, pobreza de espetáculos técnicos e comprometimento das condições físicas dos atletas. Para a prática de esportes, e muito especialmente do futebol, todo o organismo entra em função. Em relação aos músculos, para que se efetue a sua contração que põe diretamente o corpo em movimento, muitas substâncias entram em jogo, transformando o organismo em um laboratório químico em grande atividade. Reações se processam e há formação de elementos tóxicos que precisam ser neutralizados ou eliminados. Para que haja bom estado atlético é necessário que o repouso entre os períodos de atividade seja suficiente para a recuperação integral do tecido muscular. O coração também colabora diretamente na atividade física. Se no estado de repouso ele envia cerca de 8 litros de sangue pro minuto ao organismo, no esforço seu rendimento tem que ser muito maior, chegando a fornecer mais de 30 litros no mesmo espaço de tempo. E o coração submetido a um regime de trabalho exagerado, também necessita de repouso. Incluindo-se ao sistema muscular e à circulação os aparelhos respiratório digestivo e urinário, sem falarmos no sistema nervoso e nos componentes psíquicos que colaboram decisivamente na prática esportiva, pode-se concluir que um atleta está sujeito a um estado de desequilibrio com sérias consequências, atuais ou futuras, se não for submetido a um regime de recuperação integral. O campeonato Paulista é antifisiológico. Muito desgastante, pouco útil para o restabelecimento do equilíbrio orgânico, além de contusões de várias ordens, próprias do futebol. Urge modificar esse estado de coisas, se não quisermos encurtar a vida profissional dos nossos atletas.
Extremos que se tocam
Visceralmente contrários a esse campeonato-suicida, são também os jogadores.
Zizinho, o mais experimentado os craques brasileiros e um dos maiores nomes já surgidos no “association” universal, foi taxativo:
- Esse campeonato é desumano. Tira-nos, até, o direito de conviver com a família. Não rendemos em campo, mas nos esfalfamos. Não treinamos, para corrigir nossas falhas, cansamo-nos e cansamos o público. O nível técnico do jogador é irremediavelmente comprometido. Não há tempo para anda, nem para recuperação física do jogador machucado. Somos, muitas vezes, obrigados a atuar em más condições orgânicas, e se falhamos somos incompreendidos pela torcida, pelos cronistas e prejudicamos o clube. Estou vendo “meninos” com língua de fora. Esquecem-se de que o jogador é feito de carne e osso. Quem, afinal, perde com isso? Nós, o público, as associações e o grande futebol de São Paulo.
Os 18 anos incompletos de Pelé, e o seu assombroso futebol, embasbacaram o mundo. Pois o menino Pelé também condena veementemente o campeonato paulista:
- É uma doidice o que estão fazendo. Ninguém aguenta essa corrida desenfreada. Clube que não tiver um monte de reservas, e reservas bons, vai ser passado para trás. Porque os “pequenos” declararam guerra aos “grandes”, e eu, particularmente, tendo sido “caçado” duas vezes por semana. Graças a Deus, não conseguiram ainda me acertar direito, mas pode escrever que se me machucarem, eu não entro em campo enquanto não estiver bom de vez. Sou moço ainda, e não quero me acabar para o futebol tão cedo. E esse campeonato é de acabar com a gente. Estão matando não apenas os jogadores, mas o próprio futebol paulista.
Nota do repórter – Deveriam figurar, neste desfile de depoimentos, as declarações do Sr. João Mendonça Falcão, presidente da Federação Paulista de Futebol. Acontece que ao receber o esquema de nossas perguntas, afirmou que “não era empregado de jornalistas” e que responderia no prazo que bem entendesse. A urgência do assunto não nos permitia, lamentavelmente, esperar pelo bom fígado do Sr. Falcão.

A bola pune!
Sabem porque o “Paulistão”, virou “Paulistinha”? Simples:
““O Campeonato Paulista está pagando mais que a Libertadores. Sou membro do Comitê Executivo da Conmebol e tenho dito isso por lá. Eles me perguntam quanto e eu mostro os números”, falou Del Nero, em entrevista à Rádio Globo, nesta sexta-feira.”
