Blog do Juca Kfouri

A discreta eficácia de Zidanilo

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Danilo é mineiro e calado como os mineiros gostam de ser.

Discretamente, depois de não ser aproveitado no Galo, ele foi jogar no Goiás, onde se profissionalizou em 1999, aos 20 anos.

Prestes a completar 34 no dia 11 de junho, sua carreira, com já completadas 14 temporadas, revela dois anos atípicos, os de 2004 e 2010, os dois únicos em que não ganhou nenhum título.

Porque em 1999, 2000, 2001 e 2003 ele foi campeão goiano.

Em 2002, assim como em 2000 e 2001, foi campeão da Copa Centro-Oeste.

Em 2005, no São Paulo, foi campeão paulista, assim como foi campeão da Libertadores e do Mundial da Fifa, além de ter sido, em 2006, campeão brasileiro.

Nos três anos seguintes, foi tricampeão japonês, pelo Kashima Antlers.

Veio, então, para o Corinthians, onde passou em branco em 2010, no ano do centenário alvinegro, mas onde, em 2011 voltou a ser campeão brasileiro e, em 2012, ganhou sua segunda Libertadores e seu segundo Mundial da Fifa.

Neste 2013 já é campeão paulista, marcando o gol do título.

Sabe-se lá que outras taças levantará ainda nesta temporada, mas já há quem comece a perguntar se o Zidanilo não merece um lugar no meio de campo da Seleção Brasileira que disputará a Copa do Mundo no ano que vem.

O currículo, de fato, impressiona, assim como seu futebol eficaz e decisivo.

E você, o que acha?

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 21 de maio de 2013.

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Arena Pernambuco e as trinta mil buchas de canhão

Por ROBERTO VIEIRA*

Inaugurada com pompa e governador.

A Arena Pernambuco parece o paraíso.

Pra testar?

Amistoso internacional no dia 22 de maio.

Trinta mil felizardos pagando ingressos.

Após a compra de ingressos?

Aviso.

Não tem estacionamento.

As quatro mil e tantas vagas de estacionamento?

Pra depois.

Os carros?

Mandaram deixar no Terminal Integrado.

A rodoviária destas bandas.

Mas não tem vaga na rodoviária pra tanta gente?

As vagas que existem vão custar uma obscenidade?

Oxente!

A Arena fica distante três quilômetros.

Três quilômetros de escuridão e mata fechada.

Não tem iluminação na estrada.

Nesta época chove pra burro.

OK.

Dá pra chegar mais cedo.

Mas quando terminar a partida?

Dez horas da noite.

Como voltar pra casa?

As autoridades afirmam que devemos usar o metrô.

Metrô?

Aquele mesmo metrô que completou trinta anos de idade?

Metrô que hoje mesmo afundou debaixo da tormenta tropical?

Eis que então.

Chega a última novidade.

Se liga, rapaz!

O amistoso é um Teste Fifa.

Pra descobrirem o que não funciona.

Os trinta mil otários serão bucha de canhão.

Vamos nos ferrar pra comprovar a incompetência alheia.

As poucas vagas existentes.

Serão dos políticos e convidados de plantão.

Inaugurada com pompa e governador.

A Arena Pernambuco parece o paraíso.

Um paraíso perdido…

* Eu comprei ingressos para aplaudir o primeiro amistoso no estádio ao lado dos filhos mais velhos… e agora penso seriamente em deixar a prole em casa mesmo… criança não rima com bucha nem com canhão. E no entender das tais autoridades, criança também não deve gostar de futebol.

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As coincidências de Romário


Seis anos anos atrás, Romário comemorou o que considerou seu milésimo gol.

No último sábado, o mesmo Romário, agora deputado federal e pai de Romarinho, assistiu, na inauguração do novo estádio Mané Garrincha, em Brasília, o seu filho sagrar-se campeão pelo time do Brasiliense.

O time de Romarinho sagrou-se campeão da capital da República ao vencer o Brasília por 3×0.

O último gol foi marcado exatamente por Romarinho.

O interessante é que o camisa 10 do Brasiliense é o veteraníssimo Iranildo, ex-Botafogo e Flamengo.

Ele e o baixinho Romário foram campeões juntos no Flamengo em 1996 e 1999.

Agora em 2013, Iranildo é campeão com o filho de Romário.

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Vereadores de Taboão da Serra pretendem votar requerimento em apoio a Marin

POR JOSÉ AFONSO DA SILVA*

Os vereadores da Câmara Municipal de Taboão da Serra tem em mãos um requerimento, de n° 115/2013, apresentado pelo presidente da casa, Carlos Eduardo Nóbrega/PR, em que pede apoio dos demais vereadores ao presidente da CBF, José Maria Marin.

Segundo o Requerimento, o objetivo é desmentir “tentativas infundadas de vinculá-lo à morte do jornalista Wladimir Herzog, diretor da TV cultura à época dos fatos.”

