Blog do Juca Kfouri

Dez propostas para mudar o futebol brasileiro
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Juca Kfouri

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O Grupo Lance, que edita o diário de mesmo nome, lançou campanha para debater com seus leitores as mudanças necessárias para o futebol brasileiro voltar a ser o que já foi.

Confira os 10 pontos sugeridos ao debate:

1) Uma nova gestão – com uma CBF mais democrática com ampla participação da sociedade e profissionalização;

2) Criação de mecanismos que assegurem a destinação dos recursos da CBF em benefício do futebol;

3) Criação pela CBF de condições para democratizar a prática e formar profissionais para evolução do futebol;

4) Mudança no calendário do futebol, com a adoção das temporadas com início no segundo semestre do ano, a exemplo da Europa;

5) Formação da Liga de Clubes;

6) Clubes que se transformarem em “Sociedades Empresariais” terem regime tratamento diferenciado;

7) Autonomia de atuação para os coordenadores técnicos e treinador da seleção brasileira atuarem em todas as categorias, desde a formação na base;

8) Segurança nos estádios, com cumprimento do Estatuto do Torcedor e combate à violência;

9) Criação da profissão de árbitro, ampliação dos investimentos na formação desses profissionais e plena independência da comissão de arbitragem em relação à CBF. Além de a Justiça Desportiva, o STJD e os tribunais regionais passarem a ser um braço do Judiciário;

10) Combate à pirataria.


Nada de novo sob o sol
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Juca Kfouri

Até as traves sabem que enquanto não se romper a estrutura de poder que vigora há décadas em nosso futebol nada, de fato, mudará.

Por aqui discutimos muito mais as consequências do que as causas.

O nome do novo velho técnico pouco importa porque se fosse o de Pep Guardiola daria no mesmo.

O problema do futebol brasileiro é muito maior do que ganhar Copas do Mundo, tanto que já ganhou cinco e segue o cacareco que é, incapaz de organizar ao menos um campeonato atraente e rentável.

Ganhar Copas interessa aos cartolas da CBF e seus patrocínios milionários, em regra oportunistas, mas que fazem a alegria deles e de seus intermediários.

Ao futebol brasileiro interessa renovar-se, voltar a criar talentos, ter jogos bem disputados e estádios cheios, com jogadores que entendam o esporte que praticam e técnicos conscientes de que o papel deles deve ser o de maestros que garantam bom espetáculos.

Para isso é necessário um choque de gestão, uma ruptura, uma revolução que certamente não será comandada pelos herdeiros de João Havelange, o idealizador de uma festa para poucos eleitos.

O Brasil jamais foi “o país do futebol” embora goste de autoenganar-se a respeito.

Já foi, sem dúvida, o maior produtor de talentos do futebol mundial, mas faz tempo que não é mais.

Por enquanto é o país do 7 a 1.

Seguirá sendo com esta gente que está aí.


Sobre o quanto pior, melhor
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Juca Kfouri

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Será oportuno lembrar aqui a discussão travada antes da Copa do Mundo com os que diziam que torceriam contra a Seleção Brasileira porque, assim, derrotada, as coisas, enfim, mudariam na CBF.

Não poucas vezes foi dito aqui que o raciocínio era fraco e a esperança vã, que, numa frase, quanto pior, pior.

Não deu outra.

A Seleção não se limitou a perder a segunda Copa do Mundo no Brasil.

Acabou derrotada como nunca jamais na sua centenária história — 10 gols em 180 minutos.

E o resultado está aí: José Maria Marin, que prometeu ir para o inferno, ficou na CBF — e mudou a comissão técnica para não mudar nada, até voltou no tempo e no espaço.

Porque, não duvide, quanto pior, pior!


Bimbalham os sinos do autoritarismo e da arbitrariedade
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Juca Kfouri

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Não conheço a militante Sininho.

E sei que alguém dirá que quem vê cara não vê coração.

Já ouvi o diabo em relação a ela.

Até que destruiu o casamento de Marcelo Freixo, uma calúnia como outra qualquer, como ouvi numa discussão entre colegas na Granja Comary, vinda de um jornalista da rádio Globo carioca, não no ar, fique claro.

O que sei é que num Estado democrático as denúncias contra ela soam exageradas, de uma polícia que não é confiável e de uma Justiça, infelizmente, com mais pecados que virtudes.

Cuidado, pois.

Transformar a Sininho em nosso Bin Laden ofende a cidadania, a liberdade, os direitos civis e nos remete a um passado relativamente recente que lutamos para sepultar.

Muita calma nesta hora.

E a necessária indignação contra o que pode ser uma injustiça irreparável em nossa incipiente democracia.


O Exterminador do Futuro
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Juca Kfouri

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Mas deixemos certas coisas bem claras:

por mais que haja pecados nas vidas pregressas de Dunga e de Gilmar, se há algo de que ambos não precisam, pelo que já fizeram no futebol, é do aval da dupla Marin/Nero, que exterminou o passado, extermina o presente e o futuro, assim como Gallo é uma incógnita e apenas uma incógnita.

Imaginar que eles diriam não aos cartolas seria apenas ingenuidade.

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Desânimo
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Juca Kfouri

Quando vejo os nomes de ex-presidentes do Flamengo que exigem mudanças no futebol do clube para o time não ser rebaixado pela primeira vez me dá um profundo desânimo.

Tem quem já tenha sido vitorioso um dia para capitular de maneira indecente em seguida; tem os maiores responsáveis pela dívida impagável do clube; tem de tudo.

E tem também a arrogância, incompetência e permanente conflito de interesses do atual manda-chuva, o que de fato manda.

Daí não ter mudança de lei ou anistia que dê jeito no futebol brasileiro enquanto o poder não for democratizado e a gestão 100% profissional instituída, com a devida responsabilização dos dirigentes.

No momento, ao Flamengo, só resta contratar o advogado do Fluminense.


Maldições
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Juca Kfouri

Se vencer a Copa das Confederações é sinal de que a Copa do Mundo terá outro campeão, a Copa do Brasil que volta à baila neste meio de semana não tem trazido sorte aos seus últimos ganhadores.

O Vasco, campeão em 2011, está na Série B.

O Palmeiras, campeão em 2012, caiu no mesmo ano para a Segundona.

E o Flamengo, campeão de 2013…deixa pra lá.


Até amanhã…
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Juca Kfouri

Desisto.

Meia noite e meia em Copenhagen.

Para desfazer a má impressão do 0 a 0 entre Vitória e Corinthians –além de uma sucessão interminável de passes errados e faltas para parar o jogo –, aciono o jogo do Fluminense contra o Santos.

O que vejo no primeiro tempo?

Outro 0 a 0, como, aliás, nos dois outros jogos da noite, outra sessão de passes errados (mais de 50 em 47 minutos), faltas para truncar o jogo e, também como o habitual, estádio vazio.

Além dos técnicos, os jogadores precisam prestar atenção ao que estão fazendo contra o ofício deles.

Porque ninguém aguenta e, daqui a pouco, ninguém mais pagará por isso.

O Brasil acabou de ver um futebol diferente em pelo menos 30 seleções.

De velocidade, jogo coletivo, passes certeiros, busca incessante de gols, abnegação, marcação no mais da vezes leal.

Também não aguento.

Desligo o computador, a luz e vou tentar dormir.

Boa noite, Brasil…