Blog do Juca Kfouri

Mata? Mata!
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Juca Kfouri

POR RAFAEL KLEIN*

Domingo à noite.

Ali, naquele pedaço de tempo situado entre o fim do Fantástico e o início da depressão, um casal em crise resolve ter uma conversa definitiva:

- Olha Moreira, não dá mais. Não consigo ver uma saída pro nosso relacionamento. 

- Querida, não exagere. Pense em todo esse tempo que estivemos juntos. São década, Maria Isabel…

- Infelizmente, né Moreira? Antes fosse um período de 4 anos com, no máximo, direito a uma reeleição.

- Você tá de cabeça quente, minha flor. Pense nos momentos felizes, nas festas que a gente costuma organizar… aquele frisson, a casa sempre cheia de gente.

- A última festa cheia de gente que eu fui, Moreira, foi lá na casa daquele casal de ingleses.

- Não eram espanhóis?

- Espanhóis, franceses, italianos, mexicanos. Até chineses e americanos tem festas mais concorridas que as nossas, Moreira. Isso pra não falar da casa dos alemães…

- Esse assunto tá proibido aqui em casa.

- Jura? Só porque naquele dia eles pintaram o sete?

 - Vamos esquecer isso, Maria Isabel. Por favor, pense nos nossos filhos…

 - Nossos filhos? Que você mimou, achou que não precisavam aprender a se virar sozinhos e agora estão aí… todos no cheque especial, com nomes no SPC e no Serasa.

- Ok, eu admito que fui ausente esse tempo todo e que só me preocupei em cuidar da nossa amarelinha dos ovos de ouro. Mas eu quero me redimir, Maria Isabel. Eu tenho uma proposta que vai mudar a nossa vida…

- Qual, Moreira?

- Mata-Mata, Maria Isabel.

Maria Isabel, sem pensar duas vezes, correu, se jogou da janela, se acabou no chão feito um pacote bêbado de pay-per-view e morreu na contra-mão, atrapalhando os clássicos.

*Rafael Klein é publicitário.

 

 

 

 


Os números de Dunga são impressionantes
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Juca Kfouri

 

O futebol da Seleção Brasileira sob o comando de Dunga desde o fim da traumática Copa do Mundo no Brasil não deixa ninguém embasbacado.

Mas também, tirante um jogo aqui, outro ali, não irrita nem dá sono.

E os números impressionam, sim senhor.

Oito jogos, oito vitórias, 18 gols a favor, apenas dois contra.

E no caminho foram batidas seleções muito bem colocadas no ranking da Fifa, com a segunda colocada Argentina, a terceira, Colômbia, a oitava França e a décima-quinta, a seleção chilena.

A Áustria, em 23º. lugar, e o Equador, em 29º., também ficaram pelo caminho.

Inexpressivas mesmo, só as seleções do Japão e da Turquia, em 53º. e 56º. lugares respectivamente, mas lembremos que o ranking reúne 209 times e que a Turquia acaba de empatar com a Holanda, na Holanda.

Em bom português: ninguém está dizendo que a Seleção está uma maravilha porque não está.

Mas não é proibido falar bem dela por mais que tenha vencido apenas jogos amistosos porque, afinal, foi o que se apresentou.

Se os tivesse perdido não seria muito pior?

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 30 de março de 2015, que você ouve aqui.


Dois homens morderam dois cachorros em Campinas e em Santos
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Juca Kfouri

  

Dizem os manuais de jornalismo que se um cachorro morde um homem não é notícia.

Mas o inverso é.

Pois agora há pouco, no Moisés Lucarelli e na Vila Belmiro, dois homens morderam dois cachorros.

As mordidas em Campinas dilaceraram a vítima e as em Santos foram menos graves, mas dolorosas.

O Red Bull ganhou do Palmeiras que vinha entusiasmado depois de bater no São Paulo, em Campinas, diante 7 mil torcedores, porque, como se sabe, o interior adora o estadual, e o São Bento empatou com o Santos, em Santos, perante 5 mil torcedores porque, como se sabe…

O Red Bull fez 2 a 0, com justiça e com direito a gol do ex-corintiano Lulinha e passe dele para o segundo gol, de Fabiano Eller.

Parece que ganhar do São Paulo está longe de ser uma façanha.

Já o São Bento fez 1 a 0, tomou o empate, de pênalti cobrado por Ricardo Oliveira, fez 2 a 1 no segundo tempo e sofreu o empate do Gabigol.

Foi o primeiro jogo do Santos, que parou no goleiro interiorano, depois de ter sua invencibilidade quebrada pela Ponte Preta.

