Blog do Juca Kfouri

Você sabe o que é ser eneacampeão?
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Juca Kfouri

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Eneacampeão é o atleta ou a equipe que vence nove vezes um campeonato.

Como o time júnior do Corinthians que ontem, no Pacaembu, com mais de 33 mil pagantes, ganhou Taça São Paulo ao derrotar o Botafogo de Ribeirão Preto por 1 a 0.

Antigamente, até mais exatamente 1970, só se considerava assim quem ganhasse em anos consecutivos.

Mas quando a Seleção Brasileira ganhou a Copa do Mundo pela terceira vez, no México, e trouxe para o Brasil, em definitivo, a Copa Jules Rimet, passamos a dizer que o país era tricampeão mundial.

A moda pegou e os dicionários a consagraram.

Claro que a moda traz problemas.

Se eneacampeão já parece um palavrão, embora decacampeão seja simpático, imagine quem vence 11 vezes, como o surfista americano Kelly Slater, que teve o seu duodecampeonato mundial interrompido pelo brasileiro Gabriel Medina.

Ah, sim, quem é onze vezes campeão é hendecacampeão ou, ainda, undecampeão, palavras ainda mais feias que eneacampeão.

Mas, é claro, os meninos do Corinthians fizeram bonito, muito bonito.

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Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 26 de janeiro de 2015, que você ouve aqui.


Lula e Neneca
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Juca Kfouri

Por ROBERTO VIEIRA

Tive sorte.

Fui criança e meu time nunca levava gol.

Primeiro tinha um Monstrinho.

Um Monstrinho que não assustava as criancinhas, apenas os atacantes.

Tostão, Pelé e Ademir da Guia tentaram em vão.

Nada.

Aquele paredão alagoano era inexpugnável.

Soltava-se um homem do rifle lá na frente.

E o resto corria por conta dele.

Depois, trouxeram outro semideus.

Um imenso armário trajado de negro das Alterosas.

Era o ano de 1974.

Durante mais de dois meses ele não tomou um gol sequer.

Mil seiscentos e tantos minutos sem pegar a bola em suas redes.

Seu chute era impressionante.

Deixava Jorge Mendonça livre na outra grande área.

Por causa deles desisti de ser goleiro.

Eram bons demais, perfeitos demais, ídolos demais.

Por causa deles também desisti de ser atacante.

Porque as defesas deles valiam por mil gols.

A sorte foi embora.

Em menos de trinta dias perdi meus dois ídolos.

Lula e Neneca se foram pra não mais voltar.

Fazer gol agora ficou mais fácil.

Difícil mesmo é olhar pra velha camisa número um e esquecer…


Mengo ganha em Manaus
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Juca Kfouri

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Diante de 23 mil torcedores na Arena Amazônia, o Flamengo foi melhor que o São Paulo o jogo todo e venceu o torneio de verão ao derrotá-lo por 1 a 0, gol de Samir, aproveitando cruzamento de Luís Antônio, aos 32 minutos do segundo tempo.

Marcelo Cirino ainda não foi bem, o ex-Goiás Thiago Mendes perdeu a única grande chance paulista e ficou claro que no segundo tempo pesou o fato de o Flamengo ter tido quatro dias para descansar contra apenas dois do Tricolor.

Seja como for, a vitória rubro-negra foi indiscutível.

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Handebol masculino brasileiro e a dura fronteira para o sucesso
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Juca Kfouri

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A Croácia, que já foi campeã mundial e bi olímpica, acaba de vencer o Brasil no mundial de handebol, no Catar: 26 a 25!

Depois de vencer o primeiro tempo por dois gols, os brasileiros falharam no fim e não passaram à fronteira para ficar entre as oito melhores seleções do mundo.

É duro mesmo ultrapassar a linha tênue que separa a vitória da derrota entre gigantes.

Seja como for, depois que o handebol feminino chegou ao título mundial, fica a esperança realista de os rapazes também fazerem bonito na Rio-16.


Timãozinho é eneacampeão para ajudar a tradição
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Juca Kfouri

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Começar o ano ganhando a Copa São Paulo costuma ser bom sinal na vida corintiana.

Apenas em três anos (1969, 1970 e 2004) das oito temporadas que começaram com a conquista da Copinha não foram comemorados títulos com os times principais.

Em 1995, além da Copinha, veio a Copa do Brasil e o Paulistinha.

