Blog do Juca Kfouri

Copa do Brasil entra nas oitavas de final
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Juca Kfouri

Seis dos oito jogos de ida das oitavas de final da Copa do Brasil vão ser disputados hoje pelo país afora.

A começar por Belo Horizonte onde, no Mineirão, o favoritíssimo Cruzeiro recebe o azarão Santa Rita, das Alagoas, às 19h30.

Aínda no mesmo horário, mas em Natal, o América, que eliminou o Fluminense, recebe o Atlético Paranaense, na Arena das Dunas.

Mais quatro jogos acontecem às 22h.

No Rio, no Maracanã, embate alvinegro entre Botafogo e Ceará.

No Couto Pereira, em Curitiba, mais um Coritiba x Flamengo.

No Pacaembu, em São Paulo, clássico nacional, entre o agora centenário Palmeiras e Atlético Mineiro.

E, finalmente, dois paulistas, Bragantino e Corinthians, se enfrentam, mas na Arena Pantanal, em Cuiabá.

Ontem o Vasco empatou com o ABC, em São Januário, por 1 a 1.

Amanhã, às 20h, em Porto Alegre, o jogo que fecha a rodada, entre Grêmio e Santos.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 27 de agosto de 2014.

 


Poema Parmerense
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Juca Kfouri

POR LUIZ GUILHERME PIVA

Para Juó Bananére

Guando io naxí,
mio papá guardô la mia fátia
e dixe: vai, figlo, vá sê Parmera en la vitta.

Da bambino até oggi, io fico vedendo os jocatori
giocando bola tutte le ore.
E tuttas las cose son verdi, verdi,
così, ó, uguali u verdi do Parmera.

Il campo só há un colore:
verdi verdi verdi verdi.
Que cazzo, ma tutto é verdi?, domandano.
Ma io apro bene mios occhi
e fico dimirando o verdi.

Tutti elhis de verdi trás della bola,
fatiendo gol, una meravilha.
Ma entón ricordo
que oggi só perdemo as partita,
daí io figo com una bruta duna tristeza.

Dio, Dio, por que abandonaste o Parmera,
se sapeva que o Parmera
non pó di sere così fraco?

Mondo mondo, maledetto mondo,
se io mi jamassi Ademí, Levígna, Aléguis,
Vaí, Dijarma ô Dimondo,
seria una bela soluçón: io derrotava tutto mondo,
e o Parmera era campeón!

Non repara, figlo,
ma o Parmera fa cento anni
e questo me láxia così,
mocionado.
________________________________
Luiz Guilherme Piva lançou “Eram todos camisa dez” (Editora Iluminuras)


Palmeiras, cem anos com glórias sem fim
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Juca Kfouri

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Minha terra tem Palmeiras onde Ademir da Guia foi Divino.

Minha terra tem Palmeiras onde São Marcos fez milagres.

Minha terra tem Palmeiras de Oberdan Cattani, Djalma Santos, Djalma Dias, Waldemar Fiúme. Valdemar Carabina, Geraldo Scotto, Cléber, Roberto Carlos, Dudu, César Sampaio, Chinesinho, Djalminha, Jair Rosa Pinto, Julinho Botelho, César, Evair, Rivaldo, Mazzola, Romeu Pellicciari, Servílio, Leão, Valdir de Moraes, Velloso, Leivinha, Jorge Mendonça, Mazinho, Zinho, Antônio Carlos, Cafu, Roque Júnior, Júnior, Alex, o verdadeiro Mago, Arce, Paulo Nunes, Vagner Love, Edmundo, Marcos Assunção, Alfredo Mostarda, Zeca, tantos e tantos.

Minha terra tem Palmeiras onde canta o sabiá.

Minha terra tem Palmeiras para os que não desistem de cantar.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 26 de agosto de 2014, dia do primeiro centenário da Sociedade Esportiva Palmeiras, o Palestra Itália de 1914, Alviverde Imponente, que você pode ouvir aqui.

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100 anos de glórias
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Juca Kfouri

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Reproduzo abaixo minhas duas colunas publicadas na “Folha de S.Paulo”, anteontem e ontem, em homenagem ao centenário da Sociedade Esportiva Palmeiras.