Com o que, ao faltarem só duas rodadas para terminar a empolgante primeira fase do Paulistinha, com cinco pontos à frente do Santos, seis na do São Paulo e oito adiante do Palmeiras, o Corinthians, único invicto, praticamente tem garantido o primeiro lugar na classificação geral, o que lhe permitirá decidir sempre em casa se for seguindo no campeonato.

  


Timão ganha mais uma com reservas e ritmo de treino
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Juca Kfouri

Não, não foi um bom treino do desgastado time corintiano que completou sua maratona de quatro jogos em oito dias.

Quatro jogos e quatro vitórias, diga-se.

Hoje, em Bragança Paulista, contra o desesperado Bragantino, diante de apenas 6 mil torcedores porque, como se sabe, o interior adora o estadual.

Vágner Love , careca, foi o personagem do jogo e não por ter jogado bem.

Mas bem no começo da partida ele bateu o rosto na cabeça de um marcador e teve de ser atendido.

Voltou com um curativo perto da boca e logo aos 10 minutos recebeu um passe na medida de Luciano para só empurrar para a rede e marcar seu primeiro gol com a camisa corintiana.

Daí por diante o Bragantino malhou em ferro frio e o Corinthians se limitou a dar algumas pontadas, não aumentando o placar por detalhes.

O Timão segue sobranceiro na liderança do Paulistinha.


Botafogo e Vasco empatam e Flamengo comemora
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Juca Kfouri

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O Botafogo era ligeiramente superior ao Vasco, até bola no travessão tinha mandado quando, no fim do primeiro tempo, Mádson lançou Gilberto pela direita e o centro avante abriu o placar para os cruzmaltinos.

Lembrou até o gol de Robero Firmino em lançamento de Danilo contra o Chile, embora o atacante da Seleção Brasileira tenha driblado o goleiro, algo que o vascaíno não precisou fazer ao bater cruzado.

O Botafogo só foi atingir a justiça no marcador no começo do segundo tempo quando, por ironia, o Vasco era melhor.

Roger Carvalho, de cocoruto, meio desajeitado, encobriu o goleiro vascaíno e fez a bola morrer na rede, diante de 25 mil torcedores no Maracanã: 1 a 1.

O lateral-direito Mádson, disparadamente, foi o nome do jogo que teve o Vasco mais perto da vitória.

Quem ganhasse assumiria o primeiro lugar e o empate acabou um resultado excelente.

Para o Flamengo, que seguiu líder.

 


A oitava vitória
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Juca Kfouri

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Desfigurada com seis reservas até 60 minutos de jogo, a Seleção Brasileira acaba de vencer o Chile, em Londres, por 1 a 0, gol de Roberto Firmino, aos 27 minutos do segundo tempo, ao aproveitar um brilhante lançamento de Danilo.

Quando os titulares Elias, Firmino e Willian entraram, aos 15 minutos do segundo tempo, além de Robinho, o jogo mudou o bastante para sair o gol da vitória.

O gol foi só e tudo de bom que aconteceu num jogo em que o time brasileiro abusou das faltas e no qual o volante Medel deu um pisão criminoso em Neymar.

O goleiro Bravo não fez nenhuma defesa no jogo todo e Jefferson teve de fazer apenas duas, em cobrança de duas das muitas faltas cometidas pela Seleção, a maioria delas táticas, que renderam cinco cartões amarelos.

A Seleção de Dunga esteve longe de jogar bem, mas venceu pela oitava vez seguida nos oitos jogos que marcam a volta dele ao comando do escrete.


A importância de Paulo André 
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Juca Kfouri

  

Uma das mais importantes revistas de futebol de mundo, a “World Soccer”, incluiu Paulo André, zagueiro do Cruzeiro e um dos líderes do Bom Senso FC, entre os 500 jogadores mais influentes do mundo.

Se a lista fosse de apenas 11, provavelmente ele também estaria, por sua influência fora dos gramados.

Um leitor voraz, PAULO ANDRÉ publicou seu diário como jogador na temporada 2011, repleto de reflexões sobre sua opção pela profissão. Durante o tempo em que esteve contundido na França, aprendeu a pintar e suas obras são expostas sempre em eventos com renda  revertidas para caridade. Ele também colocou sua inteligência a serviço do movimento Bom Senso FC, iniciativa liderada pelo jogador com a finalidade de melhorar a indústria do futebol brasileiro, no momento absurdamente abaixo do seu verdadeiro potencial”, diz a revista inglesa.

