Blog do Juca Kfouri

De 1 a 1 em 1 a 1 ninguém enche o papo. Mas com 2 a 1….

Começou o décimo Campeonato Brasileiro em pontos corridos.

E na primeira de 38 rodadas ficou claro que, no Flamengo, as férias fizeram bem só para o goleiro Paulo Vitor, que fechou o gol na febril Ilha do Retiro (28.626 pagantes), apesar de o Sport ter perdido lá, uma semana atrás, o título estadual.

Mas para o rubro-negro pernambucano ganhar do rubro-negro carioca tem sabor especial, como se continuasse a decidir o título brasileiro de 1987.

E o Leão foi para cima, sem que o Mengo ameaçasse, embora o 0 a 0 tenha permanecido, injustamente, até o intervalo.

O segundo tempo transcorreu no mesmo ritmo e por mais que a torcida do Sport tema voltar para a segunda divisão, quem tremia era o caríssimo time do Flamengo, com Ronaldinho, Love e tudo mais.

Até que, aos 12, Marquinhos Gabriel pegou uma sobra de bola na entrada da área e concluiu com categoria, sem chance para o goleiro.

Era justo e era pouco.

Joel Santana tirou Bottinelli e pôs Deivid, aos 17.

Na primeira participação dele, pôs Love na cara do gol e o atacante desperdiçou mandando na nuvens, na primeira chance real do Flamengo.

O Flamengo melhorou e Kleberson achou Love novamente em posição privilegiada e, desta vez, o 9 não perdoou e empatou: era o castigo imposto a quem perdeu tantos gols e o prêmio ao goleiro Paulo Vitor: 1 a 1.

No finzinho, o travessão salvou o que seria um gol contra de Wellington, o da vitória do Sport

No Pacaembu  (com 8.939 pagantes) o jogo entre Palmeiras e Portuguesa foi sem sal até que Luan marcasse o primeiro gol do Brasileirão, aos 37 minutos, em belo chute de fora da área.

A Lusa é candidatíssima a voltar para a Série B e o Palmeiras tem elenco para disputar vaga, no máximo, para a Copa  Sul-Americana.

 

Perdendo, a Lusa tentou no segundo tempo o que não buscara no primeiro, o que deu espaço para o Palmeiras buscar a definição do jogo num contra-ataque vadio.

A verdade é que a Lusa se impôs, revelando a fragilidade alviverde, embora o jogo tenha melhorado, com as chances se alternando, até que, no fim, veio o empate com Rodriguinho, que subiu sozinho para fazer o 1 a 1.

Nos acréscimos, Maikon Leite chutou no travessão, mas, como se sabe, bola na trave não altera o placar.

Dois empates em 1 a 1 na primeira rodada que ainda terá Figueirense e Náutico, às 21h.

No Recife, injusto para os donos da casa, pois caiu do céu para os visitantes.

Em São Paulo, sem contestação.

Mas empatar, neste tipo de campeonato, é sempre pouco.

Coisa da qual o Figueirense, em casa, escapou no último minuto, quando fez 2 a 1 no Náutico, que saiu do Recife e foi à Floripa para empatar, mas não conseguiu segurar o que seria o terceiro 1 a 1 do Brasileirão diante de 5.315 torcedores.

Caio e Fernandes fizeram os gols do Figueira e Araújo, de pênalti, o do Timbu.

 

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Chelsea campeão da Europa! Futebol tem dessas coisas…

AFP

 

Thomas Muller fez, aos 83 mimutos, o gol que daria o título europeu a quem mais o merecia, em Munique: o dono da casa Bayern.

Gol numa cabeçada perfeita, para o chão, à queima-roupa, indo ao travessão antes de entrar, sem culpa para Petr Cech.

O Bayern buscou o gol o tempo todo como se sabia que teria de fazer, porque o Chelsea iria especular em busca de uma bola de ouro para fazer com os alemães o que fizera com os catalães.

Um contra-ataque, uma bola parada, aí estavam as chances inglesas.

O gol daria, mas não deu.

Porque cinco depois, depois de escanteio, Drogba cabeceou com violência para empatar, também sem culpa do goleiro Neuer.

E o jogo foi para a prorrogação, apesar do domínio e de todas as chances germânicas contra a defesa de handebol dos britânicos.

Com dois minutos de prorrogação, Drogba fez um pênalti desnecessário em Ribéry e Robben, mais uma vez, bateu para perder, como todos estávamos todos cansados de saber que aconteceria. Cech defendeu.

E vieram os pênaltis.

Para quem sonhou em ver esta final entre Barcelona e Real Madrid, sem dúvida, havia um ar de frustração.

Vencesse quem vencesse, o futebol de excelência não venceria.

Lahm fez 1 a 0 e Mata perdeu.

