Blog do Juca Kfouri

Quatro clássicos às quatro
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Juca Kfouri

O que têm em comum os quatro clássico estaduais desta tarde de domingo além de serem todos às 4 horas?

O Majestoso, o Fla-Flu, o Cruzeiro x Atético Mineiro e o Ba-Vi serão disputados em estádios da Copa do Mundo.

É muito provável que esta 23a. rodada bata o recorde de público do Brasileirão, mesmo que apenas o Ba-Vi seja decisivo na vida de seus protagonistas, já que a dupla baiana luta para fugir da ZR na Fonte Nova.

No Mineirão do 7 a 1, o Cruzeiro busca consolidar ainda mais a liderança e a 10a. vitória em 10 jogos no estádio neste campeonato.

Se o Galo obtiver a proeza de derrotar o rival se aproximará de vez do G4.

Já o Fluminense, no Maracanã, tentará fugir da crise inevitável caso perca outra vez para um rubro-negro, agora o Mengo que mira ficar cada mais longe da confusão.

Finalmente, em São Paulo, o primeiro Majestoso na Arena Corinthians, infelizmente esvaziado pelos péssimos resultados de seus protagonistas no meio da semana.

O Corinthians aposta em Renato Augusto e o São Paulo em Kaká.

O blog aposta no Bahia, Cruzeiro, Flamengo e São Paulo e dividirá sua atenção ainda com o evento mais importante do domingo, a decisão do Mundial de vôlei entre Polônia e Brasil, às 15h25.


Brasil sofre para ganhar da França no vôlei
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Juca Kfouri

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Semifinal de Mundial não tem moleza, a não ser que seja entre Alemanha e Brasil no futebol.

Daí o sexteto brasileiro ter sofrido para derrotar o francês na Polônia.

O jogo deu a sensação de que seria fácil depois que os brasileiros venceram o primeiro set por 25 a 18.

Mas os dois sets seguintes com 23 a 25 e 25 a 23 mostraram que era uma sensação enganosa.

Tanto que no quarto set os franceses venceram de novo, como no segundo, e por 25 a 22.

Veio o quinto set, o do desempate, algo que, antes do jogo, ninguém, talvez nem mesmo os franceses, imaginassem.

E foi no ponto a ponto, uma dureza, até o Brasil fazer 11 a 8, num bloqueio de Lucarelli, excepcional, assim como Lucão. Luca&Lucão, que dupla!

Daí veio o 12 a 8, o 13, 13 a 9, 13 a 10, 14 a 10, 14 a 11, 14 a 12 e 15 a 12!

Brasil na final, contra Polônia, provavelmente, ou a zebra alemã, amanhã, em busca do tetra.

Se forem os alemães, que tal um triplo 25/10, 25/11 e 25/12?


Parador
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Juca Kfouri

POR LUIZ GUILHERME PIVA

A mulher carrega um saco enorme, branco, cheio de roupas, e tenta sentar do lado dele.

Tem umas três crianças chorando, aos gritos.

O sol na estrada embaça o pensamento, entorta a paisagem e ameaça derreter o ônibus.

Mandaram buscá-lo. Tinha jogo no domingo, ele se mudara pra trabalhar na cidade maior, a 100 quilômetros.

Ligaram pro vizinho com o recado. Pagavam a passagem!

Nem a janela aberta refresca, e a poeira e sol grudam na cortininha, no banco rasgado, na calça, no pescoço manchado do velho com o chapéu em cima do rosto.

No fundo um rádio esgoelando em meio ao balido do motor na subida. Prêmios, anúncios, recados.

Pára. Sobe o fiscal.

Pára. Desce um gordo encharcado.

Pára. Sobem 20 alunos descalços, berrando.

Sempre foi titular. O pessoal até falou que sentiria falta. Mas pagar a passagem pra jogar? Sorri.

Talvez paguem o almoço e a janta? Peço? Ou espero o resultado?

E se perdermos? Melhor pedir antes.

Será que todo domingo?

