S.O.S. Campinas!
Vinte e oito anos atrás, em 1978, a revista "Placar" estampava em sua capa a foto de uma "seleção" de Campinas.
Com seis jogadores da Ponte Preta, vice-campeã paulista do ano anterior e, também, do ano seguinte, e cinco do Guarani, campeão brasileiro daquele ano.
Um timaço: Carlos, Oscar, Mauro, Polozzi, Zé Carlos e Odirlei, em pé; Lúcio, Renato, Careca, Zenon e Tuta.
Desses, Carlos, Oscar, Polozzi, Zé Carlos, Renato, Careca e Zenon fizeram história.
A maioria revelada lá mesmo, em Campinas.
De muitos anos para cá a situação mudou.
Dramaticamente.
Numa das regiões mais ricas do país, Macaca e Bugre foram assolados por espertalhões que simplesmente vampirizaram suas forças.
E hoje o Guarani caiu para a Terceira Divisão brasileira.
E amanhã, muito provavelmente, a Ponte Preta cairá para a Segunda.
O nome que "Placar" deu ao time hipotético que montou era Campinas F.C., que acabou sendo o dado por Careca ao clube que fundou e que ainda não fez o sucesso que ele esperava.
Talvez esteja aí uma solução, polêmica, dolorosa, delicada, complexa: juntar tudo num clube só, com o nome da cidade, de uniforme branco com uma faixa verde atravessada no peito.
Porque Campinas pode, se seu futebol for tomado por profissionais, não por espertalhões.
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Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/