  


Medida Provisória ameaçada
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Juca Kfouri

  

Segundo Eduardo Cunha ao jornal “O Globo” de hoje, Jovair Arantes (PTB-Go), presidente do Conselho Deliberativo do Atlético Goianiense, homem de confiança de Carlinhos Cachoeira e autor da emenda que quase anistiava a dívida dos clubes, e que Dilma Rousseff vetou no fim do ano passado, será o relator da MP do futebol.

A expectativa geral era a de que o relator fosse o tucano carioca Otávio Leite, com o que até a base de apoio ao governo concordava.

Será necessária muita articulação para impedir que as más intenções de Arantes, nenhuma relação com o Rei Pelé, nem no nascimento nem depois, prevaleçam.


Atendendo a pedidos: um blefe chamado Andrés Sanchez
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Juca Kfouri

Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, hoje superintendente de futebol do clube e deputado federal pelo  PT, tem a fama de ter sido o melhor presidente da história alvinegra.

Embora  tenha sido o cartola que comandava o Corinthians no ano de 2007, o da queda para a segunda divisão, foi na sua gestão que o time campeão mundial de 2012 foi montado, além de o clube ter erguido seu moderno CT e começado a construção de seu estádio.

Sanchez sempre se queixou quando lia que Lula, não ele, foi o melhor presidente da história corintiana.

Mas a cada dia que passa dá razão a quem assim pensa e escreveu.

Ultimamente Sanchez se queixa de que a prefeitura paulistana não cumpriu o que prometeu e, por isso, o clube tem uma dívida estratosférica pelo estádio em Itaquera.

Se queixa sem perceber, com o perdão da palavra rude, que fez papel de otário.

Porque um administrador competente, como se gaba de ser, não faz acordos de boca, bota tudo no papel e assina.

Sanchez garantia que o estádio seria o mais barato de todos, mais barato, por exemplo, do que o Maracanã.

Pois já está custando 1 bilhão e 200 mil reais, pertinho do que custou o estádio carioca, muito maior e mais luxuoso.

Sanchez também garantiu que não haveria atrasos e a Arena Corinthians não está pronta até hoje.

Prometeu que venderia os direitos do nome do estádio, os camarotes, as cadeiras cativas e, até hoje, nada!

São inegáveis os méritos dele na recuperação do amor próprio do corintiano, na remontagem do time e por ter mantido Tite mesmo depois do fiasco contra o Tolima. Ponto.

Mas se ele soubesse que quando a esperteza é demais acaba por engolir o esperto não estaria passando por trouxa e não teria deixado o Corinthians na situação desesperadora em que se encontra.

Entre outras razões por ter decidido não pagar os impostos devidos pelo clube que, para evitar que ele viesse a ser preso, passou a pagá-los e a atrasar suas obrigações com os jogadores.

Se o Corinthians teve a sorte de ter um presidente da República corintiano, teve o azar de ver afastado seu vice-presidente Luís Paulo Rosenberg, o dirigente que, de fato, era capaz de, com a frieza dos bons gestadores, exacerbar a paixão dos fiéis.

Não será com truculência que Sanchez convencerá quem sabe pensar.

Na verdade, para o bem e para o mal, ele é o Eurico Miranda do Corinthians.

E se orgulha!

 


Por que os atacantes argentinos são os mais contundentes do mundo?
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Juca Kfouri

 

Wall Street Journal Americas Jueves 26 de marzo de 2015 | 

¿Por qué los delanteros argentinos son los más contundentes del mundo?

 

El diario Wall Street Journal analizó el presente de los jugadores albicelestes

 

(WALL STREET JOURNAL AMERICAS).- Los delanteros se han sumado a la soja y la carne vacuna como algunas de las principales exportaciones de Argentina.

 

El país sudamericano -finalista del último Mundial- tiene una larga y famosa tradición futbolera. Pero ahora parece estar exportando un género de futbolistas, el delantero goleador, como nunca antes. Llegó al punto en que en encuentran argentinos en la cima, o casi, de la tabla de goleadores en ligas de todo el mundo.

 

Comencemos en Europa. Luego de los partidos del fin de semana, Sergio Agüero, del Manchester City, fue el segundo mayor goleador de la Premier League inglesa (aunque desde entonces cayó al tercer puesto). En España, Lionel Messi, del Barcelona, otra vez marca el ritmo de La Liga con 32 goles en 27 apariciones. Luciano Vietto, del Villareal, se ubica en octavo lugar. Y en la Serie A de Italia, los dos máximos goleadores eran argentinos: Carlos Tévez de la Juventus y Mauro Icardi del Inter. También había dos argentinos en el top cinco: Gonzalo Higuaín del Napoli y Paulo Dybala de Palermo.