Inesquecíveis Palmeiras

O PRIMEIRO de que me lembro é o Palmeiras supercampeão paulista de 1959, com Djalma Santos, Chinesinho, Julinho e Romeiro, este porque autor do gol, batendo falta, que deu o título contra o Santos de Pelé, no terceiro jogo para desempatar o campeonato.

O segundo, o campeão de 1963, além do Santos tinha Djalma Dias, ainda com Julinho Botelho, além de Vavá, o Peito de Aço, e uma divindade, Ademir da Guia, o Divino, o melhor dos que vestiram a camisa da Academia.

O terceiro é o campeão de 1966, todos começando por um goleiro baixo, Valdir de Moraes, que se agigantava debaixo das traves e foi pioneiro na profissão de treinador de goleiros.

Um ano antes, o Palmeiras conquistara o Rio-São Paulo, vencendo os dois turnos e evitando que houvesse uma decisão entre os ganhadores de cada turno. Numa época em que a vitória valia dois pontos, o título foi conquistado com 10 de vantagem sobre o Vasco, 27 pontos em 32 possíveis, apenas uma derrota, 12 vitórias.

Impossível gostar de futebol e não se deliciar com aqueles Palmeiras.

Tradição que viria a se confirmar em 1969, com mais uma Taça de Prata, o verdadeiro Campeonato Brasileiro antes de assumir o nome, com Dudu e Ademir da Guia, dupla histórica no meio de campo, Baldochi na zaga, Émerson Leão no gol, César Maluco com a 9, um espanto, além de Luís Artime, um argentino que quase só pegava na bola para fazer o gol — 57 jogos e 49 gols pelo Palestra, 24 gols em 25 jogos pela seleção de seu país.

Em seguida, os bicampeões brasileiros de 1972/73, com Leivinha fazendo companhia a Luís Pereira para reforçar ainda mais o que já era covardia, façanha que se repetiria em 1993/1994, com outra constelação, formada por estrelas como César Sampaio, Mazinho, Roberto Carlos, Edmundo, Evair, eterno Evair, Zinho, Rivaldo, mamma mia!

Mal sabia eu que o melhor ainda estava por vir, um time que, em 1996, arrastava torcedores de todas as cores para vê-lo desfilar, pena que tenha durado apenas um estadual, porque nada devia para os melhores times de todos os tempos: tinha Cafu, Júnior, Djalminha, Rivaldo, Luizão, Muller, uma seleção, que marcou 102 gols, 3,4 gols por jogo, sofreu 19, média de 0, 6, 27 vitórias, dois empates e só perdeu uma vez, 28 pontos à frente do vice-campeão.

Depois, é claro, tem o Palmeiras campeão continental de 1999, que começava com um santo, São Marcos, e seguia com Arce, Roque Júnior, o verdadeiro mago Alex, Zinho, além de Cléber, Paulo Nunes.

Ah, e teve ainda um Palestra que não vi, mas que, em 1927, ganhou uma tal Taça Kfouri…

Marcos, Djalma Santos, Djalma Dias, Luís Pereira e Roberto Carlos; César Sampaio, Djalminha e Ademir; Julinho, Evair e Rivaldo, os 11!

Parabéns, Verdão!

Verde que te quero ver

QUANDO DESPERTAVA para o futebol vi meu time ser campeão estadual pela 15a. vez ao empatar com o Palmeiras, em fevereiro de 1955, no histórico título de 1954, o do IV Centenário de São Paulo.

Então, as glórias eram quase todas contadas pelo que acontecia em nossa aldeia e meu time era o maior.

Quando já estava bem acordado para o futebol, vi o Palmeiras superar o Santos de Pelé e ganhar seu 13o. Campeonato Paulista.

Meu time já jejuava havia cinco anos e o Palmeiras seguiu enfileirando conquistas até que, em 1976, livrou três taças de vantagem, a 18a. Em 1966 tinha empatado nos 15 e, em 1972, invicto, superado o Corinthians.

