Blog do Juca Kfouri

Pode estranhar, mas foi uma alegria
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Juca Kfouri

POR RAFAEL FRYDMAN

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Tomado por uma ansiedade como a que vivi ainda criança, anteontem tentei reproduzir os passos que fiz 22 anos atrás em minha primera ida ao Parque.

Não foi possível.

Não foi possível porque o jogo de ontem foi à noite e o que o terminou há décadas foi num domingo de sol. Não foi possível porque não gritei gol quando a bola tocou a rede. Não foi possível porque ao buscar um momento de respíro em meio à euforia de fazer parte de uma massa que canta e vibra, não vi o céu ao olhar para cima.

Fiquei em pé em meio às cadeiras onde antes o assento era o concreto, praticamente no mesmo ponto em que o conheci na curva junto à bandeira de escanteio.

Se é melhor sentar nos bancos que pintam o estádio de verde mesmo quando está sem sua torcida, não sei dizer. Assim como não sei se são melhores os banheiros, se são mais vastas as opções de comida e bebida e se funciona a conectividade grátis que a rena oferece e divulga. Fui para ver o estádio no que há de mais importante para qualquer torcedor que hoje se orgulha de sua casa refeita. Fui pra ver a arquibancada cheia, fui pra ver o gramado, fui pra ver o Palmeiras.

E mais uma vez, fui sabendo de muita coisa sobre aquilo que ainda não conhecia. Desta vez, dados sobre o tamanho, valores e funcionamento do estádio que li nos jornais, revista e sites. Do antigo, aprendi sobre a localização, disposição e glórias por meio das palavras daqueles que me contavam do time que eu jánamava mas sabia pouco. E dessa vez, ainda que precisasse ou quisesse uma mão segurando a minha para me guiar estádio adentro, não havia torcedor que pudesse fazer isso. Eramos todos novatos.

Sabia que para ficar no mesmo local da minha primeira partida não poderia entrar pela rua Turiassú como então fizera. Da festa na rua em frente ao clube tive que contornar o quarteirão e ir para a entrada na avenida Mattarazzo, importante figura de nossa história e diretamente vinculado ao estabelecimento desse ponto da cidade como o local dos nossos estádios.

Mas senti falta de entrar pelo fosso que deixava suspenso sobre nossas cabeças, de um lado o verde do campo e de outro o verde das camisas de nossa torcida. Quando entrei, ainda que soubesse onde deveriam estar as piscinas e que, apesar de não vê-las, atrás de mim estavam as torres das caldeiras que sempre emolduraram nossa arquibancada, eu estava perdido.

Perdido porque não tinha mais o meu antigo estádio. Perdido porque não conseguia entender qual é a visão do setor superior e como se separa uma torcida por uma faixa de camarotes brilhantes. Também não entendia como podia ser tão claro o campo de jogo em uma partida noturna.

Mas em meio a todo esse estranhamento, entrar no estádio tomado por palmeirenses, recebendo de volta o barulho de suas vozes que agora não escapam mais do estádio, vivi novo encanto.

E por mais que impressionassem o tamanho e qualidade do telão, o volume e a limpidez do sistema de som e o desenho da cobertura que se estende por toda a arena, foi a torcida que mais uma vez me fez ver tudo com os olhos molhados. No instante em que cantamos nosso hino retomamos a posse da nossa casa gravando nas paredes, no teto e no solo a verve palestrina.

Tudo então ficou mais colorido. A bola, a bandeira do auxiliar e o mascote. O gramado, as traves e o banco de reservas. Até a camisa do Sport brilhava de um modo especial e nosso uniforme, contrariando o impossível, conseguiu se mostrar ainda mais bonito.

Daí em diante, mesmo sem estar acostumado com a reverberação das placas que ecoam os gritos, palmas e tambores. Sem entender a mudança de perspectiva de poder ver um lance disputado do outro lado do campo pelo telão e tendo de me esforçar para não pular para o campo ao vê-lo tão próximo do primeiro degrau da arquibancada, o acolhimento era total.

Estávamos de volta ao ninho. Retomamos nosso chiqueiro.

Sim, o jogo foi horrível e o resultado ainda pior. As gozações não cessaram e a angústia ainda é presente. Mas, ainda que boa parte dos comandantes do clube não entendam que preferíriamos mandar jogos em estádio acanhado com um time de craques a ter um estádio maravilhoso como esse e um time como os que acompanhamos nos ultimos anos, nunca tive tanta certeza de que somos capazes e iremos nos reerguer.

Aos que duvidam e preveem o fim da Sociedade Esportiva Palmeiras faço um convite: venham nos visitar.


A verdade acima dos partidos
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Juca Kfouri

Na “Folha de S.Paulo” de hoje:

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POR RICARDO SEMLER

Nunca se roubou tão pouco

Não sendo petista, e sim tucano, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país

Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.

Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.

Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos “cochons des dix pour cent”, os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.

Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão –cem vezes mais do que o caso Petrobras– pelos empresários?

Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?

Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.

Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.

É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.

Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.

Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.

A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.

O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.

É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.

A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.

Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.

Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?

Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.

O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.

 

RICARDO SEMLER, 55, empresário, é sócio da Semco Partners. Foi professor visitante da Harvard Law School e professor de MBA no MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA)


A rodada dos visitantes
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Juca Kfouri

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Em 10 jogos, apenas uma vitória do anfitrião, o Galo, sobre o Flamengo, na 35a. rodada do Brasileirão.

De resto, três empates, nenhum sem gols, e seis vitórias dos visitantes.

A mais desagradável, para os donos da casa, foi a do Sport, na casa nova palmeirense.

A mais espetacular, de virada, a do Cruzeiro, na Arena Grêmio.

A mais acachapante, no Maracanã, a goleada da Chapecoense sobre o Fluminense.

Corinthians, Figueirense e Bahia foram os outros três não mandantes que venceram, embora o Corinthians tenha jogado com torcida a favor no Pará.

A 35a. rodada foi perfeita para o Cruzeiro, que deve ser campeão já neste domingo, em casa, contra o Goiás.

Ao Cruzeiro basta obter o mesmo resultado do São Paulo contra o Santos ou até mesmo pode perder caso o São Paulo apenas empate.

E muito boa para Corinthians e Galo, que assumiram o terceiro e o quarto lugares no G4, ao verem o Inter e o Grêmio despencarem.

Foram 23 gols e média de público de quase 20 mil torcedores por jogo, mais exatamente 19.688 pagantes por jogo.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 21 de novembro de 2014, que você ouve aqui.


Cruzeiro vira como campeão
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Juca Kfouri

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O Grêmio fez valer desde o primeiro minuto, em sua entusiasmada casa, o ótimo momento que vive nesta reta final de Brasileirão e martelou até Riveros ser mais rápido que Júlio Baptista e abrir o placar, aos 13.

O Cruzeiro perdia o jogo e dois jogadores ainda no primeiro tempo: Ceará e Marquinhos se machucaram e foram substituídos por Mayke e Willian.

Problema mineiro, não gaúcho, que viu a trave evitar o segundo gol em cabeçada de Barcos e Fábio salvá-lo aos pés de Ramiro.

Quando o intervalo chegou, para alívio do líder, o Grêmio reassumia o terceiro lugar, mandava o Corinthians. o próximo adversário, para quarto, o Galo para quinto e o rival Inter para sexto.

E a diferença entre Cruzeiro e São Paulo permanecia de quatro pontos, o que permitia ao Tricolor paulista, ao menos, ainda sonhar.

A perspectiva para o segundo tempo não era das melhores para o Cruzeiro e um empate seria uma dádiva do céu.

Só que seria preciso combinar com o Grêmio e o time do revivido Felipão não dava o menor ar de que estivesse disposto a negociar.

Problema do Tricolor gaúcho.

Porque o Cruzeiro voltou com tudo e logo de cara por pouco Willian não empatou.

Em busca da igualdade, os mineiros passaram a pressionar, tiveram que fazer mais uma troca, Samudio por Egídio, e, num rebote de Marcelo Grohe num tirambaço de Willian, Ricardo Goulart empatou aos 21.

O jogo cumpria com o que prometera.

E, aos 24, milagre na Arena: à queima-roupa, Fábio impediu o gol de Barcos.

Caindo para o quinto lugar, os donos da casa queriam a vitória e torcida colaborava.

Quando era maior a pressão gremista, num contra-ataque fabuloso, Éverton Ribeiro virou o clássico, aos 30, com ares de campeão.

Mantida a vitória, o bi virá no domingo, no Mineirão, contra o Goiás.

Allan Ruiz foi para o jogo no lugar de Riveros, Lucas Coelho substituiu Barcos e Giuliano tirou Luan de campo. Tudo ou nada.

Nada.

Diante de 40.497 pagantes o Grêmio caiu para o sexto lugar.

O Cruzeiro defendeu sua virada com extrema competência, experiente que é.

O Brasil está mais azul do que nunca, ou melhor, permanece com a mesma cor do ano passado.

Com todos os méritos e mais alguns.


Réquiem para o futebol carioca
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Juca Kfouri

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Ao que tudo indica, a única comemoração para os clubes do Rio nesta temporada será a volta do Vasco à Primeira Divisão.

E olhe lá, porque aos trancos e barrancos.

Pois o Botafogo deve cair, o Flamengo se deu por feliz por não seguir o mesmo caminho e o Fluminense acaba de quase se despedir de disputar a Libertadores.