Em 1999, o Brasileirão e o Paulistinha, além de ter sido pela conquista nacional que o time obteve legitimidade e ganhou o primeiro Mundial de Clubes da Fifa, como campeão do país sede.

Em 2005 veio novo Brasileirão, em 2009 outra Copa do Brasil e mais um Paulistinha.

Finalmente, em 2012, a Libertadores e o Mundial de Clubes.

2015 começa com a nona conquista da Copinha.

No Pacaembu tomado pela Fiel, com mais de 36 mil torcedores, e sob sol impiedoso, Timãozinho e Botinha disputaram primeiro tempo equilibrado, com o alvinegro criando mais e ficando mais com a bola, mas com o tricolor de Ribeirão Preto mandando uma cobrança de falta na trave e desperdiçando o rebote na cara do gol.

No segundo, logo de cara, o Corinthians perdeu dois gols, mas a resposta do Botafogo não tardou e o goleiro Caique teve de fazer milagre com o pé para evitar o gol.

Aos 21, porém, Maycon chutou de longe e Talles, o herói do jogo contra o Palmeiras, aceitou um frangaço de dar pena.

Esfalfado, o Botinha não teve como reagir e viu o Timãozinho comemorar o eneacampeonato do clube na Copinha, quatro taças a mais que o Fluminense, segundo maior vencedor.

Como em 2012, o Corinthians ganhou os oito jogos que disputou, ao marcar 26 gols e sofrer apenas quatro. Na média, ganhou seu jogos por 3,25 a 0,5.

Foi a 16a. decisão corintiana em 46 Copinhas.

A nona festa corintiana não poderia ter começado de maneira melhor: na hora do hino, os meninos dos dois times ergueram os braços direitos, punhos fechados, gesto para homenagear o Doutor Sócrates, revelado pelo Botafogo, consagrado no Corinthians.

Foi tocante.

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PVC está ótimo
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Juca Kfouri

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Paulo Vinicius Coelho, cujo apelido é PVC, mas o nome, como Muricy Ramalho, é trabalho, está bem e, neste momento, tomando soro.

Porque o que teve foi uma desidratação, fruto de diarréia e um coquetel de remédios, além do calor que faz no Rio de Janeiro, onde está.

De fato, a imagem é forte, mas ele, felizmente, é mais.

Recomendei que tomasse água de coco.

Ele disse que prefere chope…


Arena Corinthians viveu tarde quase perfeita
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Juca Kfouri

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Mais de 22 mil pagantes, mais de 25 mil presentes, renda de quase um milhão de reais, cenas comoventes, outras engraçadas, homenagens, tudo como manda o figurino não fosse uma atuação nada competitiva dos titulares do Corinthians contra os amadores do Corintian Casuals.

O 3 a 0 só aconteceu, e nos últimos 10 minutos, porque os reservas quiseram mostrar serviço e Danilo, com desvio na zaga, mais Luciano, duas vezes, fizeram os gols num jogo que cheirou a empate, graças também ao bom goleiro inglês.

Antes da partida, hino brasileiro cantado pela corintiana Negra Li e só por ela, apesar do apelo do também alvinegro Rappin Hood para que todos cantassem.

Depois, a dupla cantou o hino corintiano e nem precisou pedir: todos cantaram juntos.

Os jogadores perfilados tinham faixas na cabeça à la Sócrates.

Nestas, palavras como “Fraternidade”, “Não à guerra”, e “Democracia”.

O jogo acabou sem gols no primeiro tempo e só Emerson Sheik se destacou.

Tanto que ao ser substituído, no segundo, foi aplaudido — ele que temia a reação da Fiel em sua volta ao time na casa corintiana.

Antes, quando as escalações foram anunciadas, Guerrero ganhou de longe no medidor de aplausos.

Ao fim do jogo, a graça.

Danilo trocou de time e em seu primeiro lance foi literalmente atropelado pelo zagueiro Felipe, como um aviso para não se meter a balão.

E quando Luciano fez o terceiro gol, o inglês Byatt, do Corintian, que trocou de time com Danilo, primeiro se encaminhou lentamente e cabisbaixo para o meio de campo, até que se tocou que, enfim, era gol do time dele.

Daí, virou-se e comemorou com Luciano.

Simplesmente hilariante.

Depois, deu entrevista divertida reclamando que Luciano foi egoísta e poderia ter dado o passe para ele marcar.

O pai inglês segue sem conseguir fazer nem sequer um gol no filho brasileiro.