Pára. Cruza a estrada uma boiadazinha magra, mosquitada, grudenta.
Um dos alunos espirra e o catarro gruda no braço do banco. Gargalhadas, cascudos, pulos.

A freada por causa do buraco, o solavanco – cai um embrulho de queijo do maleiro do teto, o homem do rádio xinga e o do chapéu acorda com a boca aberta.

Não fume charuto, cachimbo ou cigarro de palha. Proibido falar ao motorista. Não sente no motor.

Pelo espelhinho vê o motorista pingando, a camisa fechada no colarinho sebento, molhada.

Pára. Entra um rapaz enorme, magro, de bermuda e camiseta – coitado, deficiente. Tem um apito pendurado no pescoço e a mãezinha mínima e velha do lado.

Sem motivo, apita alto várias vezes, de quando em quando. A mãezinha o afaga.

Pára. Os alunos descem e zoam e xingam o rapaz do apito e corrrem atrás do ônibus jogando pedras e rindo.

Se eu jogar bem, vão buscar sempre. E ainda hotel, comida, bebida.
Acho que foi pelo último jogo.

A mulher empurra o saco de pano gigante e quase o amassa. Pede que ele a ajude a descer. Lá fora, pede que ele o coloque sobre a cabeça dela.

Pequena e magra, vai com o saco no cocuruto, uma mão no quadril dobrado como um coxo, varando as cercas.

Sobe. O rapaz do apito tomou seu lugar. A mãezinha do lado.
A cabeça bate no teto com os sacolejos.

Freada. Vem um pacote de mantimentos no chão, abrindo e espalhando latas.

Ou foi ela que quis me trazer de volta? Mas aí o pai dela não ia pagar. Ela deu um jeito? Será que ele sabe?

Ela ficou com medo de eu sumir. Não acredita.

Pára. Desce o rapaz apitando, depois fica olhando e dando tchau, a poeira no acostamento fazendo-o sumir.

O catarro do braço do banco resseca na ponta e fica pendurado, badalando os segundos.

Pára. Desce o fiscal. Sobe um homem com duas galinhas nas mãos, cacarejando como um estádio inteiro.

Falou com o pai dela e então ele, será? E a cidade, a idade, o futuro?

O motorista dá umas cochiladas. Ele vai até lá. Ouve que tá acostumado.

Pára.

Ele é quem desce.

Em frente ao muro do campo. Quase na hora do jogo.

Amarelo e úmido de ônibus, estrada e sol.

Não sabe se ela está lá. Se vai jogar bem. Se as coisas irão adiante. Ou se tudo vai parar.

Sente um medo frio e agudo e suado e sujo e barulhento como um apito dentro da cabeça como um rádio sem sintonia como as galinhas bicando a alma como gritos no fosso da barriga um medo de dar caganeira um medo de nem sabe o quê.

Olha em torno.

Sai correndo atrás do ônibus gritando.

Pára. Ele sobe.
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Luiz Guilherme Piva publicou “Eram todos camisa dez” (Editora Iluminuras)


Uma carta para Aranha
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Juca Kfouri

POR WINNIE BUENO*

Oi, Aranha. Tudo bem? Primeiramente queria te confessar que não te conhecia. Embora eu goste de futebol, vá ao estádio de vez em quando, acompanhe alguns programas esportivos, eu não sabia quem você era. Não sabia até o lamentável episódio envolvendo a torcida gremista, a torcedora do Grêmio que lhe chamou de macaco e todas as repercussões que houve. Desde então, tenho acompanhado mais atentamente você e sua luta, que sempre foi a minha, a luta pela eliminação do racismo. As declarações que você deu, após a violência da qual foi vítima, foram um alento à minha alma. Foram um tapa na cara do permanente mito da democracia racial brasileira. Um retumbante e contundente chega.