O Fluminense, acredite, tomou de 4 a 1 da Chapecoense, em pleno Maracanã (25.112 pagantes), com mais de 30 mil torcedores, gols de Bruno Silva, dois, Camilo e Leandro Banana, todos no segundo tempo.

Até o gol do Tricolor foi feito por jogador da Chapecoense, por Rafael Lima, contra, sob vaias da torcida, quando já estava 4 a 0.

O Flu reclama de um pênalti em Rafael Sóbis no primeiro tempo, em bola dividida com o goleiro, embora num lance nascido da cobrança de falta batida com a bola ainda em movimento.

E, convenhamos, quem leva de quatro tem mais é que ficar em silêncio, como o que se abateu sobre o Maracanã, incrédulo, perplexo, indignado.

O resultado tirou o time catarinense da ZR, pôs nela o Coritiba de novo e faz sofrer ainda mais o Palmeiras.


Dia da Consciência Negra
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Juca Kfouri

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O negro no futebol brasileiro, de Mario Filho

POR LUIZ GUILHERME PIVA

Na segunda edição de “O negro no futebol brasileiro” (lançado originalmente em 1947), de 1964, Mario Filho acrescentou dois capítulos aos quatro da primeira edição.

O Capítulo V (“A provação do preto”), atualiza os acontecimentos e a análise daqueles quase vinte anos.

Destacam-se dois fenômenos: a culpa atribuída a Barbosa, Juvenal e Bigode, os três negros do “escrete”, pela perda da Copa de 50; e a ascensão de Garrincha e, sobretudo, de Pelé a partir da Copa de 58.

O primeiro fenômeno intensificara o racismo no país.

Isso tornara ingenuamente otimista a primeira edição do livro, que denunciava o racismo da sociedade brasileira vista pelos primórdios do nosso futebol.

Mas que acabava vislumbrando – no futebol e no país – um processo de integração racial ou de democracia racial afinado com a visão edulcorada de Gilberto Freyre (que, não por acaso, assina o Prefácio da 1ª edição).

Mas o segundo fenômeno, aos olhos do autor, reafirmaria sua tese, retomando o leito de Friedenreich e Leônidas da Silva, negros que tinham sido nossos maiores ídolos.

A vitória em 1958 e a coroação de Pelé, segundo Mario Filho, permitiram ao torcedor, ao povo, ver no Rei do Futebol, negro, e também no mulato Garrincha “as melhores virtudes do homem brasileiro”.

O Capítulo VI (“A vez do preto”) trata do fenômeno de “embranquecimento” do negro no futebol.

Ou melhor, de sua perda de cor.

Confrontados desde sempre com o racismo e a segregação, os negros, à medida que ascendiam, não só paravam de ser vistos como pretos como eles próprios “se esqueciam de se lembrar” da sua cor.

Mario exemplifica, de um lado, com casos de ídolos negros que eram abraçados e enaltecidos por dirigentes e torcedores brancos – que não cogitavam se aproximar de um negro que não fosse assim famoso e bem-sucedido.

E, de outro, com o ocorrido com o jogador Robson, do Fluminense.

Negro, no ambiente aristocrata e excludente das Laranjeiras, ganhara a confiança dos treinadores e da torcida.

Numa noite, estava com Orlando Pingo de Ouro, também negro, no Cadillac de Benício Ferreira Filho, dirigente branco do Flu que – confirmando a primeira parte desta tese – passeava com orgulho pela cidade ao lado dos dois negros.

Eis que um casal de negros pobres e bêbados atravessa na rua e quase é atropelado pelo Cadillac.

A freada fez Orlando bater forte a cabeça e xingar o casal de “pretos sujos”.

Ao que Robson interveio: “Não faz isso, Orlando. Eu já fui preto e sei o que é isso”.

Para Mario Filho, é justamente o fenômeno de ascensão, vitória e reinado de Pelé – descrito no Capítulo V – que põe fim a essa era de “embranquecimento” do negro para ser aceito.

A partir de então, conclui o autor, o negro no futebol é aceito e admirado por ser negro, sem disfarces, sem mestiçagens, sem esticar os cabelos e sem pó-de-arroz.

Mesmo quem não se interessar por essa questão nem por futebol, deve ler o livro.

É uma aula de como escrever com estilo e talento.

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Luiz Guilherme Piva publicou “Eram todos camisa dez” (Editora Iluminuras).


Os primeiros gols nos estádios das capitais brasileiras do futebol
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Juca Kfouri

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Quem fez o primeiro gol nos principais estádios das quatro principais capitais brasileiras do futebol está na história.

Comecemos pelo maior cartão de visitas de nosso futebol, o velho Maracanã.

O autor foi Didi, o Príncipe Etíope, em 16 de junho de 1950, aos 10 minutos do amistoso entre as seleções carioca e paulista, vencida por São Paulo por 3 a 1.