O grande rival aparentemente rivalizava também em número de torcedores, quando ainda não existiam as pesquisas para medir tamanho de torcidas.
O Palmeiras era mais que uma pedra no sapato alvinegro: era uma rocha que parecia inalcançável.

Seguiu sendo anos afora, porque atingia o mesmo número de Taças Rio-São Paulo e começava a colecionar troféus nacionais, como duas Taças do Brasil e quatro títulos brasileiros em 1967/69/72 e 1973.

Meu sofrido time só saiu da fila estadual em 1977 e nacional em 1990.
Havia ainda a polêmica sobre o que valia mais, a Copa Rio de 1951, ganha pelo Palmeiras em torneio com o grande Vasco e a Juventus italiana, entre outros, ou a Pequena Taça do Mundo de 1953, na Venezuela, vencida pelo Corinthians, contra Barcelona e Roma.

Meu pai, de quem herdei a paixão, não tinha dúvida em dizer que a glória alviverde era maior.

Nos anos 90 as coisas se equilibraram embora o Palmeiras tenha vencido primeiro a Libertadores e impedido duas vezes que o Corinthians a decidisse.

Verdade que ao Mundial de clubes o meu chegou primeiro e, diz a Fifa, duas vezes.

Tudo isso para dizer que não acho nenhuma graça em ver o Palmeiras na Segunda Divisão, como já vi por duas vezes e não quero pela terceira, assim como não achei, admito, ainda mais, graça alguma em sofrer com o meu time nela.

Há males que não se desejam nem para os inimigos, muito menos para adversários, principalmente quando um rival que alimenta a sua grandeza.
A falta do dérbi paulistano em quaisquer torneios que se disputem apenas apequena o próprio torneio. Daí querer ver o Verde Imponente de novo — e de novo, e de novo.

Não tenho a receita imediata, mas sei que passa pela urgente pacificação política no clube, sem vendetas suicidas tão a gosto da brava colônia italiana que lhe trouxe à luz para brilhar como um dos maiorais do mundo da bola.
Que quando setembro vier, depois da celebração de amanhã, o vinho santo afaste os cálices do rancor e transforme a dor em alegria por mais um século.

É o que quer este maduro corintiano.


Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014)
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Juca Kfouri

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Quase oito anos atrás escrevi a coluna abaixo na “Folha de S.Paulo”.

À minha utopia, Antônio Ermírio de Moraes respondeu com o humor de que era capaz.

Sim, ele estava de brincadeira, coisa rara para um brasileiro que sempre levou tudo muito à sério.

Minha homenagem e minha saudade.

São Paulo, domingo, 03 de setembro de 2006

JUCA KFOURI

Antônio Ermírio, presidente

Que o Lula não se preocupe. Aqui a coisa é muito séria. Estou me referindo é à presidência do Corinthians

PAREI PARA pensar.

Faço isso, às vezes, por mais que não pareça. Dói um pouco, é verdade. Mas dá resultado, também às vezes.

Como agora. Depois de muito matutar sobre a crise corintiana, acredito que achei uma solução.

E, como é freqüente, estava na cara, quase aqui mesmo, ali ao lado, na página 2 desta Folha, meu companheiro colunista, Antônio Ermírio de Moraes.

Sim, ele não gostará nem um pouco do que lerá aqui, mas é a solução para o Corinthians. Corintiano, conselheiro vitalício do clube há décadas, já fez tudo o que podia na vida, com sucesso. Entre uma coluna e outra neste jornal, ainda escreve peças de teatro e, nas horas de folga, comanda o Grupo Votorantim.

Não é pouca coisa, convenhamos. Principalmente se somarmos ao trabalho que também desenvolve, não é de hoje, na Beneficência Portuguesa, complexo hospitalar que tratou de salvar, com louvor.

Na flor da idade, aos 78 anos, poderia muito bem estabelecer uma meta para quando completar a marca espetacular dos 80, com lucidez e competência: ter salvado o glorioso SC Corinthians Paulista.

Um nome acima de quaisquer suspeitas, realizado, incapaz de se envolver com nebulosas transações ou se cercar de gente de má qualidade, que só pensa em se aproveitar do clube.