O posicionamento que você adotou, desde o primeiro momento, denunciando esta barbaridade, é um exemplo para toda a negritude brasileira. Você, diferente de tantos outros, não engoliu passivamente o racismo. Você se ergueu contra ele e mostrou que não devemos nos resignar, mesmo quando a sociedade, há tantos anos, vem nos dizendo o contrário.

Sabe Aranha, quando eu vi sua entrevista no Fantástico me lembrei dos meus tempos de escola. Lembrei de quando eu era uma criança e as professoras das séries iniciais sempre respondiam às minhas reclamações sobre o racismo, que era praticado contra mim, dizendo para eu deixar isso para lá. Que eu era superior aos coleguinhas e não deveria dar bola para isso. Os coleguinhas nunca eram repreendidos por debocharam do meu cabelo, por fazerem barulhos de símios quando eu passava, por perguntarem como eu conseguia ser tão preta. Nenhum coleguinha era reprendido por cantar músicas que me insultavam. Nenhum coleguinha era alertado sobre a minha suposta superioridade, que era utilizada pelas professoras para que eu não me revoltasse, para que eu voltasse quieta para minha cadeira. Afinal, tudo era brincadeira. Tudo era muito natural. E ser superior era sinônimo de aceitar todas essas dores calada.

Na minha família, sempre nos insurgimos contra o racismo. Foi na minha família que aprendi que se as professoras não faziam nada, eu é que deveria fazer. Mas, como eu era uma criança que ainda não tinha condições intelectuais de responder de forma mais racional a toda a violência racial que me cercava, adotei como estratégia ser turrona. Ser turrona incitou medo nas outras crianças, o medo fez com as agressões diminuíssem, a redução das agressões fizeram com que eu conseguisse ter uma vida escolar mais ou menos saudável. Desde muito cedo minha mãe carregava a mim e a minha irmã para as reuniões do movimento negro, nesses espaços aprendi a ter orgulho da identidade negra, da cultura afro, das minhas origens. O movimento negro e as coisas que vivíamos em casa forjaram em mim um permanente anseio por uma sociedade radicalmente diferente, livre de racismo, ausente de limitações impostas única e exclusivamente pela cor da pele.

Fiquei muito feliz também quando você se recusou o encontro com a torcedora que lhe insultou. Foi mais uma lição importante sobre como lidar com o racismo. Foi um importante aprendizado sobre o que significa perdoar. Perdoar não é igual a esquecer, perdoar não é igual a apagar os efeitos decorrentes da ação do agressor. Perdoar não significa estar disposto a apagar a dor. Porque doí, a gente sabe o quanto doí. Só nós negros sabemos o tamanho da dor que o preconceito racial acarreta na gente, uma dor que nunca passa. Uma dor que eu sinto com você, quando você é chamado de macaco, e uma dor que você sente com outro negro, quando ele é chamado de preto sujo, ou quando alguém atravessa a rua porque está na mesma calçada que a gente, ou quando alguém ri do nosso cabelo black power, ou nos olha com desprezo quando exibimos nossos turbantes. Por tudo isso Aranha, a sua negativa em abraçar a menina me encheu de alegria. Quando você se recusou ao papel que a mídia estava construindo para pôr uma pá de areia nessa história, você se recusou a abraçar a falácia da democracia racial. Você, mais uma vez, deu uma lição para a sociedade brasileira.

Hoje, dia 18 de setembro, foi o jogo posterior ao episódio de racismo do qual você foi vítima. Eu não esperava que nada de muito revolucionário fosse acontecer. Mas me enganei, você Aranha causou algo muito diferente, algo bastante revolucionário. Embora te cause dor, nos cause dor, você é um herói. As vaias que você recebeu hoje Aranha, são vaias que tentam silenciar a nossa luta. Mas você já provou que nem todas as vaias do mundo são capazes de nos calar. Essas vaias não têm força, nem grandeza para silenciar todos os negros e negras que lutam para que essas dores não sejam mais tão constantes. Não irão reduzir o exemplo que você está dando para milhões de jovens negros brasileiros, que também sonham com uma carreira no futebol e que, talvez, por exemplos menos dignos do que este que você está dando, pensam que para construir uma carreira tenhamos que aceitar o racismo nas quatro linhas e fora dela também. Não temos e não iremos mais aceitar. Vamos perder a paciência! Você pode ter sido vaiado pela torcida do Grêmio, mas queria que você soubesse que por mim, pela ancestralidade, pelas crianças negras que virão, por aquelas que já estão e por todos os lutadores e lutadoras anti-racista, você foi aplaudido de pé.

