Blog do Juca Kfouri

O Brasil ou a Copa?
Comentários Comente

Juca Kfouri

POR JOSÉ GUILHERME PEREIRA LEITE*

Li com muita atenção o texto escrito por Jorge Luiz Souto Maior, que circula pela rede com grande repercussão.

Souto Maior é juíz, professor de direito, especialista em justiça do trabalho.

Sua justa indignação escorre de cada linha e levou-o a escrever um verdadeiro tratado sobre o a Copa do Mundo e suas barbaridades.

O jornalista Juca Kfouri publicou o artigo em seu blog, com destaque.

São onze teses, como onze jogadores em um campo. Onze são também as famosas teses escritas por Karl Marx em seu clássico “Teses sobre Feuerbach”.

No texto de Souto Maior há mesmo um vocabulário marcadamente marxista, e um tanto “enrijecido” para os tempos do valor pulverizado e de outras questões, digamos assim, contemporâneas.

Há frases ali, como esta: “(…) toda riqueza provém do trabalho”.

É um princípio clássico do marxismo clássico. Mas vá lá. Não importa fazer polêmica ou seminário sobre isso.

O texto é forte, lúcido e cidadão. Não há dúvida. Sua indignação é estruturada e contagiante.

O problema fundamental do texto, ao meu ver, é que todos os absurdos “copísticos”, justa e devidamente apontados por Souto Maior, não parecem absurdos “específicos” da Copa.

Têm a ver com as mazelas de sempre, de um país que se arreganha sem brio, de uma classe política comerciante, de um mercado de trabalho selvagem e ainda escravista.

Esse mercado, aliás, não explora somente o chamado “operário”, aquele da construção civil, cantado por Vinícius de Moraes em seu poema épico, “Operário em construção”.

Ele explora tudo e todos, na precariedade geral, na informalidade, no descarte, na inserção desigual etc etc etc.

Às vezes me pego pensando que a Copa é apenas um “evento qualquer”, um fato que veio mostrar, escancarar – de novo – nosso nível de avacalhação e indigência social generalizada.

Um fato que veio mostrar – de novo – os modos estúpidos com os quais nos tratamos, haja Copa ou não haja Copa: os modos com os quais tratamos a nossa pobreza (urbana ou rural), fazemos circular o dinheiro entre poucos e vendemos nossas instituições por qualquer troco.

Muito embora as vilanias da Copa do Mundo estejam cada vez mais ululantes, não gosto das análises que exageram essas vilanias porque, muitas vezes, acabam funcionando ao contrário. Deixam parecer que éramos uma sociedade paradisíaca até termos a infeliz ideia de fazer uma Copa.

Falando em Karl Marx, dizem com muita frequência que, na Alemanha, a Copa de 2006 correu de maneira mais branda porque os alemães são em tese mais organizados do que nós em matéria de contas públicas e construção civil. Por isso, dizem, a Copa entre os alemães foi apenas um evento para quem gosta de futebol, não foi essa calamidade tão ampla e vexatória pela qual estamos passando.

Uma Copa no Brasil…

De que modo uma Copa no Brasil poderia ser feita, se não à brasileira?

Por isso me pergunto muitas vezes, em face das polêmicas que se avolumam: qual é afinal o nosso maior problema?

A Copa ou o Brasil ele mesmo?

*José Miguel Pereira Leite é sociólogo, mestre em Teoria e História das Artes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e graduado em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da mesma Universidade.


Brincando com fogo
Comentários Comente

Juca Kfouri

20140424-162843.jpg

Tomara que seja apenas mais uma previsão errada, como a de cravar o Santos como campeão paulista e ver o Ituano levantar a taça.

Mas previsões erradas, no futebol, são quase tão frequentes como as certas e nem umas nem outras trazem maiores consequências.

É diferente quando se trata de de mexer com o povo.

Daí a preocupação em relação às “Fifa Fan Fests” nas 12 sedes da Copa do Mundo.

Insistir nelas parece uma temeridade.

Por mais que façam parte dos compromissos com seus patrocinadores, a Fifa faz-se de surda diante da óbvia ameaça que as aglomerações podem acarretar.

Será a própria entidade que chamará a população para as praças públicas, o que poupará as organizações que queiram protestar de dar o primeiro passo.