José Maria Marin, que assumiu o comando da CBF após a saída de Ricardo Teixeira, foi um daqueles políticos que galgaram cargos, prestígio e fortuna por suas excelentes relações com a ditadura militar.

A ficha corrida de Marin é extensa e, frequentemente, surgem denúncias de corrupção relacionados às obras da copa do mundo.

Os escândalos de corrupção e o fato de ter sido o inspirador da prisão, seguida do assassinato no porões do DOI-Codi de São Paulo, do jornalista Vladmir Herzog faz crescer um movimento pela renúncia de Marin da presidência da CBF.

Marin faz parte daquilo se costuma chamar de entulho autoritário, ou seja, remanescente de um dos períodos mais sombrios da história do Brasil, onde direitos fundamentais foram desrespeitados, seres humanos foram torturados e a democracia foi pisoteada.

Taboão da Serra ficou conhecida nacionalmente pela quadrilha formada para desviar recursos públicos, pelas mortes em hospitais do município decorrentes do sucateamento da saúde pública.

Se os vereadores votarem favoravelmente, nesta terça-feira, ao Requerimento que propõe apoio a José Maria Marin, Taboão da Serra também ficará conhecida nacionalmente por dar guarida a um político corrupto, agente da ditadura militar e co-responsável pelo assassinato de jornalistas.

E isso nós não podemos aceitar!

Os movimentos populares irão à seção para impedir este absurdo.

*José Afonso da Silva, morador de Taboão da Serra e responsável pela Secretaria do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

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Corintianadas que se repetem e por que Paulinho irá embora

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Pela segunda vez, repetindo o título de 1930, o Corinthians foi campeão paulista na Vila Belmiro.

Então, já em janeiro de 1931, venceu por 5 a 2 e foi tricampeão estadual pela segunda vez.

Pela segunda vez, também, mas nesta decisão de 2013 (e 13 é 31 ao contrário), um corintiano de cabeça quebrada inchou as cabeças santistas.

No Pacaembu foi Paulo André e, na Vila, foi Danilo.

E, finalmente, pela segunda vez, o blog informa sobre a inevitabilidade da saída de Paulinho.

Enquanto a Inter de Milão oferece 18 milhões de euros pela transferência e 3 milhões de euros por ano para ele por três anos de contrato, o Shaktar Donetsk ucraniano oferece 20 milhões de euros pela contratação e 5 milhões de euros por ano para o melhor jogador corintiano, por cinco anos de contrato.

Sua dúvida está em ir para um centro maior como a Itália, embora a Inter esteja fora na próxima temporada das maiores competições europeias, ou ir para a geleira da Ucrânia jogar num time que disputará a Liga dos Campēoes.

Paulinho ficará milionário com qualquer das alternativas, por mais que a segunda signifique 25 milhões de euros contra nove.

Mas entre Milão e Donetsk a diferença também é grande.

Em tempo: prova de que o Paulistinha não emociona mais nem quem o conquista foi a nenhuma festa na cidade de São Paulo.

Como, aliás, já acontecera com o Corinthians em 2009.

Pergunte aos corintianos se eles não trocariam o 27o. título paulista por estar nas quartas de final da Libertadores.

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Só dois, de nove campeões estaduais, venceram o jogo final no domingo de decisões

 DAGUI DESIGN

Nas nove decisões estaduais acontecidas ontem, só dois campeões venceram o jogo fina

Cinco empataram e dois perderam seus jogos.

O Corinthians até jogou para vencer, e bem, o Santos.

Mas ficou no 1 a 1, que lhe valeu o 27o. título paulista, cinco a mais que o Palmeiras que é o segundo com mais taças.

O Galo perdeu para o Cruzeiro, por 2 a 1, mas nem por isso deixou de vencer pela 42a. vez o campeonato mineiro, sete a mais que o Cruzeiro.

Também o Goiás foi campeão com um empate, 2 a 2 com o Atlético Goianiense, sua 24a. conquista, e com um sabor especial  mesmo,  porque perdia por 2 a 0.

Como o  Parnahyba que  também  perdia por 2 a 0 para o River, no Piauí, e chegou ao empate para ser campeão.

Assim como o Ceará ganhou seu tricampeonato empatando 1 a 1 com o Guarany de Sobral e o Vitória foi campeão baiano empatando pelo mesmo placar com o Bahia.

Outro que perdeu, mas ganhou o campeonato catarinense foi o Criciúma, derrotado pelo Chapecoense por 1 a 0.

Ganhando o jogo e o campeonato só dois times:

o Paysandu, que bateu o Paragominas por 3 a 1 e conquistou seu 45o. título paraense, contra 42 do rival Remo.

E, no Espírito Santo, a Desportiva que bateu o Aracruz por 2 a 1 e fez a festa capixaba.

Claro que o que vale é o título, mas, convenhamos, ser campeão vencendo o jogo derradeiro é ainda mais gostoso.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 20 de maio de 2013.

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Timão 27 x campeão!