E Roberto Rivellino, ao fim do jogo, entregou o Troféu Sócrates aos britânicos.

A festa estava terminada com louvor.


Definida a agenda de discussão para propor a nova lei da responsabilidade fiscal do esporte
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Juca Kfouri

O grupo de trabalho interministerial convocado pelo governo federal para propor o novo texto da lei sobre a responsabilidade fiscal do esporte se reuniu ontem em Brasília e definiu a agenda para ouvir todos os setores envolvidos.

O grupo terá 15 dias, prorrogáveis, no máximo, por mais 15, para apresentar sua proposta ao Congresso Nacional.

Os primeiros a serem ouvidos, no dia 28, serão os parlamentares: o senador Romário (PSB-RJ) e os deputados Alessandro Molon (PT-RJ), Andrés Sanches (PT-SP), Hugo Leal (PROS-RJ), José Rocha (PR-BA) , Jovair Arantes (PTB-GO) e Vicente Cândido (PT-SP) da bancada da bola, Otávio Leite (PSDB-RJ) e Rodrigo Maia (DEM-RJ) .

Na quinta-feira, dia 29 de janeiro, pela manhã, serão ouvidos os representantes dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro.

À tarde, o Bom Senso FC terá uma sessão exclusiva.

No dia 30, a CBF e as principais federações estaduais de futebol serão recebidas pela manhã e, à tarde, os clubes das séries B,C e D.

No dia 2 de fevereiro, os sindicatos pela manhã e, na parte da tarde, os representantes dos árbitros, técnicos, preparadores físicos, o Movimento Futebol de Base Brasileiro e a Associação Brasileira dos Executivos de Futebol.

Finalmente, no dia 3, os jornalistas.


São Paulo começa o ano com vitória
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Juca Kfouri

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O São Paulo começou a temporada vencendo o Vasco, em Manaus, por 2 a 1.

Perante apenas quase 9 mil torcedores, o Tricolor saiu na frente com Luís Fabiano no começo do jogo e deu a impressão de que golearia, tamanha a sua superioridade.

Nem bem o jogo começara e Michel Bastos já havia acertado a trave vascaína.

Mas o Vasco foi à frente e empatou com Montoya, não sem antes exigir boas defesas de Rogério Ceni.

O goleiro, por sinal, que vinha começando as temporadas com dificuldade, pareceu estar tão inteiro como no fim do ano passado e, dos 22 jogadores perfilados para ouvir os hinos dos dois clubes, foi o único a cantar o do seu.

O segundo tempo foi praticamente tricolor até Souza fazer 2 a 1.

O estreante Thiago Mendes ainda carimbou outra vez a trave carioca.

No domingo, São Paulo e Flamengo decidirão o torneio.

O São Paulo vem forte em 2015.

O Vasco terá muito trabalho pela frente.


Crônica da violência anunciada
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Juca Kfouri

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Corinthians e Botafogo de Ribeirão Preto decidirão neste domingo, às 10h50 da manhã, a 46a. Copa São Paulo no aniversário de 461 anos da capital paulista.

O Botinha surpreendeu o Palmeiras ao vencê-lo por 2 a 1 em Barueri, matou o sonho de um título inédito para o Verdinho e manteve o seu de ganhar a taça pela primeira vez na segunda final que disputa

Já o Timãozinho busca sua nona Copinha em sua 16a. participação em decisões do torneio.

Sim, o Corinthians, maior campeão da Copinha com oito títulos, é também o maior vice-campeão, com sete segundos lugares.

Estranhamente tamanha superioridade não tem resultado na revelação de muitos jogadores para o time principal.

O que ninguém estranhou foram as cenas de violência antes e depois do jogo, com brigas entre os torcedores corintianos e são-paulinos e destes com a PM.

A incapacidade para se organizar um jogo de futebol júnior foi de tal ordem que nem mesmo a determinação policial para que a torcida são-paulina aguardasse no estádio de Limeira meia hora para sair foi obedecida.

Com o time sendo derrotado por 3 a 0, muitos tricolores foram saindo mais cedo do Limeirão sem que a PM conseguisse evitar.

Em seguida, o encontro com os corintianos foi inevitável e para, evitar o confronto, choveram bombas de efeito moral e balas de borracha da PM.

Atenção: tratou-se aqui de um jogo de futebol, não da Terceira Guerra Mundial.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 23 de janeiro de 2015, que você ouve aqui.