Mario Gomez fez 2 a 0 e David Luiz fez 2 a 1.

Neuer fez 3 a 1 em Cech e Lampard fez 3 a 2.

Olic bateu e Cech defendeu, para Cole empatar 3 a 3.

Schweinsteiger bateu na trave e Drogba fez o gol do título.

O pior dos semifinalistas é o campeão, na casa do Bayern.

E lutou para isso, sem dúvida.

Se futebol fosse só que o Chelsea tem, provavelmente eu não gostaria tanto do jogo.

Mas ninguém gostaria é  de estar na pele de Robben…

É claro que, por outro lado, aumentam as chances de o campeão da Libertadores (um brasileiro?) ganhar o Mundial no Japão.

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O edificante humor da diretora executiva do COL

Tire as crianças do blog e imagine como o governo brasileiro e a Fifa avaliarão  demonstrações tão educadas da jovem que ganha R$ 74.600 por mês para ser diretora de Planejamento do Cômite Organizador Local da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Sim, Joana Teixeira Havelange é moça de fino trato, como se vê em seu Facebook.

Depois da famosa entrevista do pai dela à revista “piauí”, não era mesmo o que faltava?

ATUALIZAÇÃO, ÀS 18H10: a indigitada página de Joana Havelange saiu do ar minutos atrás…

Em tempo: o endereço https://www.facebook.com/joanahavelange era público.

ATUALIZAÇÃO, ÀS 18H45 deste sábado, 19: a página voltou no meio da tarde, porque Joana é muito macha! E, agora, ela também ama o Rio...e, talvez, entre para a gang do guardanapo.

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Ei, você aí, o Brasileirão começa amanhã!

Você pode não estar muito ligado, porque, afinal, a Copa do Brasil e a Libertadores estão em fase de decisão e chamam mais atenção, além de os estaduais terem acabado só no último domingo.

Mas, amanhã, com três jogos, começa o Brasileirão-2012.

Sem a pompa e a circunstância que merece, quase clandestinamente.

Às 18h30, o Palmeiras, ligado na Copa do Brasil, recebe uns dos candidatos ao rebaixamento, a Portuguesa.

Outro candidato, o Sport, recepciona o tradicional amigo desde 1987, o desaparecido Flamengo.

E, às 21h deste sábado, para ninguém ver, tem Figueirense e Náutico, deprimidos pelos campeonatos estaduais.

No domingo, sete jogos.

Às 16h, dois favoritos ao título se enfrentam num jogo cujos pontos podem ser decisivos no final, mas que, certamente, não jogarão com força máxima: Corinthians x Fluminense.

Um desperdício.

O Botafogo recebe o São Paulo; o Inter pega o Coritiba; a Ponte Preta tem o campeão mineiro Galo; o Vasco, se poupando, enfrenta o Grêmio, cheio de moral pela campanha vitoriosa na Copa do Brasil; o Cruzeiro joga contra outro Atlético, o Goianiense e, finalmente, os reservas do Santos vão ao Pituaçu contra o Bahia.

Em resumo: o Brasileirão começa muito antes da hora de que deveria começar.

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E atenção para como podem ser as semifinais da Libertadores

Já tem gente dizendo que se o Vélez passar pelo Santos, o que não é provável, Corinthians ou Vasco vão enfrentá-lo.

Não vão.

Porque se o Flu passar, o que é perfeitamente possível apesar de o Boca jogar bem fora de casa, a semifinal será, necessariamente, entre dois brasileiros: Corinthians ou Vasco x Flu.

E caso Vélez e Boca passem, se enfrentarão na semifinal, o que fará com que Corinthians ou Vasco enfrentem a Universidad do Chile ou o Libertad do Paraguai.

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Uma vela para o Santos

O Santos limitou-se,  num desconhecido modo até esnobe, a estar em campo no primeiro tempo em Buenos Aires.

Porque jogar, não jogou.

O Vélez Sarsfield  demorou a partir para cima, talvez desconfiado de que quando a esmola é muita um rival do Santos desconfia.

Mas, quando partiu, fez seu gol.

Aos 35, de Papa para Óbolo, um leve desvio de cabeça, escorregão do goleiro Rafael e 1 a 0 para El Fortín.

O dízimo estava garantido.

Era justo para os argentinos e frustrante, decepcionante mesmo para os brasileiros.

Menos mal que haveria o segundo tempo e não seria possível que o Santos continuasse tão passivo.

E os cinco primeiros minutos já mostraram outro Santos no bom gramado do José Analfitani, menos repleto do que se imaginava.

Muricy  Ramalho logo, aos 12, trocou Alan Kardec, sumido, por Borges.

O Vélez, no entanto, não deixava barato e ameaçava com constância a ampliação, que seria desastrosa, do placar.

Ganso jogava mal e Neymar, sozinho, tentava resolver corajosamente, mas sem brilhar nem 10% do que dele se espera.