O céu estava nublado, a Vila Belmiro lotada, a temperatura de 23 graus agradável e Santos e Corinthians em campo.

Corinthians, que havia acabado a primeira fase do Paulistinha em quinto lugar, com a vantagem do empate porque vencedor do jogo de ida por 2 a 1.

Até ali pelos 20 minutos o jogo estava sob o domínio dos corintianos porque os santistas abusavam do direito de errar a saída de bola. Mas com poucas emoções.

Daí, Neymar deu uma enfiada de bola preciosa para Felipe Anderson e Cássio fez estupenda defesa para evitar o gol.

Então, o jogo pegou no breu e Cícero pegou um voleio sensacional depois de passe de cabeça de Durval e abriu o marcador.

Não espelhava o jogo, mas futebol é assim.

A alegria santista durou pouco porque Danilo empatou o jogo em seguida, aos 28.

O Corinthians, então, criou bem mais.

Paulinho bateu falta que Rafael espalmou no travessão e Danilou mandou outro balaço no mesmo travessão, à queima-roupa.

Estava barato para os donos da casa que reclamaram de duas bolas na mão na área corintiana, assim como os visitantes reclamaram de um pênalti em Fábio Santos que também não aconteceu.

Para o segundo tempo havia um Neymar em clima de “é comigo mesmo”, embora desassistido por André.

O Santos, empurrado pela torcida, foi para cima e sufocou o rival, que ficou mais de 10 minutos praticamente sem ver a bola.

Até que, aos 11, Romarinho assustou Rafael e Muricy Ramalho trocou André, inútil, por Miralles.

E Tite tirou Emerson para por Edenilson, para ajudar a marcar Neymar.

De cara, Neymar fez uma fila na defesa coritiana e Edenílson já foi amarelado pelo apitador.

No minuto seguinte, Romarinho mandou mais uma bola na trave santista.

Sim, tinha jogo e animadíssimo.

Romarinho saiu e entrou Pato, aos 30.

Patito Rodriguez também entrou no lugar de Renê Júnior.

Aos 37, saiu Guerrero e entrou Douglas.

Pato perdeu na cabeça o segundo gol e cara a cara novamente, mas o Santos não desistia.

O 27o. título estadual do Corinthians era festejado na Vila Belmiro.

O tetra morreu em casa.

E o que dizer da mensagem do governador de São Paulo?

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Galo toma sustaço e a taça!

O mais otimista dos cruzeirenses não esperava que o placar do Mineirão, no intervalo do jogo, apontasse 2 a 0 para seu time, dois gols de Dagoberto, ambos de pênaltis desnecessários, um de Gilberto Silva no próprio Dagoberto, e outro do tresloucado Richarlyson em Borges.

Também nem o mais pessimista dos atleticanos esperava tamanha surpresa.

O Cruzeiro dominava o jogo e susto mesmo só levou dois.

Verdade que o Galo voltou mais aceso no início do segundo tempo, embora com os nervos à flor da pele.

Fábio se virava como podia.

Até que houve nova marcação de pênalti, em Luan, que Ronaldinho Galucho converteu no gol do título.

Neste, o árbitro gaúcho Vuaden errou. Ou não?

Aos 41, por Fábio, Marcos Rocha não empatou no que seria um golaço.

Aí Luan pegou Dagoberto por trás e o tempo fechou.

Para melar a festa, para melar…

Seja como for, o Cruzeiro mostrou que se há alguém que não teme o Galo espetacular é o time celeste.

Galo que é bicampeão e somou sua 42a. conquista, contra 35 do rival.

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Quem vê Portugal entende o Brasil

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Arbitragens ruins no futebol são inevitáveis pelo mundo afora, razão para qual para um time ser campeão é preciso superá-las.

O problema só será resolvido com o auxílio da eletrônica, como tantos outros esportes já fazem.

As coisas se agravam, no entanto, quando existe desconfiança sobre a honestidade da arbitragem.

Em Portugal, por exemplo, a desconfiança era tanta que, em 1999, instituiu-se o sorteio, como se fez, pelos mesmos motivos, no Brasil, em 2002.

Curiosamente, exatamente no mesmo ano em que os portugueses abandonaram o sistema e voltaram às nomeações.

Talvez não por acaso, em 2004 explodiu um novo escândalo em Portugal, chamado de “Apito Dourado”, com forte participação do presidente do FC do Porto.

Só que, com sorteio e tudo, em 2005, no Brasil, que já tinha vivido o “Caso Ivens Mendes” em 1997, viveu-se o “Caso Edílson Pereira de Carvalho”.

Tudo isso por conta do que está acontecendo neste momento na decisão do Campeonato Português, em que o Porto vai vencendo o Paços Ferreira por 1 a 0, com um gol de pênalti fruto de uma falta claramente fora da área da equipe anfitriã.

E tão logo houve o gol foram tantos os morteiros jogados pela torcida do vistante Porto que a fumaça impedia que se visse muita coisa.

Dá para entender o Brasil, não?

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