Com eventuais prejuízos para os próprios patrocinadores, sob o risco de verem suas marcas como alvos das manifestações.

Que a Fifa insista é, repita-se, temerário.

Que as autoridades brasileiras aceitem beira a irresponsabilidade.

Em vez de concentrar o aparato de segurança em torno dos estádios e das possíveis manifestações espontaneamente previstas, haverá que dividir esforços, com resultados, estes sim, imprevisíveis.

Não se trata, aqui, de semear pânico, mas, simplesmente, de alertar.

É bem verdade que depois da surpresa das “Jornadas de Junho”, é de se imaginar que os serviços de informações estejam mais bem preparados e os cuidados de prevenção organizados.

Mesmo assim não há motivo aceitável para correr o risco.

A Fifa, e as autoridades brasileiras, desfizeram, tempos atrás, dos avisos sobre os atrasos nas obras e sobre a incompetência do COL.

Hoje as autoridades tentam minimizar o fracasso com desculpas esfarrapadas e a Fifa teve que se conformar.

Acrescentar eventos aos que são inevitáveis é procurar sarna para se coçar.

Paranoia?

Tomara!


Alguém está mentindo ou desinformado no COL
Comentários Comente

Juca Kfouri

Alguém mente ou está desinformado no COL porque o que seus comandantes dizem não bate.

Anteontem, em São Paulo, o chefe do COL, sr. Ricardo “Baka” Trade, com o sorriso otimista que traz sempre nos lábios, garantiu que tudo que dizia respeito ao estádio da abertura da Copa do Mundo, em Itaquera, estava resolvido.

Não disse como, mas disse — e aí, é claro, têm de estar incluídas as estruturas provisórias.

Pois eis que hoje, o influente sítio “Around the Rings“, traz uma declaração do diretor de comunicação do COL, Saint-Clair Milesi, que desmente o chefe.

Diz o jornalista, respeitado por sua seriedade e competência, embora desgastado pelo papel que tem de desempenhar, literalmente:

“O último nó que temos de desatar é o da estrutura complementar em São Paulo. Trata-se do último grande nó para nós”, enfatiza, embora sempre dizendo que confia que os responsáveis serão capazes de resolver etc etc etc.

Ora, se resta este “big knot” é porque Baka ou não sabe de nada ou esconde o que sabe.


Quatro grandes, um só prevalece e um campeão pela 40a. vez
Comentários Comente

Juca Kfouri

20140424-111434.jpg

Dos quatro grandes que jogaram ontem só o Fluminense prevaleceu.

Fez 3 a 0, com dois gols de Fred recebendo de Sóbis e mais um de Walter, no Tupi, em Juiz de Fora, para nem precisar jogar o segundo jogo na Copa do Brasil.

Desde que Cristovão Borges assumiu o Flu, o tricolor fez 11 gols em três jogos.

Já o São Paulo parou em Maceió, mesmo saindo na frente do CRB, com gol de bicicleta de Ademílson.

Luís Fabiano não jogou, porque foi poupado, e Ganso e Pato também não, embora estivessem em campo.

O tricolor paulista tomou a virada, 2 a 1, e vai ter de vencer no Morumbi por 1 a 0.

Mas ruins mesmo foram os resultados de Galo e Grêmio na Libertadores, ambos derrotados por 1 a 0 na Colômbia e na Argentina, pelo Atlético Nacional e pelo San Lorenzo.

Prenúncio de dramas nos jogos de volta em Belo Horizonte e Porto Alegre.

E festa para mais de 30 mil torcedores teve no Recife, onde o Sport ganhou de novo do Náutico, gol do veterano, ídolo e campeoníssimo zagueiro Durval, para comemorar o 40o. título pernambucano de sua história no 100o. campeonato estadual de Pernambuco.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 24 de abril de 2014, que você ouve aqui.


São Victor quase empata e San Lorenzo papa
Comentários Comente

Juca Kfouri

20140424-000621.jpg

Na Colômbia, o Atlético Nacional pôs o Atlético Mineiro no bolso.

Só não foi para o intervalo com, no mínimo, 2 a 0, porque São Victor estava numa noite abençoada.

Os colombianos criaram pelo menos sete boas chances e o goleiro brasileiro fez ao menos três grandes defesas.