Outro jogador do Fluminense, Fred, inaugurou as redes do novo Maraca, aos 12, no empate entre Brasil e Inglaterra, 2 a 2.

Já o Pacaembu, inaugurado em 1940, foi aberto com a goleada do Palestra sobre o Coritiba, 6 a 2, mas com gol do coxa Zequinha, no primeiro minuto.

O Morumbi, em 1960, viu Peixinho abrir o placar no único gol do amistoso do São Paulo contra o português Sporting, aos 12.

A Arena Corinthians, neste ano, em jogo oficial, sofreu com Giovanni Augusto, do Figueirense, na vitória catarinense pela contagem mínima, aos 2 do segundo tempo.

Assim como a Arena Palmeiras padeceu no 2 a 0 para o Sport, gol de estreia de Ananias, aos 33′ do segundo tempo.

O Mineirão foi aberto com gol do atleticano Buglê, pela seleção mineira contra o River Plate, 1 a 0, aos 2 minutos do segundo tempo.

Na reinauguração, o primeiro gol foi contra, de Marcos Rocha, aos 22, na vitória do Cruzeiro sobre o Galo por 2 a 1.

Finalmente, em Porto Alegre, a Arena Grêmio festejou seu primeiro tento com André Lima, logo aos 9 minutos, na vitória contra os alemães do Hamburgo por 2 a 1.

D’Alessandro, aos 4, explodiu o novo Beira-Rio, na vitória sobre o Peñarol por 2 a 1.

O velho Beira-Rio, viu Claudiomiro, aos 24, abrir o marcador na vitória sobre o Benfica, por 2 a 1, em 1969.

Como se vê, jogos valendo pontos não são os melhores para inaugurar casas de mandantes.

Uma informação interessante: o Bayern Munique pagou em 9 anos e meio o seu novo estádio, embora a previsão fosse a de que levaria 25 anos.

Será que algum clube brasileiro conseguirá o mesmo?


Do Macaco Simão, na mosca!
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Juca Kfouri

“O cúmulo do sem noção: o cara vai pra avenida Paulista protestar contra a corrupção com a camisa da CBF!”

Da coluna de José Simão, ontem, na “Folha de S.Paulo”.


Em São Paulo, dia da “Gozação Alvinegra”
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Juca Kfouri

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Hoje é o Dia da Consciência Negra, em homenagem ao heróico Zumbi do Quilombo Palmares, que morreu assassinado num 20 de novembro em defesa de seu povo.

Em mais de mil cidades brasileiras, hoje é feriado.

Mas em São Paulo, particularmente, esta quinta-feira será também o dia da “Gozação Alvinegra”, dia de fugir dos corintianos que ontem viveram a chamada noite perfeita. Dia de pedir que eles fiquem de boca fechada.

Afinal, os corintianos viram o Corinthians ganhar do Goiás em Belém do Pará, viram o maior rival, o São Paulo, perder em Medellín, e o rival mais tradicional, o Palmeiras, não só ser derrotado pelo Sport como, ainda por cima, na noite da inauguração de seu novo estádio, belíssimo por sinal.

Só faltava o primeiro gol na nova casa palmeirense ter sido marcado por um ex-corintiano.

Mas não foi. Foi de Ananias, um ex-palmeirense.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 20 de novembro de 2014, que você ouve aqui.


O Galo é só festa; o Palmeiras, não!
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Juca Kfouri

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O Galo pegou o Flamengo, dobrou, pôs no bolso e se divertiu, na base do dois vira, quatro acaba.

Luan, para variar, abriu o placar.

Diego Tardelli, de pênalti, fez 2 a 0.

No segundo tempo, o Galo treinou, mas Luan é teimoso e ampliou.

O menino Dodô fez questão de tirar sua casquinha e fechou a goleada: 4 a 0.

Sem dó nem piedade.

A festa no Independência (10.123 pagantes) parece que não tem hora nem dia para acabar.

Já na Arena Palmeiras (35.939 pagantes) a festa foi linda até o jogo começar.

Daí em diante, o palco não merecia o jogo que abrigou.

Tanto que nem Fernando Prass nem Magrão tiveram que fazer uma defesa sequer.

E na bola que foi no gol palmeirense, 12 minutos depois de Danilo ter perdido a chance de abrir o placar para o Sport, ao jogar de zagueiro, Ananias, ex-Palmeiras, fez o primeiro gol no estádio palmeirense.

Para piorar, no fim, o ótimo lateral Patric fez um gol digno de placa no novo estádio.

E deixou o time paulista em posição delicadíssima na tabela, para irritação de sua torcida.

A jóia inaugurada no Parque Antárctica, definitivamente, não merece abrigar jogos da segunda divisão.

Dio mio!

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