 

Las otras dos principales ligas europeas no tienen tantos goleadores argentinos, pero la Bundesliga de Alemania tiene a Franco Di Santo, del Werder Bremen, en el quinto lugar de la tabla de goleadores, mientras Lucas Barrios, del Montpellier, es el séptimo en la Ligue 1 de Francia. (Barrios nació y se crió en Argentina, pero juega para Paraguay, el país donde nació su madre).

 

El principal goleador en Grecia, Jerónimo Barrales, del Asteras Tripolis, también es argentino, y el país sudamericano también está representado en Portugal a través de Eduardo Salvio, del Benfica, que se ubica noveno.

 

Si vamos a Asia encontramos a Jorge Sebastián Sáez en el Al-Wakrah (décimo en Qatar) y, en Australia, Marcelo Carrusca, del Adelaide, se ubica octavo en la A-League.

 

Al cruzar el Pacífico y llegar a México, hay más. Si bien los mexicanos tienen una larga tradición goleadora desde los días de Hugo Sánchez, hoy las tablas de goleadores están dominadas por argentinos como Julio Furch del Veracruz (primero), Matías Alustiza del Puebla (segundo) y el trío que comparte el tercer lugar: Diego González del Santos Laguna, Gabriel Hauche del Tijuana e Ismael Sosa de la UNAM.

 

En Sudamérica, son aún más omnipresentes. Fuera de su país de origen, hay argentinos encabezando la tabla de goleadores de la liga en Chile (Pablo Calandria del O’Higgins) y Ecuador (Daniel Neculmán de River). En Venezuela, Tulio Etchmaite de Portuguesa se ubica tercero, mientras en Bolivia Martín Palavicini del Universitario está segundo y Mauro Bustamente del San José es cuarto. Incluso han ocupado a su rival y también potencia, Brasil. La temporada pasada, Hernán Barcos del Gremio terminó quinto, mientras Darío Conca del Fluminense fue décimo.

 

¿Cómo explicar esta situación?

 

Una vez que se toma en cuenta la mínima posibilidad de que sea tan solo una enorme coincidencia global, entran en juego otros actores.

 

Argentina, por supuesto, es una potencia futbolística y genera grandes cantidades de jugadores en general, no sólo delanteros. Pero cuando la economía argentina tiene problemas y no hay mucho dinero en la liga interna, hay un incentivo tanto para los clubes como para los jugadores para irse al exterior.

 

Una dinámica similar se registra en Brasil, aunque es más pronunciada en Argentina, en parte debido a que el mercado interno es más pequeño y es más difícil retener a los mejores jugadores.

 

Un estudio de la firma de marketing deportivo Euromericas lanzado en noviembre reveló que 2.715 argentinos jugaban al fútbol profesional en el exterior. Más que cualquier otro país y más que los 2.356 jugadores de Brasil, a pesar de que su población es casi cinco veces mayor que la de Argentina.

 

Dicho de otro modo, cuando se considera que la principal liga argentina, la Primera A, se compone de 30 clubes y que cada uno tiene entre 25 y 30 profesionales argentinos en sus planteles, uno se da cuenta de que hay casi el triple de argentinos jugando al fútbol profesionalmente fuera del país.

 

Vender jugadores argentinos en el extranjero obviamente es una buena forma de conseguir divisas. Y, posiblemente debido a que los clubes suelen pagar fuerte sumas por los jugadores prolíficos, vender delanteros argentinos es más lucrativo que negociar el pase de defensores. Eso podría explicar por qué el país produce más delanteros que otras posiciones, aunque anteriormente era conocido por sus excelentes defensores centrales y mediocampistas.

 

También influye un recambio natural. Producir un delantero en Argentina y, tan pronto como se pueda conseguir un precio decente, venderlo. Eso deja espacio para su reemplazo, que, se espera, se convertirá en un jugador que podrá ser vendido a un precio alto en unos años.

 

Los jugadores argentinos en general han resultado ser bastante adaptables a otros países. A diferencia de los brasileños o la mayoría de los africanos, crecen hablando español, lo cual facilita hacer negocios no sólo en mercados lucrativos como España o México sino también en el resto de América del Sur y Central. Debido a que tantos argentinos pueden rastrear con facilidad su ascendencia española o italiana, también les resulta más simple obtener un pasaporte de España o Italia, que, a su vez, les da acceso a las ligas europeas.

 

Por lo tanto, la omnipresencia de los delanteros argentinos se debe tanto a factores económicos como a otros técnicos. Y mientras sigan probando lo que valen, es difícil imaginar que se detenga la línea de ensamblaje..