Claro que há outros corintianos ilustres, mas nenhum deles com as características do caro colega colunista Antônio Ermírio. Dom Paulo Evaristo Arns, por exemplo, seria outro. Mas está com a saúde um pouco debilitada e seria demais pedir a ele, depois do tanto que já fez, um milagre deste porte: salvar o Corinthians de seus demônios.

Washington Olivetto é ainda muito jovem para a empreitada, comporia maravilhosamente a equipe de Antônio Ermírio, como fez com brilho, por sinal, nos tempos dourados, para o alvinegro, da Democracia Corintiana.
Imagino um executivo do porte de Antônio Ermírio na presidência do Corinthians.

Trataria de fazer uma radiografia imediata da situação. Constataria que a parte social do clube atrapalha o futebol, que é o que interessa à esmagadora maioria dos corintianos, e as separaria. Daria, ao futebol profissional, tratamento profissional. Com gente paga, bem paga dada a grandeza, importância e potencial de rentabilidade de um Corinthians, muito maior que muitas poderosas multinacionais que estão por aí.

E cobraria, exigiria resultados, contrataria e demitiria por méritos ou falta deles, jamais por politicagem rasteira.

E premiaria, bonificaria, aqueles que atingissem suas metas ou as superassem, como é de lei. Jamais estimularia sentimentos xenófobos, porque sabe bem o valor de um Borges, de um Piazzolla, de um Maradona.

Além do mais, pavimentaria (e quem sabe pavimentar como ele?) a estrada do primeiro centenário corintiano, em 2010, sem o risco de vê-lo na segunda divisão. Risco que o time tem corrido permanentemente, com espasmos de sucesso aqui ou ali, sabem Deus e a Fiel como.

Parece claro que o Corinthians não pode ficar como está. E, como sonhar é das poucas coisas que ainda não pagam impostos no Brasil, não custa provocar Antônio Ermírio a aceitar esse desafio, que coroaria sua vida com um serviço inestimável não só à nação alvinegra mas a todo o futebol nacional.

Mas não demorais, Dr. Antônio!

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Só de binóculo para ver o Cruzeiro
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Juca Kfouri

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Só dezessete gols e 17 mil torcedores em média na 17a. rodada do Brasileirão que deixou o Cruzeiro sete pontos à frente do segundo colocado, agora o São Paulo que, com gols de Pato e Ganso, derrotou o Santos e ultrapassou o Inter e o Corinthians.

Depois da 17a. rodada, 17 times só veem o Cruzeiro de binóculo e alguns, como o Coritiba e o Vitória, a 24 pontos de distância, só de telescópio mesmo.

Rodada curiosa em que o Galo ajudou o Cruzeiro ao ganhar do Inter e o Grêmio ajudou o Inter ao ganhar do Corinthians.

Rodada generosa que afastou o Flamengo cinco pontos da zona da degola e permitiu que o Palmeiras comemore, amanhã, o seu centenário fora dela.

Rodada impiedosa com o futebol baiano, porque manteve a dupla Ba-Vi na zona do rebaixamento ao lado de dois times do sul maravilha, o Criciúma e o Coritiba.

Rodada que definiu, a duas rodadas do fim do primeiro turno, o Cruzeiro como ganhador do Troféu Osmar Santos, do diário “Lance!”, criado em 2004 para o vencedor do primeiro turno e vencido pela segunda vez pelo time mineiro.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 25 de agosto de 2014, que você ouve aqui.


Cruzeiro pinta o sete
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Juca Kfouri

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Calor de 30 graus em Goiânia, Goiás e Cruzeiro iam jogando como podiam no Serra Dourada, com o líder meio que se fazendo de morto para dar o bote na hora certa.

E a hora certa veio logo aos 25 minutos do primeiro tempo, depois que um erro de passe bisonho estragou um boa ataque goiano e, no contra-ataque, Everton Ribeiro acertou um passe belíssimo para Marcelo Moreno fazer 1 a 0.

A diferença entre os dois times é abissal, mas a diferença está em que o Cruzeiro faz prevalecer a diferença, mesmo sem seu artilheiro, Ricardo Goulart, poupado, e aumenta a diferença de pontos em relação ao vice-líder, agora o São Paulo.