Saudações, daqui do sul do Brasil, do Rio Grande do Sul. Esse estado que tem um hino que fala de façanhas. As tuas façanhas Aranha, as façanhas de um homem negro, descendente de um povo que foi escravizado, de um povo que segundo esse mesmo hino foi escravizado porque não tinha virtudes, vão servir de exemplo para toda terra. Você que se nega redondamente ao silêncio que a sociedade racista quer lhe impor, quer impor à todos os negros e negras. As suas façanhas Aranha, assim como as façanhas dos nossos ancestrais, nos fazem livres, aguerrido e bravos.

Obrigada Aranha, obrigada por seus superpoderes. E nunca esqueça, com grandes poderes vem grandes responsabilidades. A sua é, por maior que seja a dor, continuar sendo uma voz permanente de denúncia e de luta contra o racismo. No futebol e fora dele.

Ergamos nossos punhos! Lutemos até o final contra o racismo!

*Winnie Bueno é estudante de Direito da UFPel e militante do Juntos! Negros e Negras


Gol dos atletas do Brasil
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Juca Kfouri

O Ministério do Esporte publicou hoje no Diário Oficial, a Portaria 224 que estabelece como será fiscalizado o cumprimento do artigo 18-A da Lei Pelé, incluído no ano passado depois de uma mobilização dos atletas.

O artigo dispõe sobre regras para as entidades esportivas receberem recursos da administração pública federal, direta ou indireta, como limite de mandato, transparência de documento, contratos e contas, participação de atletas na eleição dos dirigentes, entre outras regras de gestão e transparência.

Os detalhes da portaria devem ser ainda analisados e detalhados, mas traz uma novidade.

Há agora um procedimento administrativo para fiscalização dos projetos que pleitearem transferência de recursos pela lei de incentivo do esporte ou receberem recursos do orçamento do Ministério do Esporte.

Ou seja, também as empresas privadas só poderão aplicar recursos via lei de incentivo em entidades que estiverem de acordo com o 18-A da Lei de Pelé, já que se trata de renúncia fiscal.

Lentamente, o mundo gira na direção certa.


Marin perde mais uma vez
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Juca Kfouri

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Em sentença do juiz JOSÉ ZOÉGA COELHO, cujas conclusões estão reproduzidas abaixo, este blogueiro foi inocentado pela Justiça por ter publicado a notícia sobre a conta de eletricidade do presidente da CBF paga por seu vizinho, o empresário Paulo Cunha.

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Mano Menezes, o editor enferrujado
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Juca Kfouri

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Mano Menezes, que não está conseguindo se fazer entender no Corinthians como aconteceu no Flamengo e na Seleção Brasileira, parece decidido a investir na carreira de crítico de imprensa ou, talvez, na de editor de jornalismo.

Depois de mais um fiasco na Arena Corinthians, onde o time tem perdido pontos quase exclusivamente para equipes nas imediações ou na ZR, eis que saiu-se com essa ontem, na sua desenxabida entrevista coletiva:

“Acho engraçado as coisas que circulam por aí. Nós vamos a Coritiba, empatamos (se refere ao 0 a 0 do primeiro turno), e ainda com um homem a menos (expulsão de Fagner), e no dia seguinte é tumulto. Outros vão lá e tomam de três e está tudo normal. Que avaliação é essa?”, indagou Mano.

“Uns são mais simpáticos, outros mais antipáticos. Uns são fontes de blogueiros e outros não, é isso? Para que tanta discrepâncias em avaliação de resultados? Isso eu não aceito”, complementou.

