Que sufoco, São Paulo!
Com Fernandinho no ataque e Washington no banco, o São Paulo fez um primeiro tempo pavoroso, indecoroso mesmo no Morumbi, diante da frágil equipe do Universitário.
Que lembrou o Juventus da rua Javari não apenas no uniforme grená, mas, também, na retranca que o clube da Mooca celebrizou sob o comando de um técnico chamado Milton Buzzeto.
Sem ninguém alto na frente, no entanto, o São Paulo insistia nas bolas alçadas na área, algo que parou de fazer quando, no segundo tempo, tinha Washington no lugar de Jorge Wagner.
Mas, aí, o tricolor foi só pressão e criou diversas chances de gol, com Dagoberto, com Marlos, com Washington, com Cicinho, que não foi bem de novo, enfim, até bola no travessão o time paulista mandou, com Marlos na pequena área.
Mas gol que é bom, necas.
E a torcida, impaciente, pôs-se a entoar o nome de Telê nas arquibancadas.
Porque, na verdade, o São Paulo perdia gols por puro desespero.
E o time peruano espanava para todos os lados, acostumado a empatar sem gols, tanto que, em oito jogos, conseguia seu quinto 0 a 0, o sexto empate, e permanecia invicto.
E vieram os pênaltis, para desespero de 43 mil torcedores.
Os peruanos fizeram 1 a 0 e Rogério Ceni desperdiçou a cobrança brasileira.
Os peruanos bateram no meio do gol e Rogério Ceni se recuperou, ao defender com o pé esquerdo.
Hernanes fez 1 a 1, com uma categoria impressionante.
Os peruanos bateram mal de novo e Rogério defendeu bem outra vez.
Marcelinho Paraíba fez 2 a 1, em bola que bateu antes na parte de dentro da trave.
Os peruanos bateram para fora.
E Dagoberto fez 3 a 1 para botar o São Paulo nas quartas-de-final.
No sufoco.
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