Blog do Juca Kfouri

Galo é campeão da melhor das Copas do Brasil
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Juca Kfouri

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As conquistas do Galo numa são simples, assim iguais às dos outros.

As do Galo sempre têm alguma coisa de diferente.

O Galo foi o primeiro campeão brasileiro, em 1971, e assim sempre será lembrado apesar de, recentemente, alguns revisionistas quererem alterar a história.

Para ganhar sua primeira Libertadores, no ano passado, o Galo teve que virar jogos impossíveis e um goleiro pegando pênalti no segundo final de jogo para evitar a eliminação.

Agora nesta Copa do Brasil não foi diferente.

Ou melhor, o Galo foi novamente diferente.

Porque tomou da boca o doce que corintianos e flamenguistas já saboreavam no Mineirão.

E, ontem, com requintes de crueldade, diante do rival Cruzeiro que acabara de comemorar o bicampeonato brasileiro, mandou no jogo, mas fez questão de só marcar seu gol já no derradeiro minuto do primeiro tempo, para desafiar os esfalfados adversários a fazer o mesmo que o Galo fizera: 4 a 1.

Não deu, é claro que não deu.

Além do mais, vale repetir que nunca antes na história deste país uma decisão de Copa do Brasil envolveu tanto interesse, sem se dizer que dela participaram todos os melhores times do país.

O Galo é um baita campeão da Copa do Brasil.

E, mais uma vez, diferente.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 27 de novembro de 2014


Galo ganha sua primeira, e mais festejada, Copa do Brasil
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Juca Kfouri

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Um dia, quem sabe, os legisladores brasileiros se darão conta de que a obrigatoriedade de se tocar o Hino Nacional antes de quaisquer jogos de futebol pelo Brasil afora acaba como um tiro pela culatra, um desrespeito, por não fazer parte de nossa cultura e pela banalização do ato.

Não se ouviram os acordes hoje no Mineirão, como acontece com frequência pelos estádios espalhados pelo país afora.

Mas vamos ao jogo, que é o que interessa.

O clássico mineiro no mau gramado de um estádio da Copa do Mundo, começou com o Cruzeiro de branco e o Galo de branco e preto.

O Mineirão, fruto da mesquinhez e da burrice de nossa cartolagem, não estava nem perto de estar lotado, com 39.786 pagantes.

E com o Galo no ataque.

O Cruzeiro sem Mayke, mas com Ceará, e com Nilton em vez de Lucas Silva.

O rival ainda sem Guilherme e, ousado, com Rafael Carioca em vez do marcador Pierre.

O sétimo Cruzeiro x Galo do ano, três vitórias atleticanas e três empates, tinha o Alvinegro dando as cartas.

Aos 12, bola roubada de Nilton, Luan deu para Marcos Rocha fazer o gol fatal e Fábio impediu, com o rebote sobrando ainda para Diego Tardelli que bateu na rede pelo lado de fora.

Três minutos depois, uma bola vadia em ligação direta do goleiro Fábio sobrou para Ricardo Goulart que pegou mal e desperdiçou ótima chance.

Aos 24, Tardelli, de joelho, não só perdeu o gol debaixo da trave como evitou que Jemerson, atrás dele, fizesse.

Por ironia, Tardelli não jogava bem, errava passes sem parar e, por azar, Luan se machucou e foi substituído por Maicosuel, aos 30.

Quatro minutos depois, troca de empurrões na intermediária do Galo.

Sim, o jogo era tenso, mas leal, em gramado pesado.

Aos 40, um cruzamento de Dátolo desviou no ombro de Ceará e quase entrou, saindo a escanteio.

Dois minutos depois, Maicosuel viu Fábio sair aos seus pés em ótimo passe de Tardelli e, no rebote, Dátolo mandou nas nuvens.

O Cruzeiro agradecia ao céu o empate no primeiro tempo que, no entanto, dava o título inédito da Copa do Brasil ao rival: 2 a 0 não seria injusto.

E o 1 a 0 foi justíssimo porque se Tardelli não jogava o que se esperava dele, aos 47 ele escorou de cabeça um ótimo passe de Dátolo e o Galo foi para o intervalo na frente.

Sim, 3 a 0 para o Galo. A Raposa teria de fazer quatro.