Mano sabe quem são as fontes dos blogueiros, veja só que sabidão.

No que diz respeito a este blogueiro, fica aqui uma notícia exclusiva para ele: deve fazer mais de ano que sequer converso com Muricy Ramalho, aparentemente o alvo de seu veneno.

Quanto ao jogador Ferrugem, o blogueiro dá a mão palmatória: entre ele e Fagner não há diferença significativa.

Nenhum dos dois dois pode jogar na lateral-direita do Corinthians.

A diferença está em que Fagner não dá certo desde que apareceu no clube e Ferrugem, por ser volante de origem, talvez ainda possa dar em sua real posição.


Aranha pára o Grêmio
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Juca Kfouri

O Grêmio poderia ter entrado no G4 na vaga do Corinthians.

Poderia.

Mas ficou no 0 a 0 com o Santos na sua arena e, nas chances que criou, parou nas mãos negras do vaiado Aranha.

Este mundo é mesmo estranho.

Vaia-se a vítima em vez dos bandidos.

Que Aranha siga tecendo sua digna teia.

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A 22a. rodada teve aumento do número de gols apesar de dois 0 a 0 e diminuição no comparecimento dos torcedores: foram 28 os gols, quase três por jogo, e apenas 15.500 a média de público.

Só uma catástrofe tira o título do Cruzeiro.

Seis times lutam por três vagas na Libertadores e oito brigam, neste momento, para fugir dos quatro que serão rebaixados.


Ai, Corinthians, que horror!
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Juca Kfouri

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Malcon, menino que veio da base corintiana, com nove minutos de jogo abriu o placar para o Corinthians contra a Chapecoense, em belo gol ao finalizar entre as pernas do zagueiro.

Parecia o fim da escassez de gols alvinegros, mas só Malcon e Guerrero buscavam mais.

Além disso, só aconteceu um pênalti claro não marcado pelo assoprador em Guerrero.

De resto, o primeiro tempo foi isso, o resto.

Para castigo de quem se recusa a, ao menos, tentar jogar bem, logo aos 4 minutos, Ferrugem fez um gol contra que beirou o ridículo.

Com mais posse de bola que o anfitrião Corinthians, a Chapecoense seguiu em busca da virada.

Luciano e Jadson, mais letárgicos que Lexotan, saíram para as entradas de Romero e Lodeiro.

O zagueiro Felipe se machucou, Bruno Henrique entrou no meio de campo e Ralf foi para a zaga.

A coisa estava feia e o Corinthians, diante de mais de 25 mil torcedores, jogava fora o terceiro lugar, com uma apresentação, mais uma vez, abaixo da crítica.

A verdade é que o Corinthians tem hoje apenas quatro jogadores à altura de sua tradição: Cássio, Gil, Elias (que não está nada bem) e Guerrero.

Porque até Renato Augusto é pisca-pisca.

Aos 35, o veterano Fábio Santos salvou o segundo gol catarinense, com auxílio de Cássio. Um horror.

Mano Menezes gesticulava mandando o time para frente, mas parecia inútil, porque o Corinthians não tem uma jogada, nem na bola parada acontece alguma coisa de útil.

Guerrero teve uma chance, neutralizada pelo goleiro Danilo e Lodeiro, um blefe uruguaio, errava um passe atrás do outro.

Jorginho, técnico da Chapecoense, punha seu time em busca da vitória e conseguia sufocar os desesperados donos da casa.

A Arena Corinthians vaiou ao fim do jogo. Com toda razão.

Ai, Corinthians! Dez empates em 22 jogos…

Sim, novamente o assoprador prejudicou o Corinthians, mas, francamente, com o que o clube gasta em seu elenco não dá para aceitar essa desculpa.

Deste jeito, no domingo, no Majestoso, leva um sacode.

Já tem corintiano querendo a volta para o Pacaembu…

E se o Grêmio ganhar do Santos, tira o alvinegro do G4.