O Galo não criou nada, exceção feita a um chute cruzado de Tardelli que Jô quase alcançou embaixo da trave.

O 0 a 0 caia do céu.

Na Argentina, não.

O Grêmio segurava bem o San Lorenzo, e era melhor até tomar o gol no começo do segundo tempo, quando tratou de botar Luan em campo.

Dudu fazia ótima partida e os brasileiros pareciam não ter sentido o gol, porque haviam feito um primeiro tempo que autorizava pensar grande.

O San Lorenzo parecia surpreso com a vantagem e recuava para mantê-la.

Já entre os Atléticos, o de verde seguia superior, até porque os alvinegros jogavam como se com um a menos, pois Ronaldinho só fazia figuração.

E São Victor seguia sem deixar passar nem pensamento, de longe, de perto, de onde fosse.

Dava uma saudade da “alegria nas pernas”…

O jeito era contar com Marion e Guilherme, nos lugares de Fernandinho e de Ronaldinho. Onze contre onze, ao menos.

Na primeira participação de Marion, quase ele tira o zero do placar.

O Grêmio não conseguia transformar o domínio em empate e até uma bola atrasada para o goleiro foi desperdiçada por Barcos na cobrança em dois toques na linha da pequena área.

Aos 40, Maxi Rodrigues substituiu Zé Roberto.

Os mineiros jogavam mal e obtinham um bom resultado.

Os gaúchos jogavam bem e amargavam um mau resultado.

Mas, aos 46, de fora da área, Cárdenas, pôs a bola onde era impossível e fez justiça em Medellín. Ficou barato para o Galo perder só de 1 a 0.

Ao mesmo tempo, em Buenos Aires, quase os argentinos ampliam, com Marcelo Grohe tirando a bola com os olhos.

Vai ter sofrimento em Porto Alegre e em Belo Horizonte. Mas nada está perdido, a não ser as invencibilidades dos brasileiros.

20140424-000649.jpg


Teve futebol em Madrid
Comentários Comente

Juca Kfouri

benzema-comemora-apos-abrir-o-placar-para-o-real-madrid-contra-o-bayern-23abr2014-1398281145166_956x500
O Bayern Munique esteve com a bola 76% do primeiro tempo e sempre esbarrou na defesa do Real Madrid, sem exigir de Casillas nenhuma defesa.

Pior: saiu para o intervalo perdendo de 1 a 0, graças a um contra-ataque mortal, puxado por Cristiano Ronaldo em seu primeira participação efetiva no clássico e ameaçadíssimo de sofrer mais dois gols, um do próprio português número 1 do mundo, e outra do ótimo argentino Di Maria, ambas chutadas nas nuvens.

Neuer também não teve que fazer nenhuma grande defesa…

Mas jogava-se futebol de boa qualidade, ao contrário da primeira partida pelas semifinais da Liga dos Campeões, o modorrento 0 a 0 entre Atlético de Madrid e Chelsea, um insulto aos amantes do esporte bretão.

No segundo tempo, em menos de 10 minutos, tanto o goleiro alemão quanto o espanhol tiveram que se virar.

Aos 73, depois de Cristiano Ronaldo ter exigido nova defesa de Neuer, e de uma certa blitz alemã, Ribery saiu e entrou Gotze, além de Thomas Muller que substituiu Schweinsteiger, no Bayern.

Pepe, machucado, e Cristiano Ronaldo, cansado, saíram para entradas de Varane e Bale, no Real.

No Bayern duas trocas táticas, porque o meio de campo deixava a desejar, assim como Rafinha tinha cedido o lugar para Javi-Martinez.

No Real, ambas por motivos físicos e, em seguida, Isco saiu e Illarramendi entrou.

Os 12, 13 minutos finais eram candidatos a serem dramáticos.

E aos 83, Casillas fez uma defesaça em chute à queima-roupa de Gotze.

Saísse o 1 a 1 e seria justo. Mas o 2 a 0 não seria injusto. Entendeu?

Pois é.

Acabou 1 a 0, também justo, é claro, e tudo aberto para terça-feira que vem, em Munique, no segundo jogo da final antecipada.

Um jogo imperdível.