Só mesmo corintiano para considerar o que este cara, Marco Polo, o Inventor, diz.
Também compram qualquer coisa, até caixa vazia, como está cansado de vender o seu presidente.
Aldredão. To me lixando pelo tal Del Nero. O fato que relatei, e você não contestou é que o “paulistinha” (desprezado), remunera mais que a Libertadores.
Engole essa!
Os times paulistas que disputam a série A, B, C deveriam entrar depois no paulista em meados de fevereiro. Antes disso os outros poderiam disputar por pontos corridos para entrar na segunda fase do campeonato com um máximo de 12 clubes …. o rebaixamento deveria ser por índice técnico, precisamos reinventar o estadual, como um preparatório para a temporada e colocar jogos com melhor qualidade …. ou então copia o sistema do Rio que é o mais interessante !! dois grupos dois grandes de cada lado e boa, fácil, simples e sempre tem clássico …
O Campeonato Gaúcho é igual ao do Rio, pq só comentam estes dois o Brasil por acasso tem somente dois estados ?
Xará,
que engraçado não. Passados já mais de 50 anos e a coisa continua a mesma.
De um lado o São Paulo, tendo como interlecutores, Paulo Machado de Carvalho, Feola, Dr. Dalzell, Zizinho, se rebelando com os ditames da famigerada FPF, já naquela época sem a maior noção do que é administrar futebol.
E do outro lado o presidente do Corinthians, Inácio Trindade, dizendo: “pode ser bom pode ser ruim, não sei, muito pelo contrário, precisamos esperar com a FPF, ouvir o que a CBD tem a dizer…”
Os Palmeirenses e os Santistas, são café-com-leite.
Coincidência Xará, após 50 anos?
Ou é coisa de DNA?
Timão invicto, Liedshow., freguesada toda enquadrada.
Eita paulistinha chato né? Até pesquisa de papelada velha é desenterrada. ahahahahahahahahaha
Sr Juca
Não entendo essa necessidade insana da imprensa em acabar com os campeonatos regionais!
Desnecessário dizer que nós, torcedores, não temos interesse na extinção dos mesmos.
Prá nós paulistas, podem acabar os outros regionais, não o nosso!
Se existe um monte de interesses escusos por tráz desses regionais, não é diferente de nacionais, internacionais, sulamericanos ou mundiais.
Que se apurem esses fatos, que se denunciem essas falcatruas, que se punam os culpados, que se organizem os calendários, mas que não extinguam o futebol de nosso estado.
Reflitam senhores! Se só tivermos nacional, como a maioria de nós interioranos, vamos ver jogos de futebol ao vivo, ali, no campo. Como vamos ver os craques jogando bola!
Essa falácia que jogar duas vezes por semana é desumano, é mais velha que o próprio futebol. Sempre foi assim, aqui e no resto do mundo onde o futebol tem alguma importância. Sempre se jogou duas vezes por semana. E não tem nada de desumano, é perfeitamente plausível e possível, sem prejuízo para os jogadores. Não sou médico, fisioterapeuta ou coisa que o valha para afirmar isso. Mas os jornalistas tambem “não o são”. E só para citar um exemplo que corrobóra minha tese; Mané Garrincha se “deixassem” jogava todo dia e era o jogador que era!
Os dirigentes de hoje são a mesma “porcaria” de antigamente. O problema é que o craque de hoje é a “porcaria” que o de antigamente “não” era. Hoje só jogam por $$$$, antigamente jogavam porque gostavam de jogar bola e se divertiam dentro do campo. E nós víamos espetáculos!!! Hoje não tem mais espetáculo é “apenas” um jogo de bola. E muitos de nós só temos isso prá ver.
Mas, devo tranquilizá-los! Infelizmente o campeonato paulista está fadado à extinção natural, não precisam ficar queimando os neurônios na ânsia de acabar com ele. Nossos clubes interioranos estão quebrando, falindo, morrendo…
Nós do interior vamos ter que procurar outro tipo de espetáculo prá ver. É triste!
O Tempo passa, as coisas mudam, mas já naqueles tempos tinham repórteres chatos e Cri-cris, procurando sarna para se coçar….