Aos 29, saiu Elano e entrou Felipe Anderson.

O Santos, definitivamente, não honrava o status de tricampeão continental.

Mas, na Vila (sim, o presidente do Santos avisou que se precisasse o segundo jogo será em casa mesmo), tem todas as condições para virar, embora, que fique claro, o Vélez não é nem o Bolívar nem o Strongest e merecia uma vitória por 2 a 0 na sua casa.

Noite, em resumo, triste, opaca para o Santos.

Neymar não passou pelo seu primeiro desafio diante de um time de clube argentino.

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Tem volta no Engenhão!

Difícil explicar, porque difícil compreender o que houve com o Fluminense na Bombonera.

Seus 15 minutos iniciais foram ótimos, com três chances de gol, posse de bola, marcação adiantada.

Tão ótimos que o Boca Juniors parecia surpreso, desconfiado, também buscando entender o que se passava.

Ou, então, fingia.

Porque, de repente, tudo mudou.

O Flu recuou, o Boca tomou conta e o jogo virou aquele velho ataque contra defesa que termina, invariavelmente com gols do dono da casa e expulsões.

E, no caso, com infantilidades imperdoáveis como a cometida pelo lateral Carlinhos que, já com um cartão amarelo fruto de um carrinho tresloucado, meteu a mão na bola na altura do meio de campo para ser expulso aos 33 minutos.

Diego Cavalieri que jogava bem, começou a fazer milagres.

No último minuto do primeiro tempo,  os brasileiros reclamaram pênalti em lance de  bola no braço de Roncari que estava simplesmente de costas.

Nem bem começou o segundo tempo e o Boca fez o gol que merecia ter feito antes, com Mouche, aos 6, com o Flu sem Sóbis e com Carleto em seu lugar.

Sem Deco, sem Wellington Nem, sem Fred e com 10, perdendo de 1 a 0, a coisa estava feia.

O segundo gol não saiu porque Mouche foi travado na hora agá.

Aos 20, saiu Rafael Moura e entrou o menino Marcos Júnior.

Aos 30, Cavalieri salvou novo gol, do violento Schiavi, que pisara, covardemente, a mão de Bruno minutos antes e se beneficiou da velha arbitragem caseira que caracteriza a Libertadores.

Thiago Neves saiu, Digão entrou para fechar ainda mais à frente da zaga.

1 a 0 estava bom demais.

Mesmo sem Deco e sem Fred no jogo de volta, dá pra virar no Engenhão.

Porque este Boca não é muita coisa assim,  tanto que quase cedeu o empate no fim, tantas lambanças fez.

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E o Timão comprou até o tira-teima

Nunca foi tão verdadeira a ideia de que temos no país um Todo Poderoso Timão.

Depois de passar, entre os anos 50 e 70, duas décadas comprando a FPF para não ser campeão estadual e, assim, fazer crescer sua legião de sofredores e maloqueiros;

depois de fazer o mesmo com a CBF entre 1971 e 1990, quando, enfim, comprou o primeiro de seus cinco títulos brasileiros, além das três Copas do Brasil, todos no apito;

depois de comprar a Fifa e a Band para ser o primeiro campeão mundial de clubes Fifa, no ano de 2000;

depois de comprar a CBF para cair para segunda divisão e voltar a sentir o gosto de sofrer, masoquistas que são os Fiéis;

e de ver a Ponte Preta pagar mais à FPF e roubar-lhe novo título estadual que já estava comprado;

Tan-tan-tan-tan, eis que o Todo Poderoso Timão chegou ao auge:

comprou o Tira-Teima da Globo para mostrar que houve impedimento no gol do Vasco, gol que o eliminaria da já adquirida Taça Libertadores.

Só mesmo abatendo-o a tiros.

Vá ser forte assim em Itaquera.

(Opa, e não é que é uma boa ideia?…).

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O ministro está certo!

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As semifinais da Copa do Brasil estão quase prontas

Pela Copa do Brasil, São Paulo, Palmeiras e Coritiba encaminharam suas classificações para as semifinais.

O tricolor quase certamente, ao fazer confortáveis 2 a 0 no Goiás, no Morumbi, com mais de 21 mil pagantes.

O alviverde ao obter ótimo empate com o Atlético Paranaense em 2 a 2, numa noite de apito calamitoso, desses que deixam os dois lados bravos e o comando da arbitragem vermelho de vergonha.

E o Coxa ao sair do Barradão com um 0 a 0 contra o Vitória, numa noite de incríveis gols perdidos e de milagres de ambos os goleiros.

Hoje, às 21h, no Pituaçu, o Bahia de Falcão recebe o Grêmio, papão de Copas do Brasil e favorito para ficar com uma das quatro vagas nas semifinais.

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