Copa das Copas ou das Tropas?
Comentários Comente

Juca Kfouri

20140423-121101.jpg

POR GUILHERME BOULOS*

Nos últimos dias o Governo Federal informou que dará apoio no Senado ao Projeto de Lei Antimanifestação relatado pelo Senador Pedro Taques (PDT), o PLS 508/13.

Desistiu, com isso, de um projeto próprio que estava em gestação no Ministério da Justiça, mas sem desistir do anseio de criminalizar as mobilizações populares.

A iniciativa do Governo tem declaradamente o objetivo de apressar a aprovação de uma lei desta natureza.

A ideia é que esteja aprovada e sancionada até a Copa do Mundo, buscando inibir mobilizações no período dos jogos. O próprio Ministro da Justiça deixou claro este objetivo sem pudor em declarações públicas.

O Projeto de Pedro Taques é uma versão menos raivosa do PL 499/13, que pretendia associar manifestações ao crime de terrorismo.

Suas principais propostas são: o agravamento de penas para crimes como lesão corporal e dano ao patrimônio quando ocorridos em manifestações; a obrigatoriedade de identificação de manifestantes mascarados; e a necessidade de informação prévia de hora, local e trajeto das manifestações.

Para não dizer que não falou das flores, o Senador incluiu também pena ao policial que não usar identificação em sua farda.

A qualificação de crimes quando ocorridos em manifestação é uma verdadeira aberração jurídica.

Pressupõe uma criminalização prévia.

Participar de manifestação passa a funcionar como agravante.

Para que se tenha uma ideia do significado disso basta lembrarmos algumas das circunstâncias que funcionam como agravante criminal pelo Código Penal brasileiro: crimes por “motivo fútil”, “meio cruel” ou “dirigido contra crianças”.

Agora, “estar em manifestações” se soma a esta lista.

Não menos preocupante é a exigência de aviso prévio.

Embora formalmente já esteja prevista na legislação e possa parecer algo inofensivo, o espírito da lei neste momento foi traduzido nas palavras de seu autor, o Senador Pedro Taques, ao dizer que há lugares em que não devem ocorrer manifestações.

Ele cita o exemplo de regiões próximas a hospitais.

Mas seu exemplo idôneo não esconde os abusos a que esta regulamentação prévia está sujeita.

Ao exigir aviso prévio e atribuir lugares próprios e impróprios a mobilizações esta lei fere de morte o direito à livre manifestação. Dá ao Estado o poder de definir se uma manifestação popular poderá ocorrer ou não. Ou melhor, legitima com uma legislação própria a histórica intolerância das forças repressivas às manifestações.

E ao fazer todos estes malabarismos o PLS 508/13 deixa de lado a grande questão dos crimes em manifestações no Brasil, a violência desmedida e impune das polícias militares em relação a protestos.

Os maiores autores de crimes em manifestações são normalmente os próprios policiais.

A fúria punitiva que decorreu da morte do jornalista Santiago Andrade, em fevereiro deste ano no Rio, e que deflagrou a corrida de PLs contra as manifestações sofre de amnésia seletiva.

Ela não se instalou quando, em junho de 2013, pessoas morreram em decorrência da ação policial repressiva às manifestações.

Muito menos perante os incontáveis e covardes homicídios praticados pela PM nas periferias urbanas do país e que se estendem às manifestações de resistência.

A força e quantidade das imagens que correm na internet mostrando a violência policial em manifestações tornam desnecessário listar casos aqui.

É algo público e notório.

Mesmo entre os jornalistas, levantamento da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), de 2013, apontou que 75% das agressões a jornalistas em manifestações foram cometidas por policiais.

Portanto, se o objetivo fosse inibir a violência em manifestações, o PL estaria voltado para o alvo errado. Deveria neste caso regulamentar a ação policial e não apenas com a exigência de identificação dos soldados, o que é um pressuposto a qualquer agente público.

Mas sim proibindo o uso de armas letais, vetando o “taser” (arma de choque), que já demonstrou seu potencial letal e atribuindo poder efetivo de investigação e punição a órgãos externos de controle social das polícias.

Isso seria o mínimo a se fazer de imediato e evidentemente não resolveria o problema da violência policial.

A solução efetiva envolve uma mudança de lógica da política de segurança, que passa pela desmilitarização da polícia.