Em um post abaixo do Flávio, conta exatamente o que aconteceu….naquele mesmo ano Pelé marcou 58 gols no Paulista, recorde até hoje, nos anos 60, o Palmeiras deixou de disputar a Libertadores, para priorizar o Paulista.
O São Paulo, construia o Morumbi, para depois tornar-se um dos maiores vencedores do Brasil, O Brasil campeão naquele ano, tornou-se a maior potencia futebolistica do planeta terra. O Santos encantou o mundo. Pelé marcou mais de 1000 Gols.
Olhando bem, estas reportagens não passam de sencionalismo barato da época.
Outra coisa que não mudou foi o Corinthians, quando o Paulista passou a ter mais times , ele não conseguia ganhar, A Maioria dos Titulos do Corinthians, eram no tempo do amadorismo, em que tinham 4 ou 5 times…
Depois de 58, o Interior Paulista cresceu e muito, a Ferroviária nos anos 60, e principalmente o Guarani de 1978, e os grandes times da Ponte Preta nos anos 70, Nos anos 80 também haviam grandes equipes, São José , Internacional de Limeira e foi até o começo dos anos 90 com o Bragantino de Parreira e Mauro Silva.
Então a imprensa tratou de acabar com os estaduais, e acabando assim com a estrutura dos times do Interior, grande celewiro de revelações, enfraquecendo cada vêz mais o futebol brasileiro.
Olhando bem esta reportagem não deu em absolutamente nada, repórter fraquíssimo da época, péssimo como adivinhador do futuro. No demais, Ser Humano sempre foi corrupto, autoritário, e isto não é novidade nehuma.
¨Mais de 50 anos depois o futebol Paulista ainda domina o Brasil. Então nada do que previa aconteceu.
figura ridicula esse tal andres sanches pensa que so ele sabe de futebol neste pais fez um casamento com outro mais ridiculo que ele o tal do RT depois não chorar lagrimas de sangue kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Matéria fantástica esta de O Cruzeiro! Nos mostra que a história também se repete no nosso querido esporte, tanto em organização como também na aposta em velhos medalhões, como a contratação de Mestre Zizinho pelo tricolor em 57 e Rivaldo agora em 2011, só espero que este tenha uma sorte igual ou melhor que àquele.
Pois é Juca, esse texto vem provar q a sua tese sobre o Camp. Paulista é totalmente errada.
Se a mais de 50 anos já reclamavam (tá vivo até hoje), e segundo vc mesmo disse dias atras, q nos anos 80 ele era bom, isso prova q o C.P. deve ser melhor organizado e não acabado.
Quanto ao depoimento do REI PELÉ,
Segundo eu sei, no campeonato de 1958 ele fez 58 gols (maior artilharia até hoje), vc queria o q? q ñ batesse nele?
Se NEYMAR,GANSO,KLEBER,VALDÍVIA,LUCAS(s.p.f.c.) são caçados hoje,
Pelé ser caçado era absolutanente normal.
53 (cinquenta e tres) anos se passaram, e a “farra” continua a mesma. Deixei a 2 (dois) anos de frequentar jogos de futebol, Cansei de tanta “sacanagem”, roubalheira, arbitros desonestos, jogadores mediocres, preços abusivos, transito, falta de estacionamentos e tudo o mais. Chega, parei. Assisto pela TV e quando o jogo esta ruim mudo de canal. Tenho um time que torço, mas sem mais aquela veemencia de outrora. Realmente cansei………………………………….
Não acredito que a diretoria do Santos foi atrás daquele lunático do Dunga para dirigir o Peixe? Esqueceram do que ele fez com a seleção? Pior técnico da história do Brasil. Não queiram manchar a dignidade do Santos contratando um incompetente de 5ª categoria para dirigir o Peixe. O Santos não pode ter um cara desse nível para ser dirigido.
Humm, não sei se o Dunga seria pior que esse Adilson Batista, pelo menos o anão não inventa, escalar zagueiro de ala, ala de volante, volante de ala e pasmem, Neymar de meia, só na cabeça desse prof. Pardal mesmo.
Não querer o Dunga no Santos, tudo bem, é direito de torcedor mas dizer que foi o pior técnico da Seleção Teixeira, digo, Brasileira; é exagero. Dunga tem um bom retrospecto de vitórias, peitou a Globo e a própria CBF. Seu estilo é polêmico, contestado mas foi melhor que alguns…
Peixe da Baixada,
O Dunga só perdeu a Copa por falha do Felipe Melo no jogo da Holanda, o do Goleiro
do Galvão Bueno, vc. esquece se tivesse em campo Elano e Ramirez a História
poderia ser outra, não concordo de s/ teimosia e a mal convocação de alguns
jogadores e não tô aqui p/ defede-lo, mas pensando bem o Dunga teve uma boa
passagens pela Seleção, é só ver o Numeros!!!
E a Globo vez uma campanha contra ele, daquele episódio de s/ Reporter, a Globo
queria ficar fazendo theatrinho c/ os jogadores e OBA OBA, o Dunga cortou, ele tava só
pensando no trabalho, sem ficar de OBA OBA!!!
rsrrsrsrsrsrsr nem o Dunga quis treinar os catarrentos do peixe,tão com a moral em alta,chama o Lazaroni……..
Bom registro histórico que vale pela constatação de que as mutretas no futebol vêem de longa data. Mas piorou muito. O Mendonça Falcão, hoje, talvez fosse visto como uma Madre Tereza ou como um ingênuo aprendiz.
Torneios com 20 clubes já eram rotineiramente realizados na Europa naquela época e continuam sendo até hoje e com grande sucesso. Também não passa pela cabeça de ninguém jogar só uma vez por semana nos dias de hoje.
A medicina esportiva e a preparação física evoluiram muito e os atletas também não querem se apresentar apenas uma vez por semana porque perderiam espaço na mídia e faturariam menos com direito de imagem, gratificações etc.
Não há nada errado em jogar duas vezes por semana. Na Europa é assim, nos vizinhos sulamericanos é assim e todos estão satisfeitos. O que falta no Brasil é oprganizar o calendário para que os regulamentos dos torneios não sejam estapafúrdios como costumam ser.
O Paulistão com OCTOGONAL decisivo, por exemplo, é uma piada. Os oito classificados vão disputar a vaga para as semi numa partida única sem vantagem de empate para o melhor classificado, o que significa que a fase classificatória com 19 rodadas não vale nada. O time joga 19 vezes, termina em primeiro ou segundo e joga tudo numa partida só sem nenhuma vantagem prévia. Fizeram isso, confessadamente, apenas porque os quatro chamados grandes não vinham conseguindo se classificar para o quadrangular decisivo que pelo menos era disputado em dois jogos com mando invertido. Enfim, conseguiram piorar o que já era ruim.
O Paulistão dispões de 25 datas para ser disputado. Com apenas 5 datas a mais poderia ser definido com 16 clubes, pontos corridos, todos contra todos em turno e returno e, aí sim, se transofrmaria num grande campeonato.
Sempre que esse assunto aparece por aqui, volta a tona o mesmo blá, blá, blá de futebol na Europa.
O problema é que o Brasil não é Europa, não dá para comparar os dois no futebol. Na Europa, realmente, há times que jogam duas vezes na semana com frequência, mas já parou para reparar se são sempre os mesmos jogadores? Lá é mais comum ter rodizio de jogadores, geralmente quem entra tá próximo de quem sai em nível técnico, não há tantos jogadores assim de nível extra-classe ou pelo menos ótimo no cenário mundial mesmo.
Aqui é que é um Deus no acuda quando um jogador titular se machuca, geralmente o reserva tá muito abaixo, fora o tipo de treinamento que é diferente, o nível de correria do futebol praticado aqui e a cobrança que por aqui, a coisa rola bem mais solta, onde o jogador faz o que quer no extra campo e não recebe qualquer punição quando isso visivelmente prejudica seu rendimento em campo.
No curto prazo um time até consegue jogar duas vezes por semana, mas se manter nessa maratona por um certo tempo, vão aparecer inúmeras lesões na certa.