O Galo estava pertíssimo de ganhar a mais festejada das Copas do Brasil desde a primeira, em 1989, e a mais difícil desde 2001 porque, nesta 26a. edição, com os participantes da Libertadores.

Willian Farias voltou no lugar de Henrique, também machucado, no time azul, isto é branco nesta noite.

Logo aos 6, por pouco, Maicosuel não ampliou.

O Cruzeiro dava sinais de cansaço, a torcida de desânimo e, aos 16, Dagoberto entrou no lugar de Willian.

Chovia em Belo Horizonte quando faltavam 25 minutos para o Galo ser campeão e, de quebra, voltar à Libertadores.

Aos 24 foi a vez de Rafael Carioca se machucar.Pierre entrou.

Seis minutos depois, Dátolo carimbou o travessão de Fábio, de fora da área.

A tríplice coroa ia para o espaço na quarta vitória de Levir Culpi em 2014 sobre o tri vice-campeão da Copa do Brasil, o estupendo Marcelo Oliveira.

Julio Baptista entrou no lugar de Ceará depois que o Cruzeiro quis mão na bola de Leonardo Silva em lance de bola na mão.

A vitória era mais que justa e por menos do que deveria embora o empate pudesse ser um consolo para o campeoníssimo Cruzeiro, que via escapar o penta.

Aos 39, Leandro Donizete foi expulso por agredir Dagoberto e Eduardo entrou no lugar de Tardelli, herói da noite.

O Galo festeja com todos os méritos.


Malditas traves do Morumbi. Malditos pênaltis
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Juca Kfouri

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O primeiro tempo no Morumbi foi amarrado, com o Atlético Nacional jogando o jogo que planejou, quase sem dar chances ao São Paulo, diante de 45.454 pagantes, mais que no Mineirão.

Ao contrário, a única chance real de gol foi colombiana, no último lance dos primeiro 45 minutos, evitada por Rogério Ceni nos pés de um rival.

Quando o jogo recomeçou, foi a vez de Michel Bastos ter uma oportunidade clara evitada pelo goleiro Armani, mais eficiente que elegante, depois de lançamento brilhante de Ganso.

O mesmo Ganso, porém, aos 8 minutos, bateu daquelas faltas cruzadas pelo lado direito, a bola quicou no chão e empatou a disputa no placar agregado.

Ganso vibrou com sangue tricolor.

A partir daí só dava São Paulo.

Aos 24, um pecado: Kaká mandou na trave.

Aos 26, outro: Luís Fabiano mandou na trave. Pior, pegaria o rebote para fazer 2 a 0, mas Michel Bastos, impedido, tentou o gol.

Em seguida, Luís Fabiano perdeu na cara do goleiro.

A classificação amadurecia.

Aos 34, Muricy Ramalho trocou Kaká por Alan Kardec e, mais uma vez, Ceni teve de fazer boa defesa.

As traves do Morumbi levaram à tortura da decisão na marca da cal.

O rival bate e faz 1 a 0. Boca Negra.

Alan Kardec bate no raio que o parta, ao escorregar miseravelmente.

Os colombianos fazem 2 a 0. Valencia.

Rogério Ceni diminui: 1 a 2.

O adversário faz 3 a 1, friamente. Cordona.

Tolói bate e Armani defende. 1 a 3.

Ruiz faz 4 a 1 e o São Paulo está fora da final.

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Vai que é tua, senador Romário!
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Juca Kfouri

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Eurico Miranda foi até a CBF para convidar José Maria Marin e Marco Polo Del Nero para sua posse no Vasco.

Ouviu muitos elogios e os retribuiu na mesma medida.

Apoiado por Romário nas recentes eleições cruzmaltinas, só falta agora o senador abraçar também os dois comandantes da Casa Bandida do Futebol.


Hoje, sim!
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Juca Kfouri

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É hoje sim, no Morumbi, que também um montão de coisas pode acontecer.

Completo, com muita gente nas arquibancadas, já garantido na Libertadores, o São Paulo tem tudo para superar o colombiano Atlético Nacional e se classificar para uma final de Copa Sul-Americana maior do que foi a da Libertadores deste ano — porque apenas entre o argentino San Lorenzo e o paraguaio Nacional.