Faz até quando se limita ao estritamente necessário, em ritmo de treino, como se quisesse treinar também o goleiro Fábio, que aos 33 minutos do segundo tempo teve de impedir o empate ao defender a cobrança de uma falta que ainda foi ao travessão.

Claro que haveria tempo para o segundo gol mineiro, mas certamente Marcelo Oliveira puxará as orelhas do time, porque, aos 48 minutos, Dedé fez pênalti duvidoso, que Davi desperdiçou.

Se não desperdiça, lá se iam dois pontos de graça.

Sabe-se lá por que, há quem compare o Cruzeiro à seleção alemã, evidente exagero.

Mas, coincidência ou não, o líder já está 7 pontos à frente do segundo colocado, o que lhe garante o título simbólico do primeiro turno

E invicto há 14 jogos segundo informou o enviado especial do blog ao Serra Dourada, Milton Leite.

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E o outro Palestra, o de São Paulo, festejará seu centenário fora da ZR, porque o Bahia só empatou com o Furacão.


São Paulo sobe na queda do Corinthians
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Juca Kfouri

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Grêmio e Corinthians fizeram um primeiro tempo morno, com os paulistas mais insinuantes, mas falhando na hora de concluir.

O alvinegro começou trocando passes de maneira até surpreendente, mas logo o Grêmio passou a ter mais a bola.

Em 20 segundos do segundo tempo, porém, Zé Roberto centrou diante de Fagner e Barcos se aproveitou do bate-rebate na pequena área para abrir o placar.

Daí para um apagão na defesa alvinegra foi um pulo e, aos 3, Luan cruzou de novo diante de Fagner para o Pirata Barcos ampliar.

Aos 6, por pouco, o Grêmio não fez o terceiro gol.

Daí Fagner resolveu mostrar que é homem e deixou a sola na perna de Barcos, mas nem amarelo recebeu, embora merecesse o vermelho, o que, aliás, seria uma bênção para os corintianos, já que Mano Menezes parece não gostar de Ferrugem.

Fagner tem o mesmo empresário de Mano Menezes, Carlos Leite, e Ferrugem é representado por Nick Arcuri,

Aos 10, Guerrero teve a chance de diminuir, mas perdeu, em ótima defesa de Marcelo Grohe.

Aos 15, sob o travessão, Fábio Santos furou a cabeçada…

Aos 16, Guerrero diminuiu.

O que era morno virou um inferno.

Em seguida, em dois escanteios, Grohe teve de trabalhar.

O tricolor parecia sentir, mas logo se reequilibrou, até porque o Corinthians passou a errar passes por precipitação.

Luan fazia gato e sapato de Fagner sempre que a bola chegava à esquerda.

Mano Menezes, porém, preferiu trocar o outro lateral, Fábio Santos, por Uendel, assim como Luciano por Romarinho e Lodeiro por Romero, para atacar.

Felipão, é claro, trancou, com Matheus Biteco no lugar de Luan e Alan Ruiz no de Giuliano.

Aos 36, de fora da área, Ralf carimbou o travessão gaúcho e o Corinthians já fazia por merecer o empate.

Até Barcos saiu para a entrada de Wallace.

O Corinthians ainda reclamou de um pênalti em lance de bola na mão e Guerrero foi expulso infantilmente.

O Corinthians caiu para o quarto lugar de novo, depois de um bom segundo tempo de ambos os Mosqueteiros e do primeiro embate entre os dois gaúchos últimos técnicos da Seleção, com triunfo de Felipão.

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E o São Paulo assumiu a vice-liderança ao vencer o Santos por 2 a 1, gols de Ganso e Pato, o primeiro um golaço, no primeiro tempo, o segundo no fim do segundo, logo depois de o Santos ter empatado com gol de pênalti batido por Gabriel.

E para alegria da maior torcida do país, o Mengo saiu da confusão ao vencer o Criciúma por 2 a 0, alegrando também os palmeirenses, gols de Mugni e, para variar, de Eduardo da Silva.

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