No entanto nem a isso o PL se propõe, porque sua real intenção não é coibir a violência em manifestações. É coibir as próprias manifestações, em especial durante o período da Copa e outros megaeventos no país.

O PLS 508/13 é parte de um pacote mais amplo, que mobilizará o maior efetivo policial da história das Copas, 170 mil agentes.

Que, preparando o Rio para 2016, vem promovendo massacres impunes em favelas em nome de uma política de “pacificação”.

Neste momento o Complexo da Maré é a bola da vez, com a presença ostensiva do Exército; assim como, antes dos Jogos Panamericanos de 2007, a bola da vez foi o Complexo do Alemão com uma chacina policial que deixou 19 mortos.

As manifestações durante a Copa das Confederações e o período de mobilizações populares que se seguiu desde então apavoraram o Governo, a FIFA e seus patrocinadores.

A projeção de manifestações durante a Copa tornou-se objeto de uma histeria inconsequente no Governo, levando-o a esquecer uma importante lição de junho.

As manifestações cresceram e massificaram de verdade após uma repressão mal calculada da Polícia de São Paulo.

Este e outro tantos casos demonstram que repressão e ameaça não inibem automaticamente mobilizações.

Muitas vezes têm o efeito reverso.

A começar pela tentativa de aprovação do PLS, que produzirá manifestações de resistência dos movimentos populares em todo o país.

A “Copa das Copas” tão propalada por Dilma está se tornando cada vez mais a Copa das Tropas.

Guilherme Boulos, membro da Coordenação do MTST e da Frente de Resistência Urbana / Campanha Copa Sem povo, Tô na Rua de novo (https://www.facebook.com/copasempovotonaruadenovo)


Era uma vez uma Eva
Comentários Comente

Juca Kfouri

20140423-012419.jpg

Eva Carneiro, a chamada “musa da Premier League”, é a médica do Chelsea que deixou os brasileiros boquiabertos ao vê-la em campo ontem para atender os jogadores do clube inglês no gramado do Vicente Calderón.

Nascida em Gibraltar com origens andaluzes, Eva Carneiro estudou em Inglaterra, Escócia e Austrália, tendo-se especializado em Medicina Desportiva em 2006 e cuidou da seleção feminina da Inglaterra na Olimpíada de Pequim, indo parar no Chelsea em 2009.

Um dia, em 2012, o médico titular não pôde ir para o banco por problemas de documentação e ela foi.

Fez tanto sucesso que nunca mais saiu.

Trata-se de uma excelente médica.

Atualização: e para evitar insinuações de machismo, e cenas de machismo explícito, além de haver quem ponha em dúvida a autenticidade da foto que estava aqui, a foto não mais está aqui.


Um porre em Madrid!
Comentários Comente

Juca Kfouri

22abr2014---goleiro-do-chelsea-petr-cech-cai-de-mal-jeito-apos-afastar-bola-da-area-em-cruzamento-do-atletico-de-madri-apos-o-lance(2)

O torcedor do Chelsea, que gosta de xadrez, deve ter adorado o 0 a 0 no Vicente Calderón.

O torcedor do Atlético de Madrid certamente se irritou.

E você, eu, todos que só gostaríamos de ver um bom jogo, de futebol, só tivemos motivo para ficarmos frustrados.

Os ingleses estiveram perfeitos na marcação e os espanhóis impotentes diante dela.

Era o futebol de resultados elevado a potência máxima.

Um porre!!!

Por isso José Mourinho jamais será Pep Guardiola.

Mourinho murrinha!

Defender, defender e defender têm preço e o para o Chelsea foi perder o goleiro tcheco Petr Cech, com suspeita de luxação, e o meio campista Lampard, suspenso pelo cartão amarelo que levou graças a um carrinho por trás, ambos fora do jogo em Londres.

O capitão Terry tambëm saiu machucado e David Luiz, que jogava de volante, teve de voltar à zaga.

O capitão colchonero Gabi e Mikel também estarão suspensos no jogo da volta, único desfalque espanhol, terceiro inglês, em Stamford Bridge, na quarta-feira que vem.

Tomara que dê Atlético porque o Chelsea é chato, chato demais.

O único consolo espanhol está em que 0 a 0 é melhor que 1 a 1 em casa.