Caso o Tricolor chegue lá, a decisão será contra outros dois gigantes, os argentinos Boca Juniors ou River Plate, primeiro jogo na Bombonera ou segundo no Monumental de Nuñes.

Contra o Boca, seria uma final entre ganhadores de nove Libertadores.

Contra o River, de cinco.

Hoje pode ser também, e tomara que não seja, o antepenúltimo jogo oficial de Rogério Ceni com a camisa são-paulina, o penúltimo no Morumbi, o último internacional.

Mas esta com cara mesmo de ser mais um passo para o bicampeonato da Copa Sul-Americana, a melhor de todas desde que foi criada.


Hoje, não!
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Juca Kfouri

POR LUIZ GUILHERME PIVA

 

Aguenta a mão ou não vai ninguém no velório.

*

Se aparecer alguém tiro três pontos da média.

*

Só de atestado já foram três blocos.

*

Não vem? Nem se eu puser a vermelhinha?

*

Tirei até o chip. Se quiser, nasce em casa.

*

Todo mundo, até a tripulação, cancelando.

*

Nem reboque, nem chupeta, se danem.

*

Febre. É. Na portaria? Usa o interfone.

*

No Salomão. Eu acredito.

*

Apresentação da Belzinha. Rapunzel. Tá. Te vejo lá.

*

Não iam dispensar mais cedo. Arrumo outro.

*

Mas íamos votar o aumento do condomínio!

*

Cerveja, cigarro, amendoim, corneta, rojão. Cadê o urinol?
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Luiz Guilherme Piva publicou “Eram todos camisa dez” (Editora Iluminuras).


Qual é o time mineiro da virada?
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Juca Kfouri

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O Galo virou o time da virada de 2014 ao virar dois jogos que perdia por 3 a 0 para 4 a 3 contra Corinthians e Flamengo na Copa do Brasil, repetindo façanhas parecidas que alcançou na Libertadores em 2013.

Mas o Cruzeiro, sem fazer alarde, virou três dos seis últimos jogos que disputou, a começar, também pelo da Copa do Brasil, no jogo contra o Santos, na Vila Belmiro, quando perdia por 3 a 1, e a vaga na final, e empatou 3 a 3.

Depois disso, embora não tenha virado na derrota para o próprio Galo no jogo de ida da final, ainda saiu perdendo do Criciúma e virou para 3 a 1, e do Grêmio, em virada para 2 a 1 na arena gaúcha.

O Galo está ganhando de 2 a 0 e sabe que esta vantagem é importante, mas sabe também, melhor que ninguém, que dá para virar.

Por isso, a melhor atitude que se pode adotar para o jogo de hoje é a da extrema cautela, porque, no Mineirão, tudo é possível.

Pelo menos é no que eu acredito.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 26 de novembro de 2014, que você ouve aqui.


O livro de Menon, cracaço do basquete brasileiro
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Juca Kfouri

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Hoje, a partir das 19h, na livraria Saraiva, do Shopping Ibirapuera, em São Paulo, Luiz Claudio Menon lança sua autobiografia editada pela Maquinária Editora.

Menon foi dos mais refinados jogadores de basquete da história, campeão mundial pelo Brasil em 1963 e porta-bandeira da delegação brasileira na Olimpíada de Munique, nove anos depois.

Pelas beiradas das quadras, ou dentro dos garrafões, Menon jogou um basquete tão fino no Palmeiras, no Sírio e na seleção, como seu corpo esguio, há muitos anos vestido pelo uniforme de médico, endocrinologista que é pela Faculdade Paulista de Medicina.

Menon me deu a honra de escrever o prefácio, talvez por saber que nos anos 60, pelo Paulistano, eu quis ser um Menon na vida e jogava com o mesmo número dele, o 11.

Foi o máximo que consegui na tentativa…, embora fosse tão esguio como ele e também jogasse ora como ala, ora como pivô.

Mas participar do livro dele soa como uma medalha de ouro.

Eu vou ao lançamento.

Vá você também.

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Quem foi o técnico do ano no Brasil?
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Juca Kfouri

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Ontem, no “Linha de Passe” da ESPN Brasil, estabeleceu-se a discussão sobre quem foi o melhor técnico de 2014 em nosso futebol.

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Eu achava que Levir Culpi, por ter reformulado o Galo em pleno voo, merecia a medalha, mas fui convencido, sem que os companheiros precisassem se esforçar muito, de que Marcelo Oliveira, bicampeão, é outra vez o homem do ano.

A diferença entre os dois, em minha opinião, foi pequena, até porque, em três embates até agora, Levir Culpi sempre se saiu melhor.

Já a diferença entre ambos e os demais foi grande.

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Verdade que Muricy Ramalho, aos trancos e barrancos e prejuízos à saúde, fez trabalho aceitável no São Paulo, diferentemente de Abel Braga que não tirou do elenco do Inter aquilo que se esperava.

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Felipão vinha muito bem no Grêmio até a derrota diante do Cruzeiro e a perda da vaga na Libertadores.

Isso tudo mais a choradeira que se seguiu, além do pornográfico 7 a 1, fazem de 2014 o ano para ele tentar apagar de sua vida.

Aliás, nem mesmo se fosse campeão brasileiro invicto com o Grêmio a goleada alemã seria esquecida.

Do sexteto que comanda o Brasileirão falta falar de Mano Menezes.

Perguntei aos colegas da mesa, José Trajano, William Tavares, Mauro Cezar Pereira e PVC se eles renovariam o contrato dele para 2015, questão não resolvida no Corinthians por causa das eleições só em fevereiro de 2015 —um desses absurdos que ainda castigam a (des)organização do futebol nacional.

Com ressalvas de Mauro Cezar, que renovaria até o fim da Libertadores e do PVC que primeiramente disse que não renovaria, mais por saber que assim pensa o técnico, e depois opinou pela renovação, tanto William como Trajano também são favoráveis à renovação.

Ah, eu também!

E, por quê?

Você cansou de ler aqui críticas, algumas bem ácidas, ao trabalho dele.

Mas interromper seu trabalho agora será cometer o mesmo erro cometido com ele na Seleção Brasileira, quando o time começou a ter cara e a engrenar.

Mal ou bem, Mano Menezes montou este grupo, tem a confiança dos jogadores e a obrigação de mostrar, em 2015, os resultados que não aparecem mesmo da noite para o dia, salvo raras exceções como o que Levir Culpi conseguiu.

Começar do zero com novo técnico, para disputar uma Libertadores ou até mesmo uma pré-Libertadores, será prova de incompetência e insensatez.

Não se investe alto durante um ano num trabalho que, seja como for, resultou pelo menos em um de seus objetivos, a Libertadores, para se jogar fora na temporada seguinte.

E tem ainda o Dunga, mas este é de um outro departamento.

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O que falta acontecer no Mineirão neste ano?
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Juca Kfouri

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Amanhã, no Mineirão, o jogo que o Brasil todo quer ver, menos os são-paulinos, é claro, que quererão ver seu time contra o colombiano Atlético Nacional pelas semifinais da Copa Sul-Americana: Atlético e Cruzeiro decidem a Copa do Brasil.

O Mineirão virou o palco do impossível, do improvável, do chocante, do heróico, do vexaminoso e do que mais você quiser neste 2014.

O novo Mineirão viu, perplexo, incrédulo e, na maioria, envergonhado, a goleada de 7 a 1 dos alemães sobre a Seleção Brasileira na semifinal da Copa do Mundo.

Depois viu, com direito a repeteco, Corinthians e Flamengo sucumbirem por 4 a 1 depois de terem aberto 3 a 0 no placar agregado, diante do Galo nas quartas de final e nas semifinais da Copa do Brasil.

Falta o quê?

Bem, vamos lá, elenquemos algumas possibilidades estratosféricas, dando de barato que se o Cruzeiro for o campeão contra o Galo por tê-lo vencido por 2 a 0, e na disputa da marca do pênalti, nada de extraordinário terá acontecido.

Mas vai que vence por outro 4 a 1 ou mais?

Ou que, desgastado como está, leva uma goleada do rival?

Ou que abre 3 a 0 e toma um gol no fim?

Ou faz 4 a 1 e sofre o 2 a 4?

Eu, hein?

Afinal, tudo é possível no futebol.

Ainda mais quando o jogo é no Mineirão…

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Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 25 de novembro de 2014, que você ouve aqui.