Pênaltis em profusão. E Timão
No Beira-Rio (6.483 pagantes), aos 16, de pênalti batido por Alecsandro, o Inter fez 1 a 0 no até então invicto Ceará.
Kléber, no segundo tempo, tratou de fazer 2 a 0, ajudou seu ex-clube Corinthians, mas, fundamentalmente, mostrou ao São Paulo a dureza que será passar pelo Colorado na Libertadores.
Michel ainda diminuiu para o Ceará, 2 a 1, mas foi tudo.
No Serra Dourada (18.544 pagantes), aos 36, de pênalti batido por Petkovic, o Flamengo fez 1 a 0 no lanterna Atlético Goianiense, que veio da Segundona para voltar.
O Mengo cresce, apesar de tudo.
No Pacaembu (22.163 pagantes), com 1 minuto, Dentinho sofreu pênalti e Chicão bateu para fora.
O Corinthians mandou nos primeiros 10 minutos, diminuiu o ritmo e ainda tomou uma bola no travessão no último minuto, de Neto Berola.
O Galo ganhava seu primeiro ponto fora de casa e o Corinthians perdia seus primeiros dois pontos em casa.
O alvinegro mineiro sentia falta de Diego Tardelli, suspenso, e pôs Fabiano no segundo tempo no lugar de João Pedro.
Já no alvinegro paulista saiu o inútil (como Danilo) Iarley e entrou Jorge Henrique.
E como o Corinthians voltou a mandar no jogo e ficar muito próximo de fazer seu gol, o Galo botou Diego Souza para jogar no lugar de Neto Berola.
William Morais substituiu Dentinho, que era o melhor em campo, mas sentia dores.
O Corinthians abusava do direito de perder gols, com óbvios problemas de finalização depois de 40 dias só treinando…
Aos 21, Ricardo Bueno teve a chance de fazer o gol do Galo, mas cabeceou muito mal.
Seria o castigo que a incompetência ofensiva do Corinthians merecia.
Jucilei entrou no lugar de Ralf.
E Fernandinho entrou no lugar de Ricardinho, no Galo.
Até que, aos 35, Bruno César chutou da entrada da área, a bola desviou em jairo Campos e botou o Timão na frente: 1 a 0, para festa de mais de 24 mil torcedores.
Era justo, mas sofrido demais, até porque, aos 43, Júlio César fez grande defesa para segurar o triunfo.
E o Galo segue 0% fora de casa, mas não faz mal, porque, segundo seu técnico, o time é para o ano que vem.
E o Corinthians segue 100% em casa, embora precise melhorar, e muito, a pontaria.
Com a derrota do Ceará, é, também, o único invicto no Brasileirão, além de líder isolado.
Na Ressacada (8.329 torcedores), o Palmeiras de Felipão saiu na frente com Gabriel Silva, aos 11, em rebote de falta batida por Marcos Assunção.
O Palmeiras jogava melhor, mas recuou.
E o Avaí virou com Caio e Robinho, aos 24 e aos 40, depois que Kléber perdeu gol feito.
Mas Pará foi expulso aos 43 e o time catarinense de Antonio Lopes teria um segundo tempo duro pela frente.
Tanto que, logo aos 9, Kléber, de pênalti, empatou: 2 a 2.
Felipão tirou Lincoln, Pierre e Márcio Araújo, para as entradas de Vinicius, Tinga e Tadeu em busca da vitória, mas não deu.
Deu, aliás, a vitória catarinense, que mandou bola no travessão alviverde, aos 31 e, no rebote de pênalti, aos 45, com Caio, venceu com heroismo, 10 contra 11.
Para coroar, aos 47, Roberto fez lindo gol ao driblar o goleiro Deola e marcar 4 a 2.
Felipão viu o tamanho do problema